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Capítulo 242

Autor: T.Lirio
last update Fecha de publicación: 2026-09-01 00:41:21

Os dias seguintes trouxeram uma melhora lenta, mas constante. Sophie ainda acordava cansada, com o corpo dolorido e dificuldade para se movimentar. Mas, a cada dia, alguma coisa melhorava. Os médicos reduziram os medicamentos, retiraram alguns acessos e, depois, começaram a incentivá-la a se levantar e caminhar pequenas distâncias. Alexandre acompanhava tudo de perto.

Passava boa parte do tempo sentado ao lado da cama ou próximo à janela, sempre atento aos médicos e enfermeiros. Perguntava sob
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  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 243

    Os sete dias seguintes passaram entre exames, pequenas caminhadas e visitas à UTI neonatal. Sophie recuperava a força aos poucos. Já conseguia andar sem a cadeira de rodas, tomar banho sozinha e se alimentar melhor. Maya também evoluía bem. Havia deixado a incubadora, mantinha o peso estável e começava a mamar com mais facilidade. Alexandre continuava ao lado das duas, mas já não precisava perguntar sobre cada aparelho ou medicamento. A equipe havia se acostumado com sua presença e com a atenção quase excessiva que dedicava a qualquer mudança no estado de Sophie ou da filha. Na manhã da alta, Sophie estava sentada na cama enquanto a médica revisava as últimas orientações com Alexandre. — Ela ainda precisa evitar esforço físico — explicou a médica, entregando uma pasta de documentos. — Nada de carregar peso além da bebê, subir escadas sem necessidade ou fazer atividades mais pesadas. Se tiver febre, sangramento intenso ou uma dor que piore, procure atendimento imediatamente. Sophie

  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 242

    Os dias seguintes trouxeram uma melhora lenta, mas constante. Sophie ainda acordava cansada, com o corpo dolorido e dificuldade para se movimentar. Mas, a cada dia, alguma coisa melhorava. Os médicos reduziram os medicamentos, retiraram alguns acessos e, depois, começaram a incentivá-la a se levantar e caminhar pequenas distâncias. Alexandre acompanhava tudo de perto. Passava boa parte do tempo sentado ao lado da cama ou próximo à janela, sempre atento aos médicos e enfermeiros. Perguntava sobre os medicamentos, os horários, os cuidados e qualquer mudança no estado dela. Não conseguia simplesmente ficar de fora. Naquela manhã, uma enfermeira ajudava Sophie a se levantar. — Devagar — orientou, segurando seu braço. — Primeiro, sente-se na beirada da cama. Não tenha pressa. Sophie obedeceu. Assim que os pés tocaram o chão, uma dor aguda atravessou seu abdômen. Ela fechou os olhos e respirou fundo. Alexandre se levantou imediatamente. — Quer que eu chame o médico? — perguntou, já se a

  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 241

    (POV: Alexandre) Saí da UTI sem pressa, embora tudo em mim quisesse ficar ao lado de Sophie. A enfermeira havia deixado claro que ela precisava descansar, e eu entendia. Ainda sentia o toque fraco dos dedos dela entre os meus. Sophie tinha finalmente acordado. Tinha falado comigo. Depois de dois dias esperando por aquele momento, ainda parecia difícil acreditar. Ela estava viva. Parei por alguns segundos diante das portas de vidro e olhei para a minha mão. O medo ainda estava ali, mas, pela primeira vez em dias, eu conseguia respirar sem sentir que alguma coisa ruim estava prestes a acontecer. Caminhei até a UTI neonatal e pedi autorização para ver minha filha. A enfermeira me reconheceu e permitiu que eu entrasse na área reservada aos familiares. Parei diante da incubadora. Maya dormia enrolada em uma manta, pequena demais para o mundo que a esperava. Os aparelhos continuavam ligados, mas os números nos monitores permaneciam estáveis. Havia menos fios do que antes. Menos si

  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 240

    (POV: Sophie) A primeira coisa que senti foi o frio. Ele parecia atravessar meu corpo mesmo sob os lençóis, espalhando-se pelos braços, pelas pernas e pela nuca. Tentei me mexer, mas meu corpo demorou a responder. Tudo parecia pesado, como se eu ainda estivesse presa em algum lugar entre o sono e a consciência. Depois veio o som. Um bip regular. Outro mais distante. O ruído constante de algum aparelho funcionando ao meu lado. Havia vozes por perto, mas as palavras chegavam abafadas, difíceis de entender. Tentei abrir os olhos. A luz branca me incomodou imediatamente, e voltei a fechá-los. Minha garganta estava seca e ardia quando tentei engolir. Respirar também parecia estranho. Havia alguma coisa sobre meu rosto, e levei a mão até ali, mas uma dor no braço me fez parar. — A senhora acordou. A voz feminina falou novamente. Forcei os olhos a se abrirem. Dessa vez, consegui mantê-los entreabertos por alguns segundos. Um rosto apareceu acima de mim. Atrás dela, as luzes do teto se

  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 239

    Alexandre já não sabia quantas horas haviam se passado naquele corredor. As pessoas mudavam ao redor dele, enquanto permanecia sentado diante das portas da emergência. No início, funcionários passavam apressados, evitando encarar o homem coberto de sangue seco. Depois, a movimentação diminuiu. As luzes continuavam fortes demais, o ar-condicionado mantinha o frio constante e o relógio avançava sem que ninguém pudesse fazer nada para acelerar o tempo. Henrique saiu por alguns minutos e voltou com dois cafés. Colocou um deles no banco, ao lado de Alexandre. — Bebe — ordenou. Alexandre sequer olhou para o copo. — Não quero. Henrique observou o amigo por alguns segundos. Conhecia aquele tom. Não havia espaço para insistir. — Tudo bem — disse, sentando-se ao lado dele. — Mas não vou fingir que você está bem. — Eu não pedi que fingisse. Henrique assentiu e permaneceu em silêncio. De tempos em tempos, algum profissional entrava ou saía da emergência. Alexandre levantava a cabeça a cad

  • Casada com o Tio do Meu Noivo   Capítulo 238

    (POV: Alexandre) As horas passaram lentamente, como se o tempo tivesse decidido me punir. Eu continuava diante das portas da emergência, mesmo depois de o médico ter retornado para a sala. O meu ombro latejava sob o curativo, mas a dor física parecia insignificante diante do que estava acontecendo do outro lado. Quando a dor aumentava, ela me prendia ao presente. Quando diminuía, minha mente voltava para Sophie. Para o sangue em sua perna. Para o rosto pálido. Para a sua mão sobre a barriga, protegendo Maya enquanto ainda tentava caminhar. Comecei a andar pelo corredor. Quatro passos até a parede. Quatro passos de volta. Repeti o movimento tantas vezes que deixei de perceber quando havia começado. — Alex, tenta manter a calma — pediu Henrique. Ele estava sentado em uma das cadeiras, mas parecia tão exausto quanto eu. Sua voz, normalmente leve, saiu baixa, sem qualquer traço de brincadeira. — Eu estou tentando — respondi, sem parar de andar. — Elas vão ficar bem. Parei e olhei

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