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Atropelada Pelo Herdeiro Playboy
Atropelada Pelo Herdeiro Playboy
Anuka

1 - Vida Dura

last update Veröffentlichungsdatum: 14.10.2026 06:29:33

Rayane chegou a Portugal há um ano, movida pelo sonho de uma vida melhor e mais tranquila. Entrou na Universidade do Algarve, onde estuda biologia marinha. Já vai a caminho do segundo ano e com boas prespectivas.

Durante o período letivo, ela exerce funções num hotel na mesma cidade e, atualmente, durante o verão, para além de manter o seu trabalho no hotel, desempenha também a função de nadadora-salvadora na praia do Ancão, um local que recebe muitos visitantes com elevado poder económico.

Rayane vai todos os dias na sua trotinete por um atalho na zona da Ria; no seu caminho, desfruta da maravilhosa paisagem que a natureza lhe proporciona. "É difícil estar longe da sua terra, mas este lugar tem cheiro de casa", pensa.

Rayane tem aproveitado todo o tempo disponível para trabalhar um pouco mais. É necessário ganhar o máximo de dinheiro extra, para poder aguentar o inverno e as propinas da universidade. O custo de vida nesta zona do país é muito elevado, principalmente para os imigrantes que não têm a mesma rede de apoio que os locais. Mas para Rayane é o melhor sítio para estudar e arranjar novas oportunidades.

Ainda assim, com todas as dificuldades, Rayane sente-se grata pelo seu trabalho, pelo seu quartinho a um preço moderado, e principalmente, pelos seus professores, que a acolheram de forma amorosa.

Após montar o seu posto na praia, Rayane estava de vigia com a sua colega Márcia, quando passa um grupo de cinco rapazes que olham para elas e comentam: "Ui, acho que hoje me vou afogar." e continuam a andar e a conversar em amena cavaqueira.

Ambas são bonitas de formas diferentes. Márcia, de cabelos escuros e pele de porcelana, tem olhos castanhos escuros enormes que lhe dão um ar de boneca. Rayane, com cabelo longo e loiro, pele morena e olhos verdes, tem traços indígenas e uns lábios perfeitamente delineados.

Já está habituada a ser alvo deste tipo de comentários, mas este apanha-a de surpresa e quase cospe o sumo que estava a beber. Volta então a sua atenção para Márcia e diz - Bem, acho que está na minha hora, vou almoçar, diverte-te com os nossos novos amigos.

Márcia faz um sorriso sarcástico e manda-lhe um pirete, e Rayane afasta-se sorrindo.

Durante o almoço, Rayane estava sentada à mesa numa casinha de madeira que, além de servir de refeitório para os nadadores, também era utilizada para fazer a venda dos guarda-sóis.

Aproxima-se um homem de ar sério, de cerca de 45 anos e cara de poucos amigos.

- Como é que é possível uma coisa destas? Eu enviei um e-mail, pedindo especificamente a sombrinha 31, e depois de me assegurarem que estava tudo bem com a minha reserva, chego aqui e a 31 está ocupada. Isto é uma falta de profissionalismo, como é que vai resolver o meu problema agora?

- Senhor desculpe, mas não sou eu que trato das reservas e nem respondo aos e-mails, o que eu tenho aqui no esquema é que o senhor fica na 30 - responde o rapaz visivelmente atrapalhado.

- Pois mas isso agora não nos resolve nada não é. Eu pedi especificamente a 31 pois queria ficar ao lado da Lily (uma socialite bastante conhecida na televisão) e agora estão lá outras pessoas. Eu exijo uma solução.

Chega nesse momento a senhora que está a ocupar realmente a 31.

- Mas vamos lá a ver se nos entendemos, então vocês não sabem trabalhar? Fazem reservas iguais para duas pessoas diferentes! Nós que viemos de férias para descansar e disfrutar um pouco do tempo com a minha amiga e agora tenho de entrar em stress com estes problemas!

- A senhora desculpe, mas eu realmente não sabia que tinham feito a mesma reserva, não sou eu que trato dos e-mails, é o meu chefe, e ele só me passou o cronograma.

- Sim mas nós não temos culpa que vocês não sabem trabalhar não é, e agora como vão resolver a sítuação?

A discussão durou mais alguns minutos até que Rayane decide voltar ao trabalho, passa pelo rapaz e sussurra no seu ouvido, "monta outra sombra ao lado da 32 e bota ele do outro lado da tal perua, fica na 33."

