تسجيل الدخولQuando finalmente chegou ao hospital, encontrou Irina acomodada numa cama, com Heithor nos braços.O menino já havia nascido.Richard parou à porta, olhando para os dois.— Você está bem?Irina sorriu.— Estamos ótimos.Ele se aproximou, beijou os lábios da esposa e observou o filho.— Você poderia ter me esperado, rapaz.Irina soltou uma risada.— Ele estava com pressa.Richard examinou o rostinho do bebê e franziu a testa.— Sabe de uma coisa? Estou começando a ficar preocupado.— Por quê?— Esse garoto mal nasceu e já parece uma versão 3.0 da Amy. Vou envelhecer uns cinco anos em um!— Não exagere, Richard.Amy, que havia chegado acompanhada para conhecer o irmão, começou a rir.— Papai, você está ficando velho?— Ainda não, querida. Mas vocês estão se esforçando bastante.Ela se aproximou da cama e observou o irmãozinho.— Ele é bonitinho.— É mesmo? — perguntou Irina.— É a cara de Ethan. Acho que vou gostar dele.Richard ergueu as sobrancelhas.Amy riu novamente e estendeu a mão
No dia seguinte, o sol riscava de laranja o céu de Dubai quando Samir deixou o hospital acompanhado de Ada, das duas meninas e de seus seguranças. O carro seguiu pelas ruas ainda tranquilas da cidade, enquanto Ada observava as filhas acomodadas em seus bebês-conforto.Em casa, tudo estava preparado para recebê-las. Dois berços haviam sido colocados no quarto do casal, próximos à cama, e Samir contratara babás experientes para ajudar nos cuidados com as recém-nascidas.— Ada, se preferir, podemos preparar um quarto para as meninas. As babás ficarão com elas durante a noite, e você poderá descansar melhor.Ada olhou imediatamente para os berços.— Não. Eu quero cuidar delas.Samir observou-a por alguns instantes e assentiu.— Está bem. As babás estarão aqui para ajudar quando precisar.Ele não insistiu. Ada tinha suas próprias convicções sobre a criação das filhas, e Samir respeitava isso. As profissionais continuariam disponíveis, mas ele também pretendia participar dos cuidados. Embor
Samir caminhava de um lado para o outro diante da porta da sala de parto. De vez em quando, parava, olhava para o relógio e voltava a andar. Emir, Youssef, Amine e Ali acompanhavam sua inquietação em silêncio.Do outro lado da porta, Ada respirava profundamente, apertando a mão de Maya a cada contração. O suor escorria por sua testa, e Maya o enxugava delicadamente com uma toalha.— Isso, minha querida. Respire fundo. Você está indo muito bem — incentivou, segurando sua mão. — Só mais um pouquinho.Ada apertou a mão de Maya com tanta força que ela precisou se firmar ao lado da cama. Uma nova contração veio antes que conseguisse recuperar completamente o fôlego.— Não consigo... — murmurou, exausta.— Consegue, sim, minha querida. Estou aqui com você.O médico pediu que Ada respirasse novamente e aguardasse sua orientação. Maya enxugou seu rosto, enquanto ela reunia as forças para mais uma vez. Quando veio a contração seguinte, Ada fechou os olhos, apertou a mão de Maya e seguiu as ins
Em Nova York, Richard e Irina estavam na sala com Amy. A menina permanecia sentada no sofá, segurando uma de suas bonecas, enquanto os pais trocavam um olhar.— Querida, temos uma notícia para você — começou Richard.Amy ergueu a cabeça imediatamente.— É sobre o bebê?Irina sorriu.— É, sim, minha vida. Agora já sabemos se você vai ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha.Amy apertou a boneca, ansiosa.— É uma menina? — perguntou, animada.Richard pigarreou.— Bem... na verdade, você vai ganhar outro irmãozinho.Amy ficou imóvel.— Outro?— Sim — respondeu Irina, procurando conter o sorriso. — Um menino.A menina olhou de um para o outro, esperando que alguém corrigisse aquela informação.— Mas isso é injusto! Eu pedi uma menina! Já tenho um irmão.Richard aproximou-se um pouco.— Amy, querida, não é uma coisa que podemos escolher. Nós também só descobrimos agora. Ele vai se chamar Heithor. O que acha?Ela franziu a testa e repetiu o nome baixinho, como se estivesse tentando se acostum
Maya chegou ao hospital e foi conduzida até o corredor da maternidade. Encontrou Samir sentado numa das poltronas, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o telefone entre as mãos. Ele levantou a cabeça ao ouvir seus passos e imediatamente se colocou de pé.— Maya! — exclamou, visivelmente aliviado.Ela se aproximou e tocou seu braço.— Como está Ada?— Estão examinando-a. Disseram que as contrações estão ficando mais próximas e que provavelmente não vai demorar muito.— Então está tudo correndo bem. Não fique tão preocupado.Samir respirou fundo e olhou para trás dela.— Meu pai não veio?— Ficou terminando de ajeitar as crianças para irem à escola. Já está vindo.Samir ergueu uma sobrancelha, mas não comentou nada. Apenas deixou escapar um pequeno sorriso, imaginando o pai às voltas com os filhos enquanto Maya saía apressada para o hospital.— Você avisou Youssef? — perguntou ela.Ele olhou para o telefone nas próprias mãos.— Por Alá! Eu me esqueci. Estou tão nervoso que nem consig
Aquela manhã não foi muito diferente das que vieram depois. As crianças continuaram enchendo os corredores com suas conversas e correrias, apesar dos avisos de Emir. Os horários da escola passaram a marcar o início dos dias, enquanto os compromissos do palácio ocupavam boa parte das horas seguintes.Maya ainda procurava os filhos pela casa, mas já não se inquietava tanto quando não os encontrava imediatamente. Aprendeu a reconhecer seus horários, os lugares onde gostavam de brincar e a confiar nas pessoas que ajudavam a cuidar deles. Aos poucos, também deixou de estranhar a presença dos funcionários e começou a aproveitar o tempo que antes dedicava inteiramente às tarefas domésticas.Isso não significava que tivesse abandonado seus hábitos. Continuava acompanhando a rotina das crianças, entrando na cozinha quando tinha vontade e cuidando pessoalmente de algumas coisas. A diferença era que agora podia escolher o que fazer, sem precisar dar conta de tudo.Emir também se acostumou à pres







