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Capítulo 4

작가: Lara Dimson
— Damien, por fav— — rastejei até a porta e tentei girar a maçaneta, mas ela não se moveu.

— Você pode sair quando aprender o seu lugar — a voz de Damien veio do outro lado da porta. — Algumas horas aí dentro devem te ajudar a pensar no que fez.

— Eu não consigo respirar! — bati na porta com a pouca força que ainda me restava. — Estou tendo uma reação alérgica! Preciso do meu remédio!

Ninguém respondeu.

Ouvi as vozes deles se afastando do depósito.

— Devíamos levar a Maeve para casa para ela descansar direito — disse mamãe.

— Boa ideia — concordou papai. — A Kira vai ficar bem aí dentro. A padeira disse que podemos deixá-la o tempo que for necessário.

— Mas e se— — Maeve começou.

— Ela é uma lobisomem com uma loba forte — Damien interrompeu. — Algumas horas sozinha não vão machucar ela. Ela precisa aprender que a família vem em primeiro lugar.

A voz de Archer saiu baixa.

— Vocês têm certeza de que ela vai ficar bem?

— Ela vai ficar bem — disse papai com firmeza. — Isso é para o bem dela. Talvez da próxima vez ela não hesite quando Maeve precisar dela.

Os passos deles desapareceram, e então ouvi o sino da porta da frente da confeitaria tocar quando saíram.

O silêncio tomou conta do espaço ao meu redor.

Escorreguei até o chão, apoiando-me na porta, e tentei respirar.

Mas quase nenhum ar conseguia passar pela minha garganta inchada.

Meu celular.

Eu precisava encontrar meu celular.

Apalpei os bolsos com mãos trêmulas, mas estavam vazios.

O celular devia ter caído em algum lugar quando Damien me agarrou.

Comecei a rastejar pelo pequeno depósito escuro, passando as mãos pelo chão em uma busca desesperada.

Finalmente, meus dedos tocaram a superfície lisa da capinha.

Segurei o aparelho com as duas mãos.

A tela acendeu.

Havia uma nova mensagem de Damien.

“Nem pense em nos ligar. Fique aí e reflita sobre o seu egoísmo. Maeve é mais importante do que o seu drama.”

Lágrimas arderam nos meus olhos enquanto eu encarava a mensagem.

Dentro da minha mente, a presença de Aurora era agora pouco mais que um sussurro.

— Me desculpa. Eu não consigo te curar. Não tenho mais forças.

— Está tudo bem. Nada disso é culpa sua — respondi para ela.

Minhas mãos tremiam tanto que eu mal conseguia segurar o celular.

Tentei ligar para meu pai.

Caixa postal.

Minha mãe.

Caixa postal.

Damien.

Caixa postal.

Archer.

Caixa postal.

Todos tinham desligado os celulares para que eu não pudesse incomodá-los.

O depósito girava ao meu redor.

Eu conseguia sentir meu coração batendo cada vez mais fraco.

Mais lento.

A doação de sangue tinha drenado o pouco de força que me restava.

A anemia aplástica significava que meu corpo não conseguia repor o sangue que eu havia doado.

A reação alérgica estava fechando minhas vias respiratórias.

E Aurora estava fraca demais para me salvar.

Eu ia morrer trancada em um depósito enquanto minha família comemorava o aniversário de Maeve.

Com o último fio de força que me restava, disquei para os serviços de emergência.

— Emergência, qual é a sua emergência?

— Ajuda... — sussurrei. — Não... consigo respirar. Reação alérgica. Perda de sangue. Trancada.

— Senhora, mal consigo ouvi-la. Pode falar mais alto?

Tentei.

Mas nenhum som saiu.

Minha garganta tinha se fechado completamente.

— Senhora? A senhora ainda está aí?

Com dedos trêmulos, consegui enviar minha localização por mensagem para a atendente antes que o celular escapasse das minhas mãos.

Sweet Dreams Bakery. Depósito. Trancada. Ajuda.

Apertei enviar e vi a mensagem ser entregue.

Então o celular caiu da minha mão.

Ele bateu no chão com um estalo, e a tela apagou, me deixando novamente na escuridão completa.

O mundo começou a desaparecer.

A escuridão avançava de todos os lados.

Quando meus olhos começaram a se fechar, ouvi sirenes ao longe.

Quando finalmente abriram a porta do depósito...

Tudo ficou escuro.

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