Os olhos do rapaz expressaram um sinal de agradecimento enquanto Rayane voltava ao seu posto, resolvendo assim o problema.

Mais tarde, Rayane volta à casinha para comer um gelado e o rapaz se apressa a segurar na sua mão.

- Obrigada, eu estava muito nervoso nem conseguia pensar em nada, se não fosses tu acho que estávamos a discutir até agora.

Rayane sorri comendo o gelado e dirige-se para a porta dizendo - eu tenho pena das barangas que você tem que aturar, deve ser difícil lidar com superficialidade. Ao se voltar para sair pela porta, entra um rapaz, aparentava ter a sua idade, cabelo curto e escuro traços finos e bonitos, os dois se encaram por uns segundos até que Rayane diz, - dá licença fazendo favor" - o rapaz devia-se sem tirar os olhos dela.

O rapaz aborda o funcionário.

- Peço imensa desculpe pelo que se passou, a minha mãe às vezes consegue ser um pouco evasiva, mas você orientou muito bem a situação. Obrigado por tudo e mais uma vez peço desculpa.

- Oh, não se preocupe com isso, está tudo bem, aqui entre nós a ideia nem foi minha, foi da minha colega a nadadora que saiu daqui.

- A sério? Como é que ela se chama? Parece que já a vi em algum lado.

- A Rayane, dificilmente, ela não é de frequentar os mesmo meios que o senhor, a não ser que tenha ficado hospedado no Hotel onde ela trabalha depois que sai daqui!

- A sério! Qual é esse hotel …?

_____________________________

- Guilherme, não entendo porque é que, assim de repente, te vais hospedar num hotel que nem é longe de casa ou dos nossos hotéis. E mais, queres arrastar-me contigo para essa loucura sem sentido.

- Artur, eu já te expliquei, quero ver uma coisa. Pensa assim: vamos fazer reconhecimento do lado da concorrência, ver o que é que eles têm disponível. Estou principalmente curioso em utilizar o SPA e marcar uma massagem, quem sabe.

- Certo, mas podes perfeitamente cuidar disso sozinho; não percebo porque é que tenho de ir de arrasto.

- Então, não é óbvio? Temos de estreitar os laços de irmãos. - faz um olhar de cachorrinho abandonado.

Artur olha o irmão, resignado: - Vamos ver o que raio andas tu a inventar.

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  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   10 - O jantar

    ARTUR Estou dentro da universidade à espera que a Rayane chegue; ela teve a última aula e, pelo que me disse, adaptou-se bem à cadeira. Entretanto, já dei uma palavrinha com a pró-reitora, que por acaso era minha conhecida, e ela assegurou-me que a Rayane iria ter toda a assistência necessária nestas próximas semanas. Quando ela chega, eu abro a porta lateral e ela sobe com a cadeira. Realmente dá muito jeito toda esta tecnologia, tem sido mais fácil ajustar os meu horários de trabalho com as aulas de Rayane. Quando chegámos a casa, e Rayane pediu-me ajuda para ir à casa de banho; realmente deve ser complicado orientar-se sem um braço e uma perna. Pediu película aderente para tapar o gesso, pois queria tomar banho. Quando fui à cozinha, reparei que o Guilherme já estava a preparar o nosso jantar. — Vou só ajudar a Rayane a enfaixar a perna para tomar banho e já venho ajudar. — Não precisas, eu tenho tudo controlado. É melhor aproveitares e tomares um banho também, porque estás

  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   9 - Explicações

    RAYANEDe manhã, fui mancando até ao banheiro para me aprontar, porque Deus me livre de chamar Artur após a nossa briga de madrugada.Quando já estava lendo há uns 10 minutos ele bate na porta e eu falei para entrar.- Já estás vestida, ótimo. O pequeno almoço está pronto, temos que passar pelo teu trabalho e vamos buscar a cadeira para poderes ir às aulas. - Já posso frequentar essa tarde?- Se tudo correr bem, penso que sim.- Que boa notícia, vamos lá então. Estiquei os braços para ele, aí ele parou 2 segundos como se estivesse avaliando a situação e me pegou no colo, mas dessa vez eu senti muita diferença. Senti seu rosto virado, senti que me pegava com o mínimo de contato.Enquanto das outras vezes eu o sentia bem perto de mim, dessa vez ele criou distância. Aí eu entendi que ele estava magoado e evitando até contato visual, mesmo enquanto a gente comia. E nisso a porta se abre, e o furacão chamado Guilherme Santos entra na cozinha, ficando em modo estátua, de olhos arregalado

