LOGINEu tenho vontade de voltar lá e devolver essa bofetada que ele me deu, eu não vou admitir que ele me toque outra vez. Quando chego ao quarto me viro para fechar a porta o monstro vem e me impede de fechar a porta.
— Não vai entrar! — falo e no mesmo instante ele se senta na beira da porta. E fica me encarando. Sem paciência fico andando de um lado para outro para tentar acalmar a raiva que estou sentindo desse covarde.
Eu preciso sair dessa casa, eu só quero uma oportunidade para fugir para longe desse covarde.
Meu Deus por que eu estou passando por isso tudo? Já não basta ter perdido a minha mãe?
Fico com essa pergunta em minha cabeça.
Volto para cama e me deito, e me deixou levar pelo choro, eu não sei até quando eu vou aguentar passar por tudo isso... Fico com isso em minha cabeça e me perco em pensamento para tentar fugir desse lugar e acabo adormecendo…
Acordo com uma dor de cabeça e ao me virar vejo o monstro deitado nos meus pés.
Como ele veio parar aqui?
Fecho meus olhos com força e abro novamente para ver se essa dor passa, alguém b**e na porta e o monstro levanta a cabeça como se estivesse em alerta.
— Menina chegou algumas coisas para você, desculpa se eu te acordei.
— O que chegou? Eu já estava acordada. — ela deixa algumas sacolas na cama e o monstro fica cheirando.
— Trovão pare!— dona Maria fala mais ele nem liga e continua cheirando.
— Desça!— falo olhando para o monstro e ele abaixa a cabeça e desce da cama e fica sentado me olhando e dona Maria fica rindo.
— Estou vendo que não é só o senhor que gosta de você até o Trovão gosta.
— Isso é loucura!— confesso abrindo as sacolas, contendo algumas roupas e peça íntima, produto de higiene. E chego a ficar sem graça por pensar quem tenha feito essas compras. — Quem comprou essas coisas, Maria?
— O senhor Brandon fez os pedidos para você. Não se preocupe ele não viu as sacolas. Agora o que acha de tomar um banho e vestir essas roupas para ver como ficou? E vim almoçar!
— É você tem razão!— falo um pouco animada. E pego um conjunto com a peça íntima e sigo para o banheiro.
— Vou lavar essas peças assim mais tarde já terá roupa limpas para usar.
— Obrigada! — agradeço já entrando no banheiro e vou para o chuveiro. Deixei a água escorrer em minha cabeça para ver se alivia a dor chata que persiste em ficar. E fico com cuidado com a minha mão, ainda tenho que fazer curativo.
Após o banho visto a roupa e até ficarem boas. Até parece o meu tamanho. Pego a sacola que contém produtos de higiene e levo para o banheiro, deixo meus cabelos soltos, escovo meus dentes e após arrumada sigo para cozinha com o monstro me seguindo.
Assim que eu passo pelo corredor vejo que tem uma mulher na sala e a me ver fica me olhando. Vou em direção da cozinha e paro quando a mulher fala.
— Ei, quem é você?— ela me pergunta e antes que eu possa responder à senhora Maria vai ao seu encontro.
— O que Senhorita deseja?
— Quero falar com Brandon.
— Ele está no trabalho. Se era só isso, pode se retirar.
— Eu fui ao escritório e ele não estava mais por lá, e preciso falar com ele é urgente.
— A senhorita pode tenta ligar para ele.
— Deixa de ser idiota, você acha mesmo que se eu conseguisse falar com ele pelo celular eu estaria aqui perdendo o meu tempo falando com você?— ela diz rude isso me irrita.
— Não fale assim com ela. Se você está com problema não desconte na pessoa errada. — Falo ficando ao lado da Maria.
— Não sabia que as empregadas eram tão folgadas assim! E farei questão de falar para Brandon!
— Elas não são empregadas folgadas. O que faz na minha casa Mia? Não lembro de a ter convidado para vir até a minha casa? — somos despertas com ele chegando. Com algumas sacolas.
— Me desculpe mais precisamos terminar a nossa reunião. — ela fala mais calma com ele aqui.
