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4 - Mal entendido

Author: Anuka
last update publish date: 2026-10-14 06:30:08

Na manhã seguinte, Artur acorda bem cedo, faz o seu treino diário no seu miniginásio em casa e decide que está na hora de ir buscar o irmão e levá-lo para a casa da família, que ficava a uns quantos quilometros de distância.

Artur conduz o seu carro enquanto os pensamentos sobre o seu irmão e o seu comportamento o assombram: "como é que eu o faço entender que ele não pode continuar com este tipo de atitude, a provocar deliberadamente situações? É meu irmão, é minha responsabilidade, tenho de o fazer ver que o caminho pelo qual ele quer seguir só o levará à autodestruição. Talvez eu não devesse protegê-lo tanto, mas não consigo evitar; esta culpa corrói-me por dentro"

Chegando no hotel, Artur pede na recepção a chave do quarto onde estava com seu irmão. " A tal loira-morena não está aqui, será que está de folga hoje?"

A rececionista entrega a chave, e Artur dirige-se ao quarto para acordar o irmão.

Quando entra no quarto, nem quer acreditar nos seus olhos.

Guilhermina deitado de barriga para cima, uma mulher à sua esquerda, outra à sua direita e uma terceira no meio das pernas. No chão a sua mala aberta, cheia de garrafas de diferentes tipos de bebidas vazias; percebe agora o peso daquela mala. A irritação começa a fervilhar dentro de si, e após abrir as janelas, acorda o irmão à chapada.

- Toca a acordar seu mandrião preguiçoso, vamos voltar hoje para casa dos pais, tu não tens mais permissão para andar a criar problemas. E quem são estas raparigas?

Guilherme atordoado nem consegue responder nada, levanta-se, coça a cabeça, respira fundo.

- Acho que vou tomar um banho a ver se acordo, não entendi patavina do que disseste.

- Quem são estas miúdas? Onde as foste buscar?

- Elas são só umas amigas que conheci na nigth, podes pô-las na rua enquanto eu tomo banho - e dirige-se para o WC trancando a porta.

- Excelente! Agora sou seu secretário. - Disse Artur com um visível descontentamento no olhar.

Começa então a bater palmas.

- Vamos lá, vamos lá, toca a acordar e a sair meninas, temos de fazer o chek-out em breve.

Uma delas levanta-se, enquanto as outras lutam para manter os olhos abertos, dirige-se a Artur e rodeia-lhe o pescoço com os braços: — Oh Gui, mas tu ficaste ainda mais hot. Até parece que cresceste.

Artur tenta afastar os braços do pescoço sem muito sucesso, uma vez que não a queria magoar e ela segurava o seu pescoço como um polvo.

E é nesse segundo que a porta, que estava encostada, se abre e Rayane entra com um carrinho de pequeno almoço bem recheado.

" Oh céus, como vou explicar isto agora!"

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RAYANE

Mal entro no serviço e já vem um pedido de entrega do moço, irmão do bonitinho.

- Mas por que é que vocês não falaram para ele que eu não estava disponível?

- Nós dissemos, mas ele perguntou quando entravas ao serviço; eu não podia mentir, ia dizer o quê? Ele ligou para entregares o jantar, mas, como não estavas, perguntou quando poderias levar a próxima refeição e eu disse que, provavelmente, só um brunch.

- Mas homem é uma praga nas nossas vidas mesmo, vou te falar, ninguém merece um negócio desses.

- Desculpa!

- Está tudo bem, vamos lá enfrentar esse cara chato.

Enquanto percorria os corredores, tentava respirar fundo e me acalmar, pois provavelmente teria mais uma sessão de tédio.

Mas qual não foi o meu espanto quando vi o lindo do irmão daquele chato, no quarto com 3 garotas só de cuecas e soutien. Não sei porquê mas comecei a ter um nó no estômago ao ver os braços da garota em seu pescoço. E ele tentando fazer ela sair.

- Peço desculpas senhor não queria incomodar o seu bacanal, isto é, a sua pequena festa.

- Isto não é o que parece.

- Certamente senhor. Com certeza que não parece que um playboyzinho filhinho de papai encheu a cara e trouxe um bando de garotas para uma festinha privada; e está agora descartando as pobres coitadas que nem acordar direito acordaram.

- Bem, voce não podia estar mais equivocada, mas não vejo o porquê de lhe dar explicações.

- É senhor, não tem mesmo, então agora com sua licença, tenho de voltar para o meu serviço. " mas que homenzinho mais arrogante, que grosso".

- Espere um pouco; antes disso, coloque os alimentos naquela mesinha e leve logo o carrinho. Se ele ficar aí, vai prejudicar a circulação.

- Com certeza, senhor. Deseja mais alguma coisa?

- Sim, vamos nos preparar para o checkout, então você não terá de nos ver mais por aqui. Por isso, peço que quando o meu irmão se for despedir, seja um pouco mais gentil.

"Mas olha a audácia desse cara, sabe tudo o que aconteceu e ainda provoca."

- Vou deixá-lo, então, para poder desfrutar com as suas "amigas".

Saí daquele quarto com os nervos bem alterados. Não queria acreditar que a imagem do Deus Grego que eu tinha idealizado se tinha desmoronado em questão de segundos. Ele afinal era apenas mais um herdeirozinho Playboy. "Eu realmente estava achando esse cara legal, sinceramente o meu radar de cavalheiro está bem estragado nesse momento. Deus tenha misericórdia de mim e me ajude a esquecer todos esses acontecimentos e a focar só no meu futuro."

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