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CAP. 472 - — EU TE AMOO

Author: Nanda Érica
last update publish date: 2026-09-04 01:15:50

MUSÍCA ---Anne-Marie & James Arthur - Rewrite The Stars

POV / ALÉSSIA

A minha mão livre subiu devagar, os dedos tremendo tanto que mal obedeciam. Esfreguei as costas dos dedos nos olhos com força, arrancando a crosta de suor, pó de maquiagem e tule da minha visão, quase rasgando a pele do rosto para arrancar aquela miragem da cabeça.

Quando abri as pálpebras de novo, ele continuava ali.

Ajoelhado na minha frente. O tecido pesado do paletó escuro amassado, as marcas de pólvora na gola, os olhos
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    Essa cena inteira, cada palavra dessa declaração do Dominic e o peso desse reencontro foram construídos ao som de REWRITE THE STARS, na versão de Anne-Marie e James Arthur.POV / ALÉSSIAA boca dele se curvou num sorriso mínimo, afiado.— Escolheram as pessoas erradas para isso. Se existe alguma coisa escrita nas estrelas dizendo que eu deveria viver uma vida sem você, então as estrelas escreveram errado. E eu reescreveria tudo. Cada linha. Cada página. Cada maldita estrela no céu. Quantas vezes fossem necessárias até existir uma história em que você estivesse viva e nos meus braços. Que se dane o destino. Eu não preciso de profecia nenhuma, não preciso que o universo concorde comigo. Se o mundo decidiu nos separar, o mundo estava errado. Entre o destino e você, eu escolho você. Em qualquer versão dessa vida em que me dessem uma chance, seria você. E se não me dessem a chance, eu criava uma.A mão dele segurou a minha nuca com firmeza, os dedos enterrados no meu cabelo.— Tiraram a su

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    POV / ALÉSSIAAo nosso redor, tiros continuavam estourando pela capela. Quatro homens de casacos escuros mantinham o círculo fechado em torno de nós, armas apontadas para fora, disparando em rajadas curtas enquanto madeira quebrava, homens gritavam e a fumaça de pólvora queimava o ar.Dominic não olhou para trás uma única vez.A guerra acontecia às costas dele. O mundo inteiro dele estava cravado nos meus olhos.— Eu teria procurado você até o fim do mundo — ele disse.A frase saiu sem vaidade nenhuma. Saiu como um fato indiscutível da física.— Se você não estivesse aqui, eu teria continuado.Ele passou o polegar sob o meu olho, limpando a água quente que descia sem parar.— País por país.Outro carinho, a palma calejada raspando a minha bochecha suja de maquiagem e pó.— Cidade por cidade.Os dedos dele subiram para o meu cabelo, desfiando os nós que a armação do véu tinha deixado.— Buraco por buraco.A mandíbula dele endureceu, os músculos da face travando com violência.— Se você

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    POV/ ALESSIAEle encostou a ponta do nariz no meu.— Era amor quando eu tomei a decisão mais desgraçada da minha vida e mandei você embora. Eu achei que devolver você era te manter segura, longe da podridão que me cerca. Foi a coisa mais dolorosa que eu já fiz. Se eu soubesse que aquele maldito do seu pai estava envolvido... se eu soubesse que você ia cair na mão desses monstros, Aléssia, eu preferia ter tomado um banho de soda cáustica. Eu preferia ter arrancado cada pedaço da minha própria pele a sangue-frio, sem anestesia, do que ter deixado você passar por um segundo de dor.Mais lágrimas dele caíam quentes sobre as minhas maçãs do rosto.Meu coração batia tão forte, tão forte que chegava a doer....— Era amor desde o segundo em que te vi pela primeira vez — ele disse, com a testa ainda colada na minha, a respiração quente cortando o espaço entre as nossas bocas. — Era amor em cada noite em que vigiei os seus passos na escuridão. Era amor quando usei a sede de vingança para me lev

  • Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE    CAP. 472 - — EU TE AMOO

    MUSÍCA ---Anne-Marie & James Arthur - Rewrite The StarsPOV / ALÉSSIAA minha mão livre subiu devagar, os dedos tremendo tanto que mal obedeciam. Esfreguei as costas dos dedos nos olhos com força, arrancando a crosta de suor, pó de maquiagem e tule da minha visão, quase rasgando a pele do rosto para arrancar aquela miragem da cabeça.Quando abri as pálpebras de novo, ele continuava ali.Ajoelhado na minha frente. O tecido pesado do paletó escuro amassado, as marcas de pólvora na gola, os olhos bicolores cravados em mim. Não era fumaça. Não era a droga me fazendo sonhar antes de apagar.Dominic esticou os braços e me puxou contra o peito dele de uma vez só.O meu corpo colidiu contra o peito dele, afundando na lã fria do terno. O impacto me tirou o ar, mas não teve dor. O cheiro dele me atingiu em cheio: couro, tabaco, o ar gelado da rua e aquele cheiro limpo e familiar que era só dele. Aquele odor engoliu a mirra da capela, a fumaça química da granada e o fedor enjoativo da minha pele

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