INICIAR SESIÓN"Você vai se casar comigo, ou seu pai apodrecerá na prisão." É assim que o tio do seu noivo, Alexandre Drummond, sentencia o futuro de Sophie Bergamin. Aos 23 anos, ela ver sua vida desmoronar: além de descobrir a traição de seu noivo Caleb com sua amiga Evellyn, ela vê seu pai injustamente preso. A única saída é o acordo imposto por Alexandre, um homem de frieza calculista que exige um casamento forçado como moeda de troca. O que começa como um casamento de conveniência, uma arma para vingança, logo se transforma em um jogo de aparências onde a linha entre o ódio e a atração se torna perigosamente tênue. Enquanto Sophie luta para desvendar a verdade por trás das mentiras que cercam sua família e a ascensão implacável de Alexandre, ela descobre que o verdadeiro inimigo pode estar mais perto do que imagina. Entre segredos, traições e uma paixão proibida, Sophie se vê presa em um jogo onde as apostas são a vida de seu pai e a própria liberdade. Agora, ela precisa decidir se confia no homem que a prendeu em um laço impossível — ou se arrisca a perder tudo na busca pela verdade.
Ver másOs sete dias seguintes passaram entre exames, pequenas caminhadas e visitas à UTI neonatal. Sophie recuperava a força aos poucos. Já conseguia andar sem a cadeira de rodas, tomar banho sozinha e se alimentar melhor. Maya também evoluía bem. Havia deixado a incubadora, mantinha o peso estável e começava a mamar com mais facilidade. Alexandre continuava ao lado das duas, mas já não precisava perguntar sobre cada aparelho ou medicamento. A equipe havia se acostumado com sua presença e com a atenção quase excessiva que dedicava a qualquer mudança no estado de Sophie ou da filha. Na manhã da alta, Sophie estava sentada na cama enquanto a médica revisava as últimas orientações com Alexandre. — Ela ainda precisa evitar esforço físico — explicou a médica, entregando uma pasta de documentos. — Nada de carregar peso além da bebê, subir escadas sem necessidade ou fazer atividades mais pesadas. Se tiver febre, sangramento intenso ou uma dor que piore, procure atendimento imediatamente. Sophie
Os dias seguintes trouxeram uma melhora lenta, mas constante. Sophie ainda acordava cansada, com o corpo dolorido e dificuldade para se movimentar. Mas, a cada dia, alguma coisa melhorava. Os médicos reduziram os medicamentos, retiraram alguns acessos e, depois, começaram a incentivá-la a se levantar e caminhar pequenas distâncias. Alexandre acompanhava tudo de perto. Passava boa parte do tempo sentado ao lado da cama ou próximo à janela, sempre atento aos médicos e enfermeiros. Perguntava sobre os medicamentos, os horários, os cuidados e qualquer mudança no estado dela. Não conseguia simplesmente ficar de fora. Naquela manhã, uma enfermeira ajudava Sophie a se levantar. — Devagar — orientou, segurando seu braço. — Primeiro, sente-se na beirada da cama. Não tenha pressa. Sophie obedeceu. Assim que os pés tocaram o chão, uma dor aguda atravessou seu abdômen. Ela fechou os olhos e respirou fundo. Alexandre se levantou imediatamente. — Quer que eu chame o médico? — perguntou, já se a
(POV: Alexandre) Saí da UTI sem pressa, embora tudo em mim quisesse ficar ao lado de Sophie. A enfermeira havia deixado claro que ela precisava descansar, e eu entendia. Ainda sentia o toque fraco dos dedos dela entre os meus. Sophie tinha finalmente acordado. Tinha falado comigo. Depois de dois dias esperando por aquele momento, ainda parecia difícil acreditar. Ela estava viva. Parei por alguns segundos diante das portas de vidro e olhei para a minha mão. O medo ainda estava ali, mas, pela primeira vez em dias, eu conseguia respirar sem sentir que alguma coisa ruim estava prestes a acontecer. Caminhei até a UTI neonatal e pedi autorização para ver minha filha. A enfermeira me reconheceu e permitiu que eu entrasse na área reservada aos familiares. Parei diante da incubadora. Maya dormia enrolada em uma manta, pequena demais para o mundo que a esperava. Os aparelhos continuavam ligados, mas os números nos monitores permaneciam estáveis. Havia menos fios do que antes. Menos si
(POV: Sophie) A primeira coisa que senti foi o frio. Ele parecia atravessar meu corpo mesmo sob os lençóis, espalhando-se pelos braços, pelas pernas e pela nuca. Tentei me mexer, mas meu corpo demorou a responder. Tudo parecia pesado, como se eu ainda estivesse presa em algum lugar entre o sono e a consciência. Depois veio o som. Um bip regular. Outro mais distante. O ruído constante de algum aparelho funcionando ao meu lado. Havia vozes por perto, mas as palavras chegavam abafadas, difíceis de entender. Tentei abrir os olhos. A luz branca me incomodou imediatamente, e voltei a fechá-los. Minha garganta estava seca e ardia quando tentei engolir. Respirar também parecia estranho. Havia alguma coisa sobre meu rosto, e levei a mão até ali, mas uma dor no braço me fez parar. — A senhora acordou. A voz feminina falou novamente. Forcei os olhos a se abrirem. Dessa vez, consegui mantê-los entreabertos por alguns segundos. Um rosto apareceu acima de mim. Atrás dela, as luzes do teto se












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