MasukAline Sanchez
Precisei pegar um taxi para casa, como se eu tivesse muito dinheiro para ficar gastando. Mas também não posso culpá-lo! Pensando bem... eu posso sim. Ele podia mostrar que era diferente e que eu estava errada, mas preferiu agir feito um troglodita pervertido. Não sei como as mulheres se apaixona por homens feito ele. Ele pode ter um rosto bonito, mas a intenção é horrorosa. Fui pra casa e decidi que mesmo com pouco dinheiro, eu precisava ter uma distração, tudo que estava acontecendo estava preste a me enlouquecer. Então me arrumei totalmente e decidi ir a quiosque em que todos estão acostumados a frequentar. Era típico dessa cidade, até mesmo quem tem dinheiro vem pra cá. Sentei em um banco e ali fiquei com uma única dose de bebida pensando no que minha vida tinha se tornado. Até que ouvi alguém me chamando. — Será que posso me sentar ao seu lado?— era a voz de uma mulher desconhecida. — Sim, claro— respondi e ela também pediu uma bebida — Sabe aquele dia em que tudo da errado— ela fala jogando a bebida na garganta— acabei de pedir demissão e nossa... parece que meu dia deu uma reviravolta. — Ao menos você pediu demissão e não foi demitida. Queria eu ter um emprego.— ela me olha com um olhar sem muita resposta — Meu cargo está vago— ela sorrir de maneira divertida— brincadeiras a parte. Você não ia gostar do local, quem quer trabalhar em uma boate e ser oferecida como um prato de carne aos homens? — Quem precisa muito como eu. — Menina, eu não estou falando de um bar. É boate e como garçonete.... é terrível — Sei lidar com babacas, e também me cuidar. — Que louca, gostei de você!— ela pegou um papel e uma caneta.— Esse é o endereço, você precisa falar com esse homem que me conheceu e que eu te passei as devidas informações. Eles geralmente contrata por indicação. — Não sei como te agradecer— digo sorrindo — Eu vou sentar na mesa com aqueles caras, eu acabei gastando o dinheiro da passagem, então preciso de carona e alguém para pagar essa bebida. Quer vir junto?— lhe olhei com as sobrancelhas franzidas — Não obrigada, tenho dinheiro pra pagar essa bebida. — Você quem sabe!— ela respondeu se retirando. Retornei pra casa de ônibus, pois isso era tudo que eu conseguia pagar. (...) Acordei na manha seguinte inspirada para ir na tal boate e já havia uma mesa de café da manhã a me esperar. — Sabe o quanto eu fico feliz em lhe ver em casa novamente? Eu estava com saudades— meu pai disse — Sei que sim papai. Mas, eu preciso viver a minha vida da mesma forma que o senhor está vivendo a sua. Não quero atrapalhar seu namoro ou quase isso.— ele abaixou os ombros — Sabe que nenhuma mulher vai substituir a presença de vocês. — E da mamãe?— pergunto — Sua mãe foi única pra mim, Aline. — Eu sei que sim. Mas o senhor está certo, deve aproveitar a vida. — Você não devia ligar pra esse menino, sei que sou suspeito a falar. Mas você é tão linda quanto a sua mãe.— sorri — Não ligo para o Cole papai, apenas para o que ele me fez perder. Mas acredite, estou indo fazer uma entrevista. — Estou feliz, você vai conseguir e vai ser a melhor no seu trabalho. — Obrigada papai.