  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   8 - Vivendo juntos

    Rayane Então chegámos na casa dele, que por sinal nem é muito longe da Universidade. É uma casa geminada com um pequeno jardim na entrada. Ele saiu do carro, foi abrir a porta, daí voltou, abriu a minha porta e mais uma vez me pegou no colo. Enquanto me carregava para dentro como se eu não fosse nada, me olhou e falou. -Amanhã compro uma cadeira de rodas e umas canadianas para quando tiveres o braço melhor. Por enquanto, eu levo-te pela casa se for necessário. Também irei comprar os analgésicos da receita, mas se tiveres algumas dores durante a noite, diz-me, que eu tenho alguns em casa. - Tudo bem. - mas não tava tudo bem, meu coração batia descontrolado com a proximidade. Ele me levou para um quarto, me colocou na cama e voltou ao carro para pegar as sacolas. Depois, me ajudou a ir ao banheiro, onde tratei da minha higiene e me troquei. Quando o chamei para sair, ele já me esperava com uma bandeja e um prato quente de chili. Ele estava me dando a sua comida; certamente era

  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   7 - O telemóvel caiu

    ARTUR Dirigi-me à caixa para pagar e sair dali o mais rápido possível. Se a encontrasse novamente, não sei se me conseguiria controlar. Porque é que eu fico tão irritado perto dela? Isto não pode ser normal. Arrumei as minhas coisas na bagageira e iniciei a marcha rumo a casa; quando subi a rampa, passei por uma lomba que me fez cair o telemóvel do suporte. No minuto em que me agachei para apanhar o telemóvel do chão, senti o carro bater em algo; travei bruscamente e o meu coração quase parou quando vi uma pessoa a rolar no chão. Ligo os quatro piscas, puxo o travão de mão e vou em auxílio da pessoa que acabei de atropelar, e o meu coração que tinha parado volta a bater descompassadamente quando vejo a Loira-morena em agonia no chão. Aproximo-me a medo. - Está tudo bem? Onde é que dói? — Você? Eu não acredito, você fez de propósito! — ela disse quando me viu, enquanto o seu semblante alternava entre raiva e dor. - Não, não, não, nem penses numa coisa dessas. Por muitas que

  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   6 - O Reencontro

    3 SEMANAS DEPOIS ARTUR Após a conclusão de mais uma reunião referente ao projeto do novo hotel, despedi-me do arquiteto e dei continuidade ao tratamento de algumas finalizações em conjunto com a gestora de projeto, a Liliana. -Eu sei que toda esta situação é um grande empecilho no desenvolvimento do projeto, mas é necessária. No entanto, eu posso apresentar várias opções para reduzir o impacto ambiental! Aliás, se me quiseres acompanhar até ao meu apartamento, lá terei à disposição um portfólio abrangente sobre eco-hotéis, onde poderemos retirar ideias viáveis para pôr em prática e, quem sabe, até criar uma solução inovadora. - Ótimo, então vamos fazer isso. Podes ir andando para a rua enquanto eu tiro o carro da garagem. Chegámos à casa de Liliana e fui surpreendido com 3 portfólios repletos de projectos de eco-hotéis, a maioria com ideias até bem interessantes, que poderiam ser aplicadas no nosso projeto. A minha ideia é inserir no ecossistema do hotel serviços que dispo

  • Atropelada Pelo Herdeiro Playboy   5 - A despedida

    Após terem terminado a sua refeição e organizado todos os preparativos para o checkout, inclusive a expulsão das três convidadas de Guilherme, os irmãos dirigiram-se ao balcão de atendimento. Rayane, ao ver de longe os irmãos chegando, decidiu que estava na hora de fazer uma pausa para o banheiro. Artur percebe a sua retirada estratégica e murmura que isso não vai ficar assim.Quando terminavam toda a burocracia e o pagamento, Rayane sai com alguns documentos na mão e dirige-se para a rua. Artur segue-a instintivamente. Assim que Rayane coloca um pé fora do hotel, sente uma mão puxando o seu braço; pensando que era Guilherme, Rayane revira os olhos e volta-se para trás, e quando percebe que era Artur quem a segurava, a sua surpresa é genuína.- Mas o que é que você quer comigo? Pensei que já estavam indo embora.- Sim, estamos, mas eu pensei ter-lhe dito para ser um pouco mais simpática. Estou a ver que este hotel não forma bem os funcionários. - O quê? Você está de brincadeira, né?

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