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O DIA PROMETIDO

last update 公開日: 2026-10-31 17:17:36

Eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo quando Robert colocou a mão no bolso.

Meu coração parecia bater na garganta. Olhei para ele, depois para a mãe dele, que já estava com um sorriso no rosto. O pai também parecia saber exatamente o que estava acontecendo.

Robert continuava sentado na cadeira. Não se levantou, não fez nenhum discurso exagerado. Apenas colocou uma pequena caixa sobre a mesa e segurou minha mão.

— Helenice, olha para mim.

Levantei os olhos.

Ele abr
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  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    Um Nome Que Não Era Meu

    Tudo parecia tão tranquilo. Eu e Robert estávamos nos dando muito bem. A convivência estava leve, as brincadeiras eram constantes e até as pequenas implicâncias já faziam parte da nossa rotina. Eu gostava de estar com ele, gostava de usar minha aliança e, principalmente, gostava de como as coisas estavam acontecendo entre nós.Naquela tarde, o primo de Robert ligou convidando-o para beber na casa dele.— Meu primo chamou a gente para ir lá — Robert comentou, enquanto mexia no celular.— Quem vai estar?— Ele e a esposa. A gente fica um pouco por lá, come alguma coisa e depois volta.— Por mim, tudo bem.Comecei a me arrumar. Escolhi uma roupa, ajeitei o cabelo e coloquei minha aliança com aquele cuidado de sempre. Robert percebeu enquanto procurava a carteira.— Está toda bonita.— Tenho que fazer bonito, né?— Para quem?— Para mim mesma, querido.Ele riu e me deu um beijo antes de sairmos.Quando chegamos, fomos recebidos pelo primo dele e pela esposa. A casa estava animada, havia m

  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    Entre Conversas e Risadas

    Acordei com a claridade entrando pela janela. Robert ainda estava dormindo, deitado de barriga para baixo, com o rosto virado na minha direção. Fiquei alguns segundos tentando encontrar meu celular, que estava perdido entre os lençóis. Quando finalmente consegui pegá-lo, olhei as horas. — Meu Deus, Robert! — falei, cutucando seu braço. Ele resmungou alguma coisa. — Acorda! — Que foi, mulher? — Já está tarde. — E daí? Comecei a rir. — Você não tem jeito. Ele abriu um dos olhos e me olhou. — Bom dia para você também. — Bom dia, preguiçoso. Robert esticou o braço, me puxou pela cintura e me deu um beijo. Depois voltou a fechar os olhos. — Não começa a dormir de novo — avisei. — Só mais cinco minutos. — Você falou isso ontem. — E funcionou. Levantei da cama e procurei minha roupa. Enquanto me arrumava, ele ficou acompanhando meus movimentos. — Está me olhando por quê? — perguntei. — Porque você está fazendo uma bagunça no meu quarto. Olhei ao redor. Minha bolsa estava

  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    O DIA PROMETIDO

    Eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo quando Robert colocou a mão no bolso. Meu coração parecia bater na garganta. Olhei para ele, depois para a mãe dele, que já estava com um sorriso no rosto. O pai também parecia saber exatamente o que estava acontecendo. Robert continuava sentado na cadeira. Não se levantou, não fez nenhum discurso exagerado. Apenas colocou uma pequena caixa sobre a mesa e segurou minha mão. — Helenice, olha para mim. Levantei os olhos. Ele abriu a caixa. Dentro estavam três alianças: uma solitária e duas alianças de compromisso, uma para ele e outra para mim. Naquele instante, perdi completamente a capacidade de falar. Eu sabia que Robert tinha comprado alianças. Já tinha percebido algumas conversas suspeitas e até desconfiado de que ele estava preparando alguma coisa. Mas não imaginava que seria tão rápido. Muito menos naquela noite. Ele passou o polegar sobre minha mão e perguntou: — Você quer ser minha noiva? Fiquei olha

  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    UMA NOITE FORA DO PLANEJANDO

    A semana começou como qualquer outra. Eu e Robert continuávamos naquela fase em que qualquer oportunidade de conversar se transformava em horas de ligação, mensagens e brincadeiras. Estávamos nos conhecendo cada vez mais, e eu gostava de perceber como ele fazia questão de me incluir nas pequenas coisas do dia a dia. Mas, naquela semana, Robert começou a agir de uma maneira diferente. Tudo começou com uma mensagem numa manhã. Robert: Amor, você vai fazer a unha essa semana? Eu: Acho que vou. Por quê? Robert: Então faça. Eu: Eu já estava pensando nisso. Robert: Vou mandar o dinheiro. Quero você com as unhas feitas. Fiquei olhando para a tela, sorrindo discretamente. Eu já tinha o costume de fazer as unhas. Não era algo novo na minha rotina. Mas uma coisa era cuidar de mim com meu próprio dinheiro; outra era aceitar que Robert pagasse. Eu não queria passar a impressão de que estava me aproximando dele por interesse ou que esperava que ele custeasse minhas coisas. Eu: Amor, não

  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    A MANHÃ SEGUINTE

    Helenice Acordei devagar, sentindo um braço pesado ao redor da minha cintura. Por alguns segundos, fiquei quietinha, tentando entender onde estava. Então senti aquele perfume familiar e sorri antes mesmo de abrir os olhos completamente. Robert. Eu estava na casa dele, deitada ao lado do homem que, nas últimas semanas, tinha conseguido transformar meus pensamentos em uma verdadeira confusão de saudade, carinho e paixão. Virei o rosto devagar e encontrei Robert dormindo tranquilamente. Ele estava tão lindo que fiquei alguns instantes apenas observando seu rosto. Meu Deus, como esse homem consegue ser tão bonito até dormindo? Passei os dedos delicadamente pelo cabelo dele, tentando não acordá-lo. Não adiantou. — Está me olhando por quê, hein? — ele perguntou, ainda de olhos fechados. Levei um susto. — Meu Deus, Robert! Você estava acordado? Ele abriu os olhos e sorriu. — Faz um tempinho. — E ficou fingindo que estava dormindo? — Eu estava gostando do carinho.

  • CINCOS ANOS DEPOIS DE NÓS    Entre Despedidas e Novos Planos

    O tempo parecia passar rápido demais quando eu estava com Robert. Era como se, perto dele, as horas corressem só para me lembrar de que eu ainda tinha uma vida esperando por mim do lado de fora daquela casa. Naquela manhã, depois de assistirmos a alguns episódios da série com Levi, percebi que já estava ficando tarde. Eu precisava ir para casa. Robert estava deitado no sofá, com um braço apoiado atrás da minha cabeça, enquanto eu mexia distraidamente nos dedos dele. — Amor, acho que vou indo. — falei baixinho. Ele virou o rosto na minha direção. — Já? — Já, Robert. Eu dormi aqui uma vez essa semana. Não quero ficar vindo todos os dias e acabar parecendo que não tenho mais casa. Ele franziu a testa, fazendo aquela expressão de quem não tinha gostado nem um pouquinho da minha decisão. — Mas você acabou de chegar na minha vida. Eu quero aproveitar cada segundo com você. Sorri, apertando a mão dele. — E eu também quero ficar com você. Mas a gente precisa ir com calma. Não quero

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