— respondi sorrindo— Estou indo não posso me atrasar — Boa sorte! — Obrigada. Sai de casa e peguei um ônibus, não era um lugar distante, por isso cheguei rapidinho. Ainda era de dia e o local estava vazio, apenas com alguns seguranças. — Ainda não estamos abertos— um deles disse — Não vim pra me divertir, estou a procura de um emprego e a Sharon disse para que eu pudesse procurar o Frank— o homem me olhou dos pés a cabeça e me deu passagem. Eu nunca havia pisado nesse lugar antes, se tratava de uma boate gigante com uma aparelhagem de som diferenciada. Um cara estava parado, fumando um cigarro e discutindo no telefone, ele não era velho, pelo contrário, ele era bem novo. Esperei com que terminasse e logo me apresentei. — Olá! Oi... me chamo Aline— estendi minha mão e ele fez o mesmo me avaliando dos pés a cabeça. Isso sempre foi normal, os homens costumam me olhar com tanta fissura— Estou procurando o Frank, a Sharon pediu para que eu pudesse falar com ele. — Prazer, o próprio. O que ela quer dessa vez?— fiquei um pouco intimidada com a sua presença, mas continuei com a fala. — E que eu preciso de um emprego, e como não tenho cursos e nem faculdade, está difícil. Eu só preciso de uma oportunidade e lhe mostrarei que posso ser ótima em qualquer parte daqui. — Não tem muito que fazer aqui, Aline. Tem as cozinheiras que trabalham com petiscos para os clientes, barmen, garçonete, dançarina. Acredito que a Sharon tenha dito que pediu demissão ontem. A vaga dela ainda está aberta até ela pedir novamente o emprego. — Então eu posso ficar com a vaga dela até ela voltar. — Sabe servir? — Todos os tipos de drinks e bebidas. — Ótimo, você vai ficar na área VIP servindo os que tem mais condições.Ruan Walters Sua risada não era nenhuma surpresa para mim. Desde o dia em que nos despedimos, não tive mais notícias do que havia acontecido depois. — Você está bem? — Amália perguntou, confusa, à irmã. — Na verdade, sim! Eu não contei antes, mas perdi meu trabalho. — Aline, como não me disse antes? Eu poderia ter te ajudado! — Amália se ofereceu, ela estava preocupadae e eu pude ler em seus olhos. — Na verdade, alguém me fez ser demitida. — Esse alguém estava errado? — perguntei, tentando me controlar. — Tenho certeza de que sim. — Seus olhos me encararam com raiva. — Pois agora estou sem emprego, mas você pode ficar tranquila, Amália. Esse alguém, de alguma forma, pagou as minhas dívidas. Eu queria falar com esse ser repugnante e dizer que não preciso da ajuda dele. — Foi um homem?! — Amália parecia irritada. — Não me diga que foi o... Sua irmã não a deixou concluir. — Não foi ele. Tenha apenas a certeza de que ele não faria nada enquanto... Bem... — Ela não terminou a fr
Aline Sanchez Hoje era justamente o jantar que Amália e Otto dariam em sua casa para conversar sobre o casamento de nossos pais. Ainda era difícil para mim aceitar que papai fosse se casar com a mãe de Otto. Parecia que ele havia esquecido todas as lembranças vividas naquela casa, da qual nunca conseguiu se afastar. Suspirei fundo e entrei pelas portas da enorme casa da minha irmã, com um sorriso no rosto. — Quem é essa linda mulher?! — Amália veio em minha direção, sorrindo e brincando. — Não estou bonita, irmã. Na verdade, estou me sentindo um trapo — digo, apontando para a roupa que estava vestindo. Não era como antigamente, quando eu tinha condições de aparecer com uma peça de roupa nova a cada evento. O fato de estar desempregada me obrigava a economizar ao máximo possível. O vestido verde-água já havia sido usado em outra ocasião, o que não combinava com meu jeito de ser. Um par de brincos que mamãe havia me dado quando eu ainda era moça era tudo o que eu tinha de valor