— Não entendo o porquê?
— Você não pode simplesmente jogar essa bomba de que vai casar e sair assim? Pensei que tínhamos algo. — ela diz se chegando perto dele, que se fasta.
— Não entendo qual parte você não entendeu? E pelo que me lembro não temos nada, agora você já pode ir embora. — ele diz frio. Aproveito que eles estão discutindo volto em direção da cozinha e o monstro vem me acompanhando.
— É essa coisinha aí que você vai casar? Você agora deu para ficar com as empregadas é isso?— eu fecho meus olhos com força, a forma que ela fala me diminuindo é que me irrita.
— Minha vida pessoal só me desrespeita. E não volte mais na minha casa. — ele diz arrastando a mulher pelo braço para fora da casa.
— Não ligue menina, sei bem lidar com esse tipo de pessoa. Agora coma por que já está tarde e você não comeu nada depois do café da manhã.
— Você não precisa aceitar que as pessoas te tratem mal, se estão com problemas que se resolva com pessoas em questão.
— Não se preocupe menina e obrigado por me defender.
— Não se preocupe, enquanto eu estiver por aqui ninguém vai te tratar mal!— falo e ela abre um sorriso. Começo a me servir e fico comendo em paz até ouvir a voz dele.
— Me desculpe por isso Maria a entrada dela já está bloqueada. Como você está Scarlett?
— Bem.
— Scarlett, quero me desculpar por hoje cedo. Não vai se repetir. — ele diz mais eu não me sinto bem em me desculpar por que sei que ele não vai se controlar. Apenas aceno que não. E retiro o meu prato e levo para pia, mesmo a Maria falando eu lavo meu prato, bebo o restante do meu suco, lavo e agradeço a Maria.
— Estava ótimo, Maria e obrigada! — falo e deixo um beijo em sua bochecha, apegando de surpresa. E saio da cozinha e o monstro vem atrás de mim, não adianta reclamar! Vou em direção da sala que tem uma varanda, aproveito que está sombra e me sento e fico olhando para o jardim, fico perdida em meu pensamento e assim as horas vão se passando, tem hora que o monstro fica e saí. Sou desperta com Maria chegando com lanche. E isso me faz abrir um sorriso.
— Obrigada Maria. Não precisava se preocupar!
— Eu gosto de ver quando você está comendo! Sei que aqui não tem muito o que fazer, mas tem uma sala de tv., onde você pode assistir filme e também tem alguns livros no escritório do senhor Green, não sei se você gosta de ler. — ela diz me dando opção.
— Acho que seria bom assistir um pouco. Você se incomoda se eu comer esse lanche assistindo? Você pode me levar até a sala?
— Claro que não, menina! Vamos!
Pego a bandeja enquanto ela me ensina a chegar na sala da tv., é uma sala espaçosa com a tv. Gigante. Tem algumas poltronas e até mesmo um sofá espaçoso. E isso me faz abrir um sorriso. Ela liga o ar no fraquinho, e me entrega o controle da tv. Me ensina e agradeço. Não demora e o monstro vem e fica perto de mim. Escolho um filme para tentar me animar. E fico bem entretida, me fazendo esquecer um pouco dos problemas que eu estou passando... O filme acaba e já coloco outro, me deito no sofá ficando mais confortável, e filme me prende atenção e acabo pegando no sono… Ouço um sussurro e é a voz dele.
— Trovão desça daí, vai acabar acordando a Scarlett. — em resposta o monstro lati e sinto quando ele desce. Logo fica em silêncio e sinto um carinho em meu rosto. — Porque você tem que ser tão atrevida. Eu só quero cuidar de você e te proteger... — ele diz baixo mais consigo ouvir ele faz um carinho em meu rosto. Tenho vontade de abrir meus olhos e falar tudo que estar entalado na minha garganta, mas prefiro ficar assim. Não tenho mais paciência para brigar com ele. Ele sai da sala e isso me deixa mais a vontade.
Sei bem como quer cuidar de mim. Não me convenço mais nessa história.
