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Casamento Inesperado com o Don
Casamento Inesperado com o Don
Author: Darlla Vi

Prólogo - O Último Gozo do Homem Livre

Author: Darlla Vi
last update publish date: 2026-07-31 02:33:42

Apertei-a com mais força contra mim, o que a fez perder o ar de surpresa.

— Não diga nada contra isso. É a verdade.

— Você me faz sentir assim.

— Seria capaz de descobrir tudo isso sozinha, meu amor. Mas estarei aqui quando precisar que eu reafirme.

O corpo dela se tornou mais relaxado, e eu tentei um movimento ousado. Coloquei uma das mãos em seu seio, sabendo que o tecido da camisola iria causar uma fricção e deixar o toque mais sensível.

Usei a unha para arranhar o mamilo, o que a fez se remexer.

O outro braço a rodeou como uma serpente, mas fui cuidadoso, não querendo assustá-la. Só que a forma como ela reagiu me surpreendeu.

— Já pedi, não me trate como se eu fosse de porcelana. Vi coisas, hoje, no Lounge do Pedro e fiquei... — ela hesitou.

— Ficou o quê? — minha voz soou arfante, enquanto eu sussurrava em seu ouvido, ainda tocando-a e estimulando seus mamilos por cima do tecido.

— Excitada.

— Coisas como o quê?

— Brutalidade. Dominação. Eu deveria ter sentido nojo, medo...

— Não, querida. Não há nada de errado nisso. O quer que eu faça com você?

Peça e vou te dar.

Deslizei a mão mais para baixo, apertando pontos específicos de sua carne, chegando ao meio de suas pernas. A camisola era tão curta que não tive dificuldade de ultrapassar a barreira e encontrar sua calcinha, afastando-a e tocando seu clitóris, o que a fez gemer baixinho, tombando a cabeça no meu ombro.

Ao mesmo tempo apertei um pouco mais o outro braço, já que ela tinha se sentido excitada com um pouco de brutalidade.

— Não tire os olhos do espelho, Gaya, e vá me dando instruções do que você quer. Fale, descreva. — Seria a minha ruína. Ouvi-la falando sobre sexo iria, sem dúvidas, me destruir e me deixar em chamas muito rápido.

O meu pau já estava muito duro dentro da calça.

Pedro Kirklan:

Ajeitei-me na poltrona de couro, afundando um pouco mais nela e abrindo as pernas, relaxando para receber o que me estava sendo ofertado. Com um sorriso malicioso no rosto, segurava um copo de uísque na mão e mantinha a arma no meu colo, porque não era louco de ficar sem ela por perto. Não era uma forma de mostrar autoridade, porque eu não precisava de uma merda como essa, mas de segurança. Gostava de ter acesso à minha Glock marrom com entalhes em dourado, que fora o primeiro presente que meu pai me deu quando fiz dezesseis anos. Alguