LOGINAntes de sair, Emir reuniu os filhos no grande salão do palácio. Esperou até que todos estivessem prontos e então chamou dois deles.— Amim. Boran. Venham aqui.Os dois se aproximaram.Emir pegou duas pequenas caixas de veludo que o assistente havia deixado sobre uma mesa. Entregou uma a cada um.Amim olhou imediatamente para o pai.— Para mim?— Não. Abra.Os dois abriram as caixas.Na de Amim estava a delicada corrente de ouro com o pequeno diamante em forma de estrela. Na de Boran, os brincos redondos com diamantes cor-de-rosa.Boran, aos quinze anos, olhou para os brincos e depois para o pai, confuso.— O que eu vou fazer com isso?Alguns dos irmãos riram.— Você vai entregar para Yassi.Boran fechou a caixa depressa.— Eu?— Você.Emir olhou para Amim.— E você entregará a sua para Esra.Amim imediatamente entendeu.— É um pedido de desculpas e uma gentileza — explicou Emir. — Nada mais.Os dois assentiram.Yasmim, que ouvira tudo, abriu um sorriso. Gostava muito de Yassi e parec
Quando Ada e Amine chegaram, Maya estava animada. Boa parte do jantar já estava pronta, e a casa inteira parecia ter sido tomada pelo movimento dos preparativos. Havia travessas sobre as bancadas, aromas diferentes saindo da cozinha e gente entrando e saindo enquanto Maya conferia tudo, tentando garantir que nada faltasse.Emir voltou ao palácio mais cedo naquele dia.Assim que chegou, procurou pelos filhos e avisou que todos teriam um compromisso naquela noite.— Temos um jantar.Alguns deles imediatamente começaram a fazer perguntas.— Precisamos usar roupa de gala?— Não. — Emir balançou a cabeça. — É um jantar importante oferecido por Samir. Seu irmão fez questão de que todos vocês comparecessem, mas será em família. Todos nós iremos.Alguns se animaram imediatamente. Outros trocaram olhares um pouco receosos.Emir percebeu.Não precisava perguntar o motivo. Sabia muito bem algumas das coisas que as mães haviam dito durante tanto tempo e como aquilo poderia influenciar a maneira c
Ela continuou observando a tela por mais alguns segundos antes de sorrir.— Não temos um bebê.— O quê? — Ada perguntou, ansiosa.— Temos dois. São gêmeos. Parabéns.Ada ficou olhando para ela.Depois virou lentamente o rosto para Samir.Ele parecia completamente perdido.— Dois? — perguntou.A médica sorriu.— Dois.Samir olhou para a tela novamente, como se precisasse confirmar que havia entendido.Ada começou a rir em meio às lágrimas.— Samir...Ele voltou a olhar para ela e apertou sua mão.— Dois...— Sim.A médica terminou o exame e explicou alguns cuidados.— Como são dois bebês, a senhora deverá ter mais cuidado e repousar. Vamos acompanhar a gestação com atenção.Ada assentiu.Samir também, com uma seriedade tão absoluta que a médica quase sorriu novamente.Quando saíram da sala, Ali se levantou imediatamente.Olhou primeiro para Ada, depois para Samir.— E então?Samir permaneceu sério por alguns segundos.— São gêmeos.Ali arregalou os olhos.— Dois?— Dois.O sorriso dele
Emir passou boa parte do dia no escritório e almoçou por lá. Havia recebido um recado dos irmãos de Soraya e, como havia prometido, concedeu-lhes o patrocínio de que precisavam, adquirindo cinco por cento das ações do novo poço que pretendiam perfurar.Já era fim da tarde quando retornou ao palácio.As crianças estavam brincando no quintal, e Emir permaneceu com elas por algum tempo antes de entrar. Ao chegar à sala, não viu Latifa.— Onde está Latifa?— Está em casa, senhor.Emir esperou que dissessem mais alguma coisa, mas ninguém disse.Olhou ao redor. Os empregados pareciam estranhos, mais calados do que o habitual. Achou aquilo um pouco incomum, mas não perguntou.Na hora do jantar, Latifa não desceu.Depois de algum tempo, Emir pediu ao filho mais velho que fosse chamá-la. O menino subiu e retornou pouco depois.— Ela disse que não está com fome.Emir continuou o jantar com as crianças. Quando terminaram, subiu as escadas e foi até o quarto de Latifa.A porta estava trancada.Lá
No hospital, Samir arregalou os olhos ao ouvir claramente uma voz feminina ao fundo.Emir olhou para Maya e sorriu.— Parabéns, meu filho. É uma bênção.Maya levou as duas mãos à boca, percebendo tarde demais que Samir a ouvira.Houve um pequeno silêncio do outro lado.— Pai?— Sim?— É tia Maya que está aí?Maya arregalou os olhos e imediatamente fez sinais para Emir negar.O sorriso dele aumentou.— Sim. É sua tia Maya que está aqui. Ela quer lhe dar os parabéns.Maya balançou a cabeça depressa.Emir simplesmente estendeu o telefone para ela.Ela recuou as mãos, recusando-se a pegá-lo.Emir insistiu, aproximando ainda mais o aparelho.Maya lançou-lhe um olhar contrariado, mas acabou pegando o telefone.— Samir, meu filho, que Alá te abençoe, que abençoe Ada e o filho de vocês. Eu gostaria de fazer um jantar para anunciar seu filho. Quando quiser, é só avisar. Faremos uma mesa farta.— Claro, tia Maya. Ada ficará muito feliz.— Então fale com ela. Que Alá proteja vocês.Maya se despe
Emir saiu do palácio acompanhado apenas pelo motorista. Antes de seguirem para a feira, pediu que o homem parasse e conseguiu uma túnica comum, bem diferente das que costumava usar.O motorista olhou para ele pelo retrovisor.— Senhor?— Quero apenas dar um passeio.Quando chegaram, Emir desceu do carro.— Fique aqui.— Senhor, talvez seja melhor eu acompanhá-lo.— Não é necessário.O motorista assentiu, embora nada satisfeito. Observou Emir se afastar em direção à feira e sentiu um arrepio. Se alguma coisa acontecesse com ele enquanto estivesse andando sozinho por ali, estaria em maus lençóis.No palácio, Latifa tomava o café da manhã sozinha. Os filhos terminavam de comer e, um a um, deixavam a mesa para seguir para a escola.Ela permaneceu diante da mesa farta, olhando ao redor.Em outro ponto da cidade, Soraya falava ao telefone.— Sim, vou enviar. Mas tem que ser no mais absoluto sigilo. Não podem nos ligar a isso.Ouviu a resposta do outro lado e sorriu.— Claro. Anônimo. Não pr







