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CAPÍTULO 16 – A ARMADILHA

مؤلف: Isa S
last update تاريخ النشر: 2026-03-20 02:43:01

ARTHUR VALENTE

O silêncio que se seguiu às palavras de Anna era denso, carregado com o cheiro do perfume caro dela e o resquício de eletricidade que ainda vibrava entre Maya e eu. Olhei para o envelope pardo, o papel parecendo uma mancha suja em meio ao que acabara de acontecer.

Maya estava imóvel. Eu conseguia ouvir sua respiração errática. Vi o exato momento em que a dúvida cruzou o olhar dela ao notar o meu maxilar travado. Como ela podia achar que eu acreditaria naquilo. Jamais.

— Arthur, p
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  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 133 – A PROMESSA DO MAR E O SENTIDO DE TUDO

    MAYAO som das ondas quebrando suavemente na areia funcionava como uma melodia de fundo perfeita para aquela manhã. O tempo tem uma maneira engraçada de agir; quando estamos sofrendo, ele se arrasta, mas quando finalmente encontramos a paz, ele corre como o vento. Meses haviam se passado desde a inauguração do Instituto. Agora, olhando para o lado, ver os meus gêmeos maiores, extremamente risonhos, cheios de dobrinhas e com as bochechas mais gorduchas do mundo, era a prova viva de que a vida tinha florescido.O cenário para o dia de hoje não poderia ser mais especial. Estávamos na capela histórica, uma construção de pedras antigas e vitrais coloridos localizada dentro da propriedade de praia que Arthur havia comprado para ser o nosso refúgio particular, o nosso porto seguro para descansar depois dos dias corridos e exaustivos na cidade. Para o batizado, o espaço foi todo decorado com arranjos minimalistas de flores brancas, e o aroma adocicado e fresco de lavanda flutuava no ar, marca

  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 132 – O COMEÇO DO SEMPRE

    ARTHURO visor do meu celular acendeu no criado-mudo exatamente às seis da manhã. Não era o alarme. O aparelho apenas vibrou uma única vez, mas o som foi o suficiente para me fazer abrir os olhos de imediato. Afastei o braço com cuidado para não despertar Maya, que continuava dormindo profundamente ao meu lado, afundada entre os travesseiros com uma expressão tão serena que fiz questão de observá-la por alguns segundos.Peguei o aparelho e deslizei o dedo pela tela, deparando-me com uma mensagem que fez meu coração dar um salto no peito:"Sr. Valente, bom dia. Acabamos de finalizar os últimos retoques da fachada e a limpeza pós-obra. Está tudo pronto, limpo e impecável. A chave está na portaria principal. O projeto da sua vida está oficialmente concluído." — Engenheiro Marcos.Uma onda de adrenalina pura substituiu qualquer resquício de sono que eu ainda pudesse ter. Eu não consegui me conter. Uma sensação de realização, misturada a uma urgência quase infantil, tomou conta de mim. Eu

  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 131 – O DESPERTAR DO AMANHÃ

    MAYAO feixe de sol que escapava pela fresta da cortina de linho desenhava uma linha dourada sobre o lençol. Preguiçosamente, estiquei os braços, sentindo o perfume suave de lavanda misturado ao cheiro da madeira da nossa cama. Por um momento, meu corpo tencionou por puro instinto, aquele alarme automático de mãe que me dizia que eu deveria acordar ao menor sinal de choro. Mas o silêncio que reinava no quarto dos bebês vindo da babá eletrônica era absoluto, uma paz quase inacreditável para uma manhã de sábado.Virei-me para o lado, esperando encontrar o espaço vazio, mas Arthur já estava cruzando a porta do quarto. Ele segurava uma bandeja com um cuidado quase cômico para um homem do seu tamanho. O aroma de café fresco e croissants quentes invadiu o ambiente antes mesmo que ele se aproximasse. Ele vestia apenas uma calça de moletom cinza, os cabelos escuros ligeiramente desalinhados e aquele sorriso de canto que sempre fazia meu coração errar uma batida.— Bom dia, Sra. Valente — ele

  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 130 – LINHAS DE DESTINO E O PESO DO FUTURO

    GISELE Três meses podem parecer uma eternidade quando estamos no meio do caos, mas, quando a calmaria finalmente decide reinar, o tempo voa em uma velocidade assustadora. Era um sábado ensolarado, típico daquelas manhãs em que o céu parece limpo de qualquer resquício de tempestade. Eu segurava o volante do carro com uma leveza que há muito tempo não sentia. Olhei pelo retrovisor, ajeitando meus óculos de sol, e sorri ao ver o painel do carro indicar que eu estava prestes a estacionar no aeroporto. Minha missão naquela manhã era das mais prazerosas: buscar Ariel e Alessandro. Eles estavam desembarcando de mais uma de suas vindas da Europa, e o nosso destino final era a casa de Maya e Arthur para um almoço que, sabíamos bem, seria inteiramente focado nos preparativos do batizado dos gêmeos. Assim que parei nas portas do desembarque internacional, não precisei procurar muito. Ariel era o tipo de mulher que preenchia qualquer ambiente antes mesmo de dar o primeiro passo nele. Ela vinha

  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 129 – O CHEIRO DE LAVANDA E RECOMEÇOS

    ARTHUR VALENTE O motor do carro finalmente silenciou, mas o zumbido na minha mente parecia longe de acabar. Apoiei as mãos no volante, deixando a testa descansar contra o couro frio por alguns longos segundos. Meus olhos ardiam, reflexo de noites em claro e do ar carregado de tensão da delegacia. O confronto final com os advogados, os depoimentos em série e a burocracia exaustiva para garantir que nenhuma brecha judicial restasse haviam consumido até a última gota das minhas energias. Eu sentia como se estivesse carregando o peso de um edifício inteiro nos ombros. Heitor e Sônia estavam, finalmente, atrás das grades, mas o preço mental de desenterrar tanta podridão cobrava seu imposto agora.Quando abri a porta do carro e pisei no cascalho da propriedade, o ar fresco do final da tarde me acolheu. O sol estava se pondo. Ao cruzar os portões e caminhar em direção à entrada principal, um sentimento que eu não ex

  • CASADA COM O "NINGUÉM": O DESPERTAR DO HERDEIRO    CAPÍTULO 128 – A RAZÃO DA GANÂNCIA

    ARTHUR VALENTEA frieza da folha de metal da porta principal ainda ecoava na minha mente quando o guarda me conduziu de volta para a mesma sala de visitas de segurança dois. O ar parecia ligeiramente mais leve agora que Heitor tinha sido arrastado de volta para o isolamento, mas eu sabia que a faxina na minha vida ainda não estava completa. Faltava uma peça. A peça que representava a traição mais dolorosa que Maya já havia sofrido, vinda justamente de onde ela deveria ter recebido o mais puro amor.Sentei-me novamente na cadeira aparafusada ao chão, apoiei os punhos na superfície metálica da mesa e esperei.Não demorou muito para que o ferrolho externo corresse com um estalo seco. A porta se abriu e dois policiais empurraram Sônia para dentro do recinto. Seus pulsos estavam presos por algemas de aço que contrastavam violentamente com as unhas compridas e pintadas de vermelho, agora lascadas. Ela não vestia o moletom do Estado como o meu pai; ainda usava o casaco de grife com o qual te

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