Se connecterAline Sanchez
(..) Para a minha surpresa, fui mandada embora no mês seguinte, peguei o que eu havia conseguido e aluguei um apartamento pequeno, quase do tamanho de um ovo em um bairro próximo ao meu pai Arrumei outro emprego a alguns meses atrás, em uma outra boate eu e minha irmã estava morando juntas, até que se resolver com meu cunhado. O lugar não era como eu esperava, mas não era algo tão ruim assim. Não sou da área VIP, então não preciso ouvir tantos insultos dos babacas que aparecia. Mas para o meu azar, hoje por algum motivo eles queriam que eu ficasse na área exclusiva. — Aline, você vai servir as mesas de cima hoje!— o gerente falou. — Eu prefiro ficar entre as dançarinas, as pessoas que ficam na área VIP é exigentes demais.— disse com a bandeja na mão. — Existe uma pessoa que quer sua presença— a sua palavra me deixava arrepiada— você pode ficar tranquila, não vai precisar fazer nada. Ele quer apenas lhe olhar. — Não sou mercadoria! Não gosto desde tipo de gente— falo autoritária. — Você não tem o que exigir, ou faz o que estou te pedindo ou vai embora. — Inferno— disse irritada — Vá até o camarim, troca de roupa. Aquele cara de preto lhe observando quem você vai servir.— Era um homem de idade, ele acenou e nada mais fez. — Que seja.— Caminhei até o camarim e tirei toda roupa, havia uma mini saia de prega preta, com uma blusinha byba look preta de couro, um cinto em corrente e uma máscara.— Fala Sério!— disse ainda mais irritada. Me vesti com raiva e logo sobi para onde o homem estava. Não havia quase ninguém, apenas alguns jovens conversando sobre mulheres, foi quando me deitei conta de quem estava no banco da frente com uma das dançarinas sobre sua visão. Não pode ser! Ruan... Eu sabia que não valia nada, ainda bem que fui bem explícita quando lhe vi pessoalmente pela primeira vez. Ainda bem que estou com essa máscara, ele jamais me reconheceria dessa forma. — Algum problema?— O homem disse me avaliando — Nenhum!— respondi e fui lhe servir a bebida. Ele ficou quarto por longos minutos e após um tempo tornou a falar. — Você é bem bonita— ele disse me encarando, eu senti vontade de vomitar, mas permaneci quieta— Não é como as outras, qualquer uma delas estaria no meu colo, sabe quem sou?— fica quase impossível saber, pois ele está todo coberto e parece muito oculto por sinal. — Não faço ideia, mas de uma coisa eu tenho certeza, não irei sentar no seu colo. Meu trabalho é lhe servir com as bebidas e não com meu corpo. — o homem sorriu de maneira fria — Tenho uma esposa, e ela é extremamente ciumenta. Eu gosto de admira meninas como você e não ter contato. — E por que?— perguntei apenas. — Minha esposa tem uma certa idade, estamos juntos a muitos anos e estou enjoado, gosto das minhas fantasias pessoais. — Quais?— sentei de frente ao seu banco lhe observando bem. Ainda não estava acreditando que essa conversa partia de mim. — Posso pensar que seja você, ou qualquer uma na minha cama, mas você seria bem prazerozo, ainda que não fisesse nada— tentei controlar minha reação, e para não me setir ainda mais inojada, me levantei. — O que vai querer para beber após ? — Nada. — ele torna a me olhar dos pés a cabeça— Enquanto trabalhar aqui será minha e eu lhe pagarei bem por isso. mil dólares por noite e quanto ao seu chefe, bem... ele sabe do acordo que tenho com ele. Era uma oferta nojenta, embora tentadora. Eu não sei onde estou me colocando, mais penso que talvez eu pudesse pegar esse dinheiro e envestir em algo, até arrumar algo melhor. — Pensarei no caso. — Semana que vem estarei de volta. — Ok.— ele se levantou deixando um bolo de dinheiro na mesa e se retirou. Respirei fundo e contei nota por nota. Era mil dólares, bem mais do que recebo em duas semanas. Havia um banheiro e eu entrei para lavar o rosto, me olhei no espelho e suspirei querendo chorar. A que ponto cheguei e se meu pai visse onde fui parar, ele jamais me perdoaria. Passei um batom mais forte pra disfarçar a cara de cansada e ajeitei meu cabelo como uma leoa preste a devorar um bom veado. A porta do banheiro se abriu e uma voz animada de maneira inusitada apareceu. — Pensei que tivesse desistido, mas entendi o recado. Meu corpo foi pego de costa e virado de forma desprevenida, não dava para ver quem se tratava, mas a intenção não era a que eu esperava. Sinto um lábios grossos e firmes a me invadir e tentei lançar seu corpo longeRuan Walters Sua risada não era nenhuma surpresa para mim. Desde o dia em que nos despedimos, não tive mais notícias do que havia acontecido depois. — Você está bem? — Amália perguntou, confusa, à irmã. — Na verdade, sim! Eu não contei antes, mas perdi meu trabalho. — Aline, como não me disse antes? Eu poderia ter te ajudado! — Amália se ofereceu, ela estava preocupadae e eu pude ler em seus olhos. — Na verdade, alguém me fez ser demitida. — Esse alguém estava errado? — perguntei, tentando me controlar. — Tenho certeza de que sim. — Seus olhos me encararam com raiva. — Pois agora estou sem emprego, mas você pode ficar tranquila, Amália. Esse alguém, de alguma forma, pagou as minhas dívidas. Eu queria falar com esse ser repugnante e dizer que não preciso da ajuda dele. — Foi um homem?! — Amália parecia irritada. — Não me diga que foi o... Sua irmã não a deixou concluir. — Não foi ele. Tenha apenas a certeza de que ele não faria nada enquanto... Bem... — Ela não terminou a fr
