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Capítulo 4

Penulis: Redleaves
No dia seguinte, o papai não saiu de casa. Ele até se sentou com a gente para o café da manhã. A voz dele era baixa:

— Fiona, eu bebi demais ontem à noite. Me desculpa.

A mamãe estava calma. Ela deslizou uma folha de papel sobre a mesa na direção dele:

— Tudo bem. Eu te perdoo. Nós dissolvemos o elo, eu fico com metade dos bens e com a custódia da Serena.

O papai bateu com a mão na mesa:

— Esquece. Eu não vou concordar com isso.

— Pense na Vanessa — disse a mamãe. — Aceite os meus termos e eu aceitarei qualquer coisa que você quiser em troca.

Ele pensou a respeito e, em seguida, deu um sorriso frio:

— Fechado. Faremos uma coletiva de imprensa. Você assume a traição. Diremos que o relacionamento acabou e dissolveremos o vínculo em público.

A mamãe assentiu com a cabeça:

— De acordo.

Ele não esperava por aquilo. Ficou encarando-a e, depois, saiu batendo o pé.

Depois do café da manhã, a mamãe me levou até a enfermaria. Ela apontou para o meu tio, que ainda estava dormindo, e me fez memorizar o rosto dele:

— Serena, lembre-se dele. Quando a mamãe não estiver mais aqui, vai ser ele quem vai cuidar de você. Estou transferindo a sua custódia para ele, mas estou colocando todos os bens da mamãe no seu nome. Guarde tudo muito bem.

Não dê a ninguém, nem mesmo ao seu pai. Me promete.

Eu concordei com a cabeça. Eu não entendia completamente, mas a mamãe estava me deixando os seus tesouros, e eu iria guardá-los muito bem.

Três dias depois, a mamãe me levou para a coletiva de imprensa. Eu não queria ter ido. Era o último dia da mamãe comigo, e eu queria ir ao parque.

A sala estava lotada de pessoas segurando câmeras, com flashes brilhando para todos os lados.

A mamãe me segurou no colo e falou para a multidão. Ela disse que tinha se apaixonado por outro lobo. Disse que tinha traído o dedicado Alfa.

Disse que não tinha mais o direito de continuar sendo a Luna, que não tinha mais cara para aparecer em público e que estava dissolvendo o elo com o Alfa.

Inclinei a cabeça e fiquei olhando para ela. Por que a mamãe estava mentindo? Quem tinha feito todas aquelas coisas era o papai.

Por que todo mundo estava tão agitado? Aqueles flashes ardiam nos meus olhos.

Quando a mamãe terminou, o papai falou. Ele disse que estava de coração partido com o comportamento da Luna, mas que desejava o melhor para ela. Disse que daria a ela metade dos bens e abriria mão da minha custódia.

Olhei para ele e meu peito doeu. A mamãe estava indo para a lua, e o papai não me queria mais. Eu era uma filhote abandonada agora.

— Luna, você está mentindo! Não foi assim que aconteceu. — Um homem na multidão se levantou. — Eu sou Phelan Locke, repórter de entretenimento. O Alfa traiu primeiro.

Ele jogou um maço de fotos para o alto, e uma delas flutuou até cair bem na minha frente. Era a foto do papai e da Vanessa se beijando.

— Eu segui os dois e tirei essas fotos pessoalmente! — gritou ele. — Luna, por que você está encobrindo ele?

— Cale a boca. Isso é calúnia. — O papai se levantou, pálido, apontando o dedo para o repórter. — Essas fotos foram tiradas depois que a Luna traiu.

Depois que concordamos em dissolver o elo. — Ele caminhou até a mamãe e segurou a mão dela. — Fiona, diga a eles. Diga a eles que eu não estou mentindo.

A mamãe olhou para ele e depois para os repórteres. Lentamente, ela tirou uma folha de papel de dentro do casaco e a empurrou na direção dele.

Eu a reconheci. Era o acordo de dissolução, que passava metade dos bens para ela.

O papai franziu a testa. Em seguida, trincou os dentes e assinou.

A mamãe sorriu. Ela abriu a boca, mas acabou cuspindo uma lufada de sangue e desabou.

A multidão entrou em pânico. Levaram-na às pressas para a enfermaria, e me trouxeram junto.

Na enfermaria, a mamãe acordou. O papai viu que ela estava viva. Ele ficou ali parado por um tempo e depois saiu.

A mamãe acariciou os meus cabelos:

— Serena, a mamãe já deixou tudo pronto. Está quase na hora. A mamãe está indo para a lua. Me promete que você vai ser corajosa. Me promete que vai se cuidar.

Eu concordei com a cabeça, com os meus olhos ardendo. Ela sorriu e me deu um beijo carinhoso na testa.

Um pouco mais tarde, observei enquanto a mamãe e o meu tio eram levados juntos para a sala de cirurgia. A luz vermelha acima da porta se acendeu, da mesma cor do sangue no lenço da mamãe.

Muito tempo depois, a luz se apagou. Eles trouxeram a mamãe para fora. Por algum motivo, um lençol branco cobria o rosto dela.

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