Acabo me despertando de vez e vejo que ele me cobriu, solto um suspiro por que ele está tão bonzinho agora? Será que ele está fazendo isso para depois me levar para o pai dele. E assim acabar com a minha vida. Resolvo sair da sala, a tv. Já está desligada. Arrumo a pequena bagunça, e quem sabe mais tarde eu volto para assistir, quem sabe é melhor do que ficar no quarto olhando para o teto.
Saio da sala e vou em direção da cozinha e levo a bandeja e não vejo ninguém. Lavo os pratos e deixo tudo em cima da pia para escorrer, tomo um copo de água e resolvo ir para o quarto, quando estou passando no corredor vejo a porta entre aberta e vejo-o sem camisa, ele tem um corpo lindo, que pena é uma pessoa ruim. Resolvo entrar logo no meu quarto.
Entro e me jogo na cama e fico olhando em direção da janela, já está de noite. Sou desperta com alguém batendo na porta. Viro meu rosto para ver de quem se trata é ele.
— Vim chamar lá para jantar.
— Eu não estou com fome.
— Scarlett, eu insisto. Eu prometo que não farei nada. — ele diz entendendo a mão em minha direção. Solto um suspiro e não tendo opção, saio da cama e não pego a sua mão. Ele indica a direção. E estranho que não tem nada na cozinha. — Não vamos jantar aqui dentro e sim no jardim! — ele diz e vai em minha frente e saio em sua direção e fico surpresa pela mesa bem enfeitada, e fico ainda mais surpresa com o buquê de flores que ele me estende. — Sei que nenhuma palavra vai apagar por tudo que a fiz passar, mais eu estou disposto a mudar, você aceita, as minhas desculpas?— ele diz estendendo o buquê de flores para mim. E fico sem reação alguma…
Alguns meses depois....Os meses foram se passando, quando a família do Kevin soube que ele me pediu em casamento foi uma loucura! Ainda fui passar o final de semana na casa dos pais do Kevin e foi tudo perfeito, me acolheram com muito carinho me sentindo bem recebida por eles. A cada dia que os conhecia mais, deixava o meu coração mais tranquilo. Rever a Esmeralda e com Amanda foi perfeito! Elas já faziam muitos planos, o que me deixava mais feliz por alguém ficar feliz pela minha felicidade do mesmo jeito com o meu pai, quando eu contei que o Kevin tinha me pedido em casamento. E mesmo com o passar dos meses infelizmente ainda sentia falta da minha mãe, sempre deixo mensagem para saber se está tudo bem com ela, porém ela visualizava mais não respondia.Já tinham se passado nove meses, já tinha chegado o Natal, e tinha decidido me casar na véspera de Natal, assim como a Esmeralda tinha dado a ideia. Eu enviei o convite para minha mãe e para meu pai. Nosso casamento seria simples do
Chegando em casa...Após a minha volta para casa, eu precisava fazer isso. Encarar a minha realidade, quando eu entrei em casa estava tudo em silêncio, vejo a bagunça que ficou em casa devido à festa, no mínimo estavam todos dormindo, vou em direção do meu quarto e quando eu abro a porta, vejo a minha prima Raquel com um homem em minha cama, e isso me irrita por que a minha mãe sabe que não gosto que ninguém entre em meu quarto.— Que merda é essa? — acabo soltando e minha prima puxa o lenço para se cobrir, porém, descobre o homem e eu fecho meus olhos para não ver uma cena bem inapropriada para mim.— Eu não sabia que você iria chegar hoje, Kiara, tia me disse que poderia ficar aqui, que não teria problema, me desculpa.— É, não tem problema. Eu quero que meu quarto fique do mesmo jeito que o deixei.— Está bem, só me deem alguns minutos e sairemos aqui; — Ela diz e eu solto um suspiro irritadiço, por ter que encarar essa situação. Merda, eu nunca trouxe um carinha para meu quarto pa