Aline Sanchez Hoje era justamente o jantar que Amália e Otto dariam em sua casa para conversar sobre o casamento de nossos pais. Ainda era difícil para mim aceitar que papai fosse se casar com a mãe de Otto. Parecia que ele havia esquecido todas as lembranças vividas naquela casa, da qual nunca conseguiu se afastar. Suspirei fundo e entrei pelas portas da enorme casa da minha irmã, com um sorriso no rosto. — Quem é essa linda mulher?! — Amália veio em minha direção, sorrindo e brincando. — Não estou bonita, irmã. Na verdade, estou me sentindo um trapo — digo, apontando para a roupa que estava vestindo. Não era como antigamente, quando eu tinha condições de aparecer com uma peça de roupa nova a cada evento. O fato de estar desempregada me obrigava a economizar ao máximo possível. O vestido verde-água já havia sido usado em outra ocasião, o que não combinava com meu jeito de ser. Um par de brincos que mamãe havia me dado quando eu ainda era moça era tudo o que eu tinha de valor
Ruan Walters Ela levou a boca até o fim, fazendo com que eu derramasse todo o líquido em sua boca.Com o dedo, limpou o canto dos lábios e, logo depois, sentou-se no meu colo.— Acredito que a melhor opção seja nós dois fingirmos estar apaixonados.— Não quero compromisso com ninguém, Nara. Todos sabem como sou. Não sou fiel quando se trata de relacionamentos.— Não estou pedindo fidelidade. Só quero que finja estar comigo.Sua mão deslizou pela região entre meu pescoço e meus ombros.— O que vão pensar quando me virem com outras mulheres nas revistas? Vou destruir a imagem da sua família.— Sei que o que estou propondo não é fácil. Mas você pode escolher as mulheres com quem quiser ficar, e eu escolho os homens. Só preciso que você me acompanhe e me apresente como sua noiva quando chegar a hora.— Tão fácil assim? — perguntei, sorrindo.Ela fez o mesmo e deu de ombros.— O que você ganha com isso?— Também quero ter liberdade para ficar com quem eu quiser. Você sabe que não me inte
Ruan Walters Eu estava prestes a ir para o meu escritório quando Otto me pediu que verificasse algumas de suas últimas pendências. Ele queria que eu formalizasse um contrato com um dos investidores, e alguns dos documentos estavam em sua casa. No entanto, eu não esperava encontrá-la tão cedo.Parece que, agora, tudo se tornou motivo para nos encontrarmos.— Cunhado, quanto tempo! Quer alguns? — Amália perguntou, oferecendo-me biscoitos.— Não, obrigado!— Vou me limpar e já volto — disse Aline, colocando Owen no chão.Seu corpo estava coberto de farinha e açúcar. Não sabia se apenas se limpar seria suficiente para se livrar de toda aquela sujeira.Ela vestia uma saia preta e uma blusa branca e fina, que deixava seu colo em evidência. O cabelo estava solto, com alguns resquícios de farinha espalhados pelos fios.— Você pode se controlar? — Otto perguntou, encarando-me.— Não estou fazendo nada. Apenas avaliando a bagunça que fizeram.— Estou percebendo muito bem o que você está avalia
Aline Sanchez Era de se esperar que ele cobrasse alguma coisa. Não bastava ter feito com que eu arrumasse confusão no trabalho e perdesse meu emprego; agora, eu também teria que pagar por algo que não tinha condições de bancar.Aff...(...)Subi as escadas e corri para o meu pequeno apartamento. Na verdade, eu poderia chamá-lo apenas de flat.Caminhei, cansada, até o espelho e comecei a tirar tudo o que estava em mim. Por alguns instantes, fiquei observando meu reflexo, pensando em até onde havia chegado.Não era esse o padrão de vida que eu gostaria de ter.Respirei fundo e fui tomar uma bela ducha.Lavei o cabelo e me sequei com a toalha. Peguei a roupa suja e estava prestes a jogá-la fora, decepcionada por ter me tornado apenas mais uma naquele meio, quando senti o maldito perfume amadeirado de Ruan.Não posso negar: o cheiro dele é muito bom.Deixei a roupa de lado, sequei o cabelo e fui me deitar. Por algum motivo, porém, a sensação da língua dele ainda parecia estar em minha bo
Ruan Walters Já estávamos havia uma hora dentro do quarto e, por algum motivo, estava ficando cada vez mais difícil permanecer ali com ela vestida daquele jeito.— Acho que podemos ir — disse, tomando um pouco de água.— Então tá bom. Deixa eu apenas passar meu batom desse jeito — disse ela, demonstrando diante do espelho enquanto bagunçava o cabelo. — Como estou?— Difícil explicar.— É bom ou ruim?A expressão de confusão em seus olhos era engraçada, mas evitei sorrir.— Um pouco dos dois.— Ruan, precisamos ser convincentes. Esqueceu? Vem cá.Ela subiu na cama, e eu caminhei em sua direção.— Por um lado, vou agradecer por sair deste inferno — disse ela, desabotoando um dos botões da minha camisa.— O que está fazendo? — perguntei, afastando-a quando ela beijou levemente meu peito.— Dando sinais de que transamos.— Melhor não fazer isso!— Confia em mim.Ela beijou meu pescoço e borrou o canto da minha boca com o batom dos próprios lábios.— Acabou? — perguntei, rígido, tentando







