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Nada mais?

Author: luproencio
last update Petsa ng paglalathala: 2026-09-23 17:22:33

Os dois seguiram em silêncio, cada um com seus pensamentos, perguntas e respostas, embora o assunto fosse o mesmo.

Assim que Samir deixou Youssef no trabalho, ligou para o pai.

— Onde está? Podemos conversar?

— Claro. Estou em casa. Te espero — disse Emir.

Ele já imaginava do que se tratava. Não podia julgar Samir e, pela forma como o vira no dia em que Latifa fora até sua casa, sabia que a conversa não seria tão amistosa.

A família de Youssef era preciosa para Samir. Maya o tinha como um filho
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    Maya colocou o pacote sobre a mesa, ajeitando os últimos pãezinhos antes de fechá-lo.Emir se levantou.Ela voltou para o balcão, ainda sem saber muito bem o que fazer com as próprias mãos.— Quer mais café?Emir não respondeu de imediato. Caminhou até ela e parou às suas costas. Tocou levemente sua cintura.Maya fechou os olhos.Emir sentiu o corpo dela ficar tenso sob seu toque.— Eu já vou indo — sussurrou atrás dela.Não queria deixá-la ainda mais nervosa.Maya apenas balançou a cabeça, assentindo.Emir afastou a mão, pegou o pacote com os pãezinhos e caminhou em direção à sala.Maya permaneceu parada por alguns segundos. Então pareceu despertar e saiu apressada atrás dele.— Obrigada — falou ao alcançá-lo.Emir se virou.— Foi um prazer. Se cuide.Nesse instante, um carro entrou pelo portão.Maya sentiu, mais uma vez, a alma sair do corpo.Ninguém mais, ninguém menos que Youssef, acompanhado dos irmãos.Os mais velhos abriram as portas do carro e vieram ao encontro de Emir, sorri

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Só pãezinhos

    O motorista olhou confuso para o chefe, mas não disse nada. No meio do caminho, ouviu:— Vamos à casa de Youssef.O motorista assentiu, desviando rapidamente o olhar para ver Emir olhando pela janela.O carro parou diante da casa de Maya.Emir observou a casa por alguns segundos antes de abrir a porta.— Pode me esperar aqui.O motorista olhou para o pacote nas mãos dele e depois para a casa.— Sim, senhor — respondeu, levantando uma sobrancelha ao ver Emir desaparecer pela entrada da casa.Emir caminhou até a porta. Dessa vez, não havia segurança, assessores ou qualquer outra pessoa seguindo seus passos. Apenas ele e um pacote de nozes nas mãos.Bateu à porta.Maya estava na cozinha, tentando abrir um pote com uma única mão, quando ouviu. A ajudante imediatamente se adiantou.— Eu abro.— Obrigada.Maya continuou lutando com o pote até ouvir uma voz conhecida vindo da entrada.Seu coração disparou.Por Alá.Ficou imóvel por alguns segundos, ainda segurando o pote.— Senhora Maya?Ela

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Entregar as nozes

    Soraya arrumou suas coisas para partir. Os filhos se despediram dela.— Eu vou voltar — disse, tocando o rosto de cada um.Emir estava em pé, ouvindo-a. Abriu a boca para dizer que aquilo não aconteceria, mas desistiu. Não queria criar mais um problema. Se era nisso que ela queria acreditar, que fosse.Latifa esperava, na sala, que Soraya saísse. O assistente e um segurança trouxeram as malas, enquanto ela descia a escada, usando um de seus melhores vestidos.Emir acompanhou tudo de perto.Quando chegou à sala, Soraya trocou um olhar com Latifa.Assim que Soraya se aproximou, Latifa franziu o cenho com tristeza, abriu os braços e a abraçou.— Talvez seja melhor assim. Vou cuidar dos seus filhos, não se preocupe.— Não estou preocupada. Eu vou voltar — Soraya disse ao ouvido de Latifa.— Não tenha tanta certeza — a outra sussurrou.Ninguém as ouviu. Todos estavam ocupados levando as malas. De longe, Emir observava as duas com estranheza. Era óbvio que Latifa não saltaria de alegria n

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Nada mais?

    Os dois seguiram em silêncio, cada um com seus pensamentos, perguntas e respostas, embora o assunto fosse o mesmo.Assim que Samir deixou Youssef no trabalho, ligou para o pai.— Onde está? Podemos conversar?— Claro. Estou em casa. Te espero — disse Emir.Ele já imaginava do que se tratava. Não podia julgar Samir e, pela forma como o vira no dia em que Latifa fora até sua casa, sabia que a conversa não seria tão amistosa.A família de Youssef era preciosa para Samir. Maya o tinha como um filho, e ele a tinha como uma mãe. Se soubera do que acontecera com Esra, Emir teria que ouvi-lo, e a única coisa que podia fazer era se desculpar por Soraya.Seu assistente trouxe chá. Emir inspirou e tomou um gole.O que queria mesmo era café e pãezinhos de nozes.Sorriu.O assistente saiu sem entender nada.Pouco tempo depois, Samir chegou ao palácio.Quando passou pela porta e cruzou a entrada, viu Latifa parada na escada. Samir apenas a olhou e fez um breve aceno com a cabeça.— Não deveria me c

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Família

    Depois que as crianças saíram para a escola, Emir foi até o escritório e pediu ao assistente que buscasse Soraya. Sentou-se em sua cadeira e ficou pensando em tudo o que acontecera no dia anterior.Pensou em Maya.Ela não tinha nada a ver com a decisão que estava tomando. Os problemas entre ele e Soraya já existiam muito antes de Maya aparecer. Soraya havia sido avisada. Ele apenas enxergava algumas coisas com mais clareza agora, como a saúde mental dos filhos e a formação do caráter deles.Quando a porta se abriu, sentiu o perfume entrar antes dela. Levantou as sobrancelhas.Soraya estava impecavelmente arrumada.“Temos uma festa e eu não sabia?”, pensou, mas não disse nada.— Emir, eu sei que errei. Hum... mas estamos há tantos anos juntos. Foi um acidente, eu não tive culpa.— Onde você deveria estar?— Eu?— Sim. Naquele dia, onde era para você estar?— Em casa, eu sei. Mas você é meu marido. Nunca nos proibiu de sair.— Não antes. Mas você tinha uma ordem e a quebrou. Seu seguran

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    Emir deixou o hospital. Maya ficou com a enfermeira, que queria dar comida em sua boca.— Tire o soro, por favor, apenas para que eu possa comer.A mulher assentiu, desconectou o soro, e Maya aproveitou para se ajeitar melhor na cama.Comeu sem dizer nada. Nem sabia muito bem o que estava comendo. Sua cabeça ainda estava no que acontecera pouco antes.“Por Alá, ninguém pode saber.”Seus olhos grandes às vezes caíam sobre a enfermeira. Maya a analisava, tentando descobrir se ela havia visto ou suspeitado de alguma coisa, mas a mulher parecia não saber de nada.Mesmo assim, ela não conseguia ter paz.“Emir, olhe o que você fez. Bagunçou minha vida e foi embora como se nada tivesse acontecido.”Ficou brava.Emir dirigia sozinho. Atrás dele, dois carros com os seguranças. No silêncio da noite, com apenas alguns poucos faróis pelo caminho, sua mente voltou ao quarto do hospital.Sorriu, tocando o próprio lábio.Loucura o que tinha acabado de fazer.E se Maya gritasse? Se pedisse ajuda? Se

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