Conversa com meu pai, me fez bem, ele não ficou nada feliz com que soube o que a minha mãe fez e disse que iria conversar com ela, ele me perguntou sobre o Kevin, e acabei falando como foi tudo, ele até chegou a ficar com ciúmes, mas disse de como ele me trata, só assim deixei o coração dele tranquilo, e me perguntou o que iria fazer de hoje em dia e fiquei com isso na mente.E falei que voltaria para casa, minha folga vai até dia 26 então irei aproveitar todo momento e só depois verei o que vou fazer, mas que eu preciso enfrentar tudo principalmente minha mãe. Descemos e vamos onde estão todos, tomando café.— Venha querida se sente, o senhor também!_ Senhora Noemi nos chama e levo o meu pai e começamos nos servi e vamos para mesa dela que está Amanda, Esmeralda e Kevin.— Quero agradecer a todos por receberem tão bem a minha filha, e essa hospitalidade é raro hoje em dia!_ meu pai diz, e toda ficam com um sorriso no rosto.— Não precisa agradecer, a Kiara é uma pessoa incrível!_ Kev
Após o momento dos presentes, ficamos conversando e bebendo um pouco, a distração foi muito perfeita, alguns hóspedes já foram se deitar e a Esmeralda está deitada em meu colo no sofá enquanto eu faço carinho estamos ouvindo as histórias de alguns hóspedes, só o fato deles compartilharem as experiências deixa tudo mais interessante. Mas o cansaço fala mais alto e resolvo ir para o quarto e levar a Esmeralda, enquanto o Kevin ajuda a todos a se organizarem. A senhora Noime já tinha ido dormir e a Amanda foi com ela.— Vamos Esmeralda! Já estou morrendo de sono e está ficando muito tarde!_ falo e ela começa a bocejar. Ajudo a levantar ela vai até o pai e deixa um beijo e eu faço o mesmo.— Boa noite! Não se preocupe eu ficarei com a Esmeralda!— Boa noite! Obrigado por isso! Assim que organizar tudo e vou para o quarto.— Está bem!_ vou com a Esmeralda para o quarto, ela vai até o banheiro enquanto eu organizo a cama e vou até o armário e pego mais alguns travesseiros extras e edredom p
Após falar tudo que estava sentindo recebi um abraço cheio de amor da senhora Noemi. Me confortando, consegui conter a emoção que estava sentindo.— Não precisa guarda esse mágoa, tudo na vida é uma aprendizado e nunca é tarde para perceber isso. E agora aqui você terá a mim e toda minha família como sua agora!_ Ela diz com seu olhar amoroso.— Obrigada por conseguir me mostrar a magia do Natal, algo que estava adormecido.— Venha eu quero te mostrar um lugar!_ Kevin diz me fazendo olhar para ele. A senhora Noemi acena que sim. Ele segura a minha mão e saímos do hotel e vamos para parte da frente do hotel, e eu fico surpresa por parar agora e ver o quanto é lindo a visão daqui. — Eu quero que você esqueça tudo que te faz mal, e se permita dá uma segunda chance, sei que a versão do seus Natal anteriores, não fazia sentido para você,mais quero que. Aparte de hoje, possa vivenciar cada um deles que estão por vir e sentir o que realmente o Natal significa._ ele diz se vira e segura o meu
Nunca pensei que me sentiria tão ruim ouvindo aquelas besteiras que a minha mãe estava falando com a minha tia.Como ela pode falar desse jeito?Antes de sair para viajar ela fez um drama que eu cheguei a pensar que ela sentiria a minha falta, mais não só fez isso para não ter que dar satisfação para a família o por que eu viajei. A mágoa vai ficando mais forte, por que ela tem que me tratar assim? E o por quê de envolver o meu pai nisso.Eu sempre soube que Tomás não é o meu verdadeiro pai, ele me adotou como sua filha, e fez muito mais que a minha própria mãe não fez e anos. Ele sempre me apoiou, e até m amo depois da separação dos dois, mantive contato comigo, ele liga, procurar saber como eu estou, mesmo ele tendo a sua própria família e morando longe. O que eu fiz para merecer isso?Por que não pode ser a família que sempre fomos quando a minha vó era viva?Tudo parecia fazer mais sentindo, agora eles só vivem de aparência, de elogios falso, e abraços cheios de espinhos.Não era