Ruan Walters Ela levou a boca até o fim, fazendo com que eu derramasse todo o líquido em sua boca.Com o dedo, limpou o canto dos lábios e, logo depois, sentou-se no meu colo.— Acredito que a melhor opção seja nós dois fingirmos estar apaixonados.— Não quero compromisso com ninguém, Nara. Todos sabem como sou. Não sou fiel quando se trata de relacionamentos.— Não estou pedindo fidelidade. Só quero que finja estar comigo.Sua mão deslizou pela região entre meu pescoço e meus ombros.— O que vão pensar quando me virem com outras mulheres nas revistas? Vou destruir a imagem da sua família.— Sei que o que estou propondo não é fácil. Mas você pode escolher as mulheres com quem quiser ficar, e eu escolho os homens. Só preciso que você me acompanhe e me apresente como sua noiva quando chegar a hora.— Tão fácil assim? — perguntei, sorrindo.Ela fez o mesmo e deu de ombros.— O que você ganha com isso?— Também quero ter liberdade para ficar com quem eu quiser. Você sabe que não me inte
Ruan Walters Eu estava prestes a ir para o meu escritório quando Otto me pediu que verificasse algumas de suas últimas pendências. Ele queria que eu formalizasse um contrato com um dos investidores, e alguns dos documentos estavam em sua casa. No entanto, eu não esperava encontrá-la tão cedo.Parece que, agora, tudo se tornou motivo para nos encontrarmos.— Cunhado, quanto tempo! Quer alguns? — Amália perguntou, oferecendo-me biscoitos.— Não, obrigado!— Vou me limpar e já volto — disse Aline, colocando Owen no chão.Seu corpo estava coberto de farinha e açúcar. Não sabia se apenas se limpar seria suficiente para se livrar de toda aquela sujeira.Ela vestia uma saia preta e uma blusa branca e fina, que deixava seu colo em evidência. O cabelo estava solto, com alguns resquícios de farinha espalhados pelos fios.— Você pode se controlar? — Otto perguntou, encarando-me.— Não estou fazendo nada. Apenas avaliando a bagunça que fizeram.— Estou percebendo muito bem o que você está avalia
Aline Sanchez Era de se esperar que ele cobrasse alguma coisa. Não bastava ter feito com que eu arrumasse confusão no trabalho e perdesse meu emprego; agora, eu também teria que pagar por algo que não tinha condições de bancar.Aff...(...)Subi as escadas e corri para o meu pequeno apartamento. Na verdade, eu poderia chamá-lo apenas de flat.Caminhei, cansada, até o espelho e comecei a tirar tudo o que estava em mim. Por alguns instantes, fiquei observando meu reflexo, pensando em até onde havia chegado.Não era esse o padrão de vida que eu gostaria de ter.Respirei fundo e fui tomar uma bela ducha.Lavei o cabelo e me sequei com a toalha. Peguei a roupa suja e estava prestes a jogá-la fora, decepcionada por ter me tornado apenas mais uma naquele meio, quando senti o maldito perfume amadeirado de Ruan.Não posso negar: o cheiro dele é muito bom.Deixei a roupa de lado, sequei o cabelo e fui me deitar. Por algum motivo, porém, a sensação da língua dele ainda parecia estar em minha bo
Ruan Walters Já estávamos havia uma hora dentro do quarto e, por algum motivo, estava ficando cada vez mais difícil permanecer ali com ela vestida daquele jeito.— Acho que podemos ir — disse, tomando um pouco de água.— Então tá bom. Deixa eu apenas passar meu batom desse jeito — disse ela, demonstrando diante do espelho enquanto bagunçava o cabelo. — Como estou?— Difícil explicar.— É bom ou ruim?A expressão de confusão em seus olhos era engraçada, mas evitei sorrir.— Um pouco dos dois.— Ruan, precisamos ser convincentes. Esqueceu? Vem cá.Ela subiu na cama, e eu caminhei em sua direção.— Por um lado, vou agradecer por sair deste inferno — disse ela, desabotoando um dos botões da minha camisa.— O que está fazendo? — perguntei, afastando-a quando ela beijou levemente meu peito.— Dando sinais de que transamos.— Melhor não fazer isso!— Confia em mim.Ela beijou meu pescoço e borrou o canto da minha boca com o batom dos próprios lábios.— Acabou? — perguntei, rígido, tentando







