Se connecterRuan Walters
Estava passando pela rua quando me deparei com a Amália, ela e pelo visto a irmã dela mais velha. Antes do meu melhor amigo se casar eu fiz uma pesquisa sobre a noiva dele, e acabei vendo a foto de sua irmã. Ambas se parecem, mas Aline é ainda mais perfeita. É impressionante a sua beleza, principalmente de perto. Pelo que sei, ela parece ter um namorado babaca, mas está sem aliança nos dedos, mostrando nenhum tipo de comprometimento. — Não precisava me levar em casa, eu podia vir com o motorista da Amália.— ela fala de uma maneira vergonhosa tirando o óculos e soltando seu cabelo no banco do carona. Era ainda mais impressionante. — Não tem de que, Amália é esposa do meu melhor amigo, o que torna minha também— ela sorriu de lado e não respondeu mais nada, seu silêncio era absoluto e irritante para mim— Você mora com seu pai?— pergunto olhando para a estrada — Apenas por um curto período, pretendo me mudar em breve. É um pouco complicado dizer. — Entendo. Mas já achou casa para morar? — Um apartamento na verdade, acredito que em breve estarei me mudando. — Espero que não fique tão longe da sua irmã. Olhei para suas pernas, e mesmo de calça, eu sentia o simples prazer de querer ver sua pele por debaixo daquele pano. Não me julgue, sou apenas um homem desejando uma mulher bonita. — Amália e eu somos bem próximas, mesmo estando distante. — Isso é algo bom. O carro ficou novamente em total silêncio por alguns minutos e dessa vez observei seus seios tornados, não era tão volumosos, mas o suficiente para chamar a atenção de qualquer homem a sua frente. — Se você permanecer me comendo com os olhos vai acabar batendo— suas palavras me atingem em cheio de maneira surpreendedora, pois ela estava olhando para o lado de fora do carro — Não estou te olhando— minto — Sou especialista em pegar caras como você, não preciso ter a certeza que estar me olhando por mais de uma vez, a primeira é suficiente para saber que haverá outras olhadas até jogarem uma ridícula piada a tentar me impressionar— sorri de maneira engraçada — Você se acha tão boa assim? Que bom que é alto confiante. — Vai dizer que não me olhou por mais de uma vez? Posso não estar te olhando, mas o fato de estar com a sombra de sua cabeça na minha direção te incrimina.— que miserável — Então você é do tipo direta. — Sou do tipo que estou cansada de homens feito você. Agradeço a carona, mas não pense que essa será uma brecha para ter uma possibilidade. — Relaxa ai garota, você nem é tudo isso pra mim.— ela sorriu e me encarou me tirando a atenção da pista. — Não querido. Você que não é tudo isso pra mim. Sua amizade com a minha irmã não lhe ajuda em nada, eu conheço seu histórico e não quero pensar em saber que um dia você se ofereceria para me levar a algum lugar ou até mesmo chegasse dois centímetros perto da minha linda boca— ela vira minha cabeça me fazendo ter atenção na pista— olha pra frente. Parei de imediato na pista e ela ficou me observando — Desce do carro!— ordenei — Essa não é a casa do meu pai.— ela me olhou perplexa — Desce da droga do carro! — Isso tudo é por eu não querer lhe dar o que você pensou nessa sua mente poluído e promíscua? Quer saber! Isso é ótimo. — Você é louca — E você um vagabundo. — Desce da porra do meu carro— falei sério Ela pegou suas bolsas e desceu não dizendo mais nada. Arranquei com o carro a deixando na estrada. Que seja uma atitude ruim! Ela jamais poderia falar tais palavras para um homem feito eu. Tudo bem... talvez eu seja tudo isso, mais quando tais palavras são usada fora da cama, ela passa ser insulto. Ela não me conhece e minha reputação não pode ser seguida apenas pela droga de palavras desorientadas da publicidade. Ainda me chamou de vagabundo. Ela ainda não viu nada! O melhor a fazer e ignorá-la daqui pra frente, embora seja uma possibilidade difícil, provavelmente ela estará presente na maioria dos eventos de família do meu amigo e infelizmente não poderei dar uma desculpa para não comparecer a essas reuniões. Não deveria, mas essa demônia mexeu com a minha cabeça. Me senti pequeno, um verdadeiro ninguém ao seu lado, não era como se eu não tivesse dinheiro, era como se eu fosse totalmente descredibilizado por minhas atitudes. Ela deve ser uma má amada, por isso fala desse jeito, talvez o que lhe falte é a pegada de um homem de verdade, por isso a irritação. Sim, deve ser isso. Não existe outra explicação. Na verdade existe. Ela é uma louca convencida!Ruan Walters Sua risada não era nenhuma surpresa para mim. Desde o dia em que nos despedimos, não tive mais notícias do que havia acontecido depois. — Você está bem? — Amália perguntou, confusa, à irmã. — Na verdade, sim! Eu não contei antes, mas perdi meu trabalho. — Aline, como não me disse antes? Eu poderia ter te ajudado! — Amália se ofereceu, ela estava preocupadae e eu pude ler em seus olhos. — Na verdade, alguém me fez ser demitida. — Esse alguém estava errado? — perguntei, tentando me controlar. — Tenho certeza de que sim. — Seus olhos me encararam com raiva. — Pois agora estou sem emprego, mas você pode ficar tranquila, Amália. Esse alguém, de alguma forma, pagou as minhas dívidas. Eu queria falar com esse ser repugnante e dizer que não preciso da ajuda dele. — Foi um homem?! — Amália parecia irritada. — Não me diga que foi o... Sua irmã não a deixou concluir. — Não foi ele. Tenha apenas a certeza de que ele não faria nada enquanto... Bem... — Ela não terminou a fr
