LOGINGaya Cornwall:
Assim que coloquei meus pés no chão, saí correndo. Daquela vez não parei para me preocupar com os sapatos, ao menos não em um primeiro momento, porque não poderia perder tempo. Fui treinada para caminhar com elegância em qualquer circunstância, e correr não seria um problema.
Fui acelerando pelas ruas de Charleston, que passaram a ser meu lar, por mais que não fossem o que eu esco
Orion Bellarno:Eu ainda não conseguia ficar tranquilo, tendo em mente que Pedro e Azriel poderiam, a qualquer momento, mudar de ideia e encurralar Gaya, até mesmo depois de suas esposas estarem do nosso lado.Para a minha sorte, havia outra preocupação entre nós. Kael, de fato, não aparecera e não dera notícias.Reunidos na sala de jantar de Pedro, depois de comermos, ainda em uma tensão estranha, por conta da presença de Gaya — embora Odessa e Izobel estivessem fazendo todo o esforço para deixá-la o máximo à vontade possível —, chequei meu telefone pela milésima vez, sem sucesso.Pedro percebeu.— Esse seu irmão vai nos causar problemas — ele falou em um tom severo.Não poderia culpá-lo. Kael era imprevisível, impulsivo, muitas vezes imatur
Gaya Bellarno:Orion também estava armado, e um dos seus braços estava para trás, como se me cercasse, temendo que algum deles atirasse.— Gente, calma! Por favor! Vocês não acabaram de ver o vídeo? — Izobel interveio.— Eu confesso que não vi nada, não aguentei, mas ouvi o suficiente.— Do que está falando, Odessa? — Azriel se virou para sua esposa, que falara, colocando a mão no peito, parecendo penalizada.— Não é possível que não tenha entendido, Azriel! Gaya nunca nos traiu. Foi o irmão dela, aquele louco. Não ouviu a conversa? Ela é inocente.— Até onde sei, esse vídeo pode ter sido forjado — Pedro respondeu, mas não parecia tão certo do que dizia.— Ah, me poupe, Pedro! — Izobel disse e revirou os olhos. &mda
Gaya Bellarno:Tudo o que eu queria era voltar para nossa cabana. Eu me contentaria em viver na solidão para o resto da vida, com Sirax — para quem estava ansiosa para retornar, mas que estava sendo bem cuidado por um caseiro contratado por Orion —, meus livros e minha paz.Ao mesmo tempo, olhava para o anel que Orion colocara no meu dedo, dois dias atrás, e pensava que aquilo era o certo: buscar minha redenção, reencontrar meu lugar no meio daquele mundo, fazer justiça e me casar com o homem que eu amava.Sabia que era uma escolha difícil, porque Orion não poderia deixar tudo para trás. Ele tinha suas responsabilidades com a La Cupola, era herdeiro de uma das famílias mais poderosas, e eu não poderia lhe pedir que desaparecêssemos; que fugíssemos e esquecêssemos tudo, deixando tudo para trás.Não poderia pedir, porque sabia
Orion Bellarno:Fiquei logo atrás, rodeando-a com os braços, deitando a cabeça em seu ombro.— Olhe para si mesma, Scarlatta. O que você vê?Ela suspirou, estremecendo nos meus braços.— Caos.— Não. Você está errada. Se eu dissesse que não é a mulher mais linda que já vi, estaria mentindo. Sei que não gosta que seja associada com sua beleza, porque ela te trouxe mais coisas ruins do que boas, mas há muito mais em você. Eu vejo força, um grande senso de justiça, determinação, gentileza, equilíbrio e uma coragem que poucos compartilham.— Eu não...Apertei-a com mais força contra mim, o que a fez perder o ar de surpresa.— Não diga nada contra isso. É a verdade.— Você me faz sentir assim.&mdash
Gaya Bellarno:— Tem pessoas. T-tem... tem os caras. Eles participaram de t-tudo... — ele choramingava. — Falaram os planos. C-contra a... contra a C-La Cupola.— Por que tem isso filmado? — Orion perguntou.— Eu gravo tudo. N-nunca sei quando vou precisar. — Ele deu um grito quando Orion segurou o punhal, retirando-o e imitando meu gesto, na outra coxa. Ele era mais forte e o fez com mais violência. — Eu estou falando! Es... estou c-colaborando. Por Dio!— Seu Deus te abandonou, compagno — Orion falou, com um olhar assustadoramente ameaçador, em um sussurro. Então se aproximou, inclinando-se para falar ao ouvido do prisioneiro: — Eu sou o seu diabo agora.Novamente ouvi um grito vindo bem do fundo da garganta de Caius, e eu continuei observando, enquanto um dos dedos de sua mão era dilacerado.A sessão de tortura durou por um
Orion Bellarno:Com Gaya de costas para mim, eu só a vi levar a mão à peruca, tirando-a lentamente e soltando os cabelos ruivos e longos. Caius se surpreendeu.Em seguida, ela tirou a máscara, jogando-a no chão.— Lembra de mim? — ela soou vingativa. Mais ainda quando o filho da puta gritou, assustado.— Você está morta! É uma porra de uma assombração!Gaya ergueu uma das pernas e revelou que usava uma liga com um canivete preso a ela. Mais uma surpresa para mim. Não tínhamos combinado nada daquilo. Ela estava por sua própria conta, moldando sua vingança.O canivete foi parar na garganta de Caius. Eu poderia jurar que ele estava se borrando de medo.— O que está fazendo, garota? Por quê?— Eu deveria cortar suas bolas fora, sabe? Mas vou deixar que o trabalho seja mais bem-