Aline Sanchez Hoje era justamente o jantar que Amália e Otto dariam em sua casa para conversar sobre o casamento de nossos pais. Ainda era difícil para mim aceitar que papai fosse se casar com a mãe de Otto. Parecia que ele havia esquecido todas as lembranças vividas naquela casa, da qual nunca conseguiu se afastar. Suspirei fundo e entrei pelas portas da enorme casa da minha irmã, com um sorriso no rosto. — Quem é essa linda mulher?! — Amália veio em minha direção, sorrindo e brincando. — Não estou bonita, irmã. Na verdade, estou me sentindo um trapo — digo, apontando para a roupa que estava vestindo. Não era como antigamente, quando eu tinha condições de aparecer com uma peça de roupa nova a cada evento. O fato de estar desempregada me obrigava a economizar ao máximo possível. O vestido verde-água já havia sido usado em outra ocasião, o que não combinava com meu jeito de ser. Um par de brincos que mamãe havia me dado quando eu ainda era moça era tudo o que eu tinha de valor
Ruan Walters Ela levou a boca até o fim, fazendo com que eu derramasse todo o líquido em sua boca.Com o dedo, limpou o canto dos lábios e, logo depois, sentou-se no meu colo.— Acredito que a melhor opção seja nós dois fingirmos estar apaixonados.— Não quero compromisso com ninguém, Nara. Todos sabem como sou. Não sou fiel quando se trata de relacionamentos.— Não estou pedindo fidelidade. Só quero que finja estar comigo.Sua mão deslizou pela região entre meu pescoço e meus ombros.— O que vão pensar quando me virem com outras mulheres nas revistas? Vou destruir a imagem da sua família.— Sei que o que estou propondo não é fácil. Mas você pode escolher as mulheres com quem quiser ficar, e eu escolho os homens. Só preciso que você me acompanhe e me apresente como sua noiva quando chegar a hora.— Tão fácil assim? — perguntei, sorrindo.Ela fez o mesmo e deu de ombros.— O que você ganha com isso?— Também quero ter liberdade para ficar com quem eu quiser. Você sabe que não me inte
Ruan Walters Eu estava prestes a ir para o meu escritório quando Otto me pediu que verificasse algumas de suas últimas pendências. Ele queria que eu formalizasse um contrato com um dos investidores, e alguns dos documentos estavam em sua casa. No entanto, eu não esperava encontrá-la tão cedo.Parece que, agora, tudo se tornou motivo para nos encontrarmos.— Cunhado, quanto tempo! Quer alguns? — Amália perguntou, oferecendo-me biscoitos.— Não, obrigado!— Vou me limpar e já volto — disse Aline, colocando Owen no chão.Seu corpo estava coberto de farinha e açúcar. Não sabia se apenas se limpar seria suficiente para se livrar de toda aquela sujeira.Ela vestia uma saia preta e uma blusa branca e fina, que deixava seu colo em evidência. O cabelo estava solto, com alguns resquícios de farinha espalhados pelos fios.— Você pode se controlar? — Otto perguntou, encarando-me.— Não estou fazendo nada. Apenas avaliando a bagunça que fizeram.— Estou percebendo muito bem o que você está avalia
Aline Sanchez Era de se esperar que ele cobrasse alguma coisa. Não bastava ter feito com que eu arrumasse confusão no trabalho e perdesse meu emprego; agora, eu também teria que pagar por algo que não tinha condições de bancar.Aff...(...)Subi as escadas e corri para o meu pequeno apartamento. Na verdade, eu poderia chamá-lo apenas de flat.Caminhei, cansada, até o espelho e comecei a tirar tudo o que estava em mim. Por alguns instantes, fiquei observando meu reflexo, pensando em até onde havia chegado.Não era esse o padrão de vida que eu gostaria de ter.Respirei fundo e fui tomar uma bela ducha.Lavei o cabelo e me sequei com a toalha. Peguei a roupa suja e estava prestes a jogá-la fora, decepcionada por ter me tornado apenas mais uma naquele meio, quando senti o maldito perfume amadeirado de Ruan.Não posso negar: o cheiro dele é muito bom.Deixei a roupa de lado, sequei o cabelo e fui me deitar. Por algum motivo, porém, a sensação da língua dele ainda parecia estar em minha bo
Ruan Walters Já estávamos havia uma hora dentro do quarto e, por algum motivo, estava ficando cada vez mais difícil permanecer ali com ela vestida daquele jeito.— Acho que podemos ir — disse, tomando um pouco de água.— Então tá bom. Deixa eu apenas passar meu batom desse jeito — disse ela, demonstrando diante do espelho enquanto bagunçava o cabelo. — Como estou?— Difícil explicar.— É bom ou ruim?A expressão de confusão em seus olhos era engraçada, mas evitei sorrir.— Um pouco dos dois.— Ruan, precisamos ser convincentes. Esqueceu? Vem cá.Ela subiu na cama, e eu caminhei em sua direção.— Por um lado, vou agradecer por sair deste inferno — disse ela, desabotoando um dos botões da minha camisa.— O que está fazendo? — perguntei, afastando-a quando ela beijou levemente meu peito.— Dando sinais de que transamos.— Melhor não fazer isso!— Confia em mim.Ela beijou meu pescoço e borrou o canto da minha boca com o batom dos próprios lábios.— Acabou? — perguntei, rígido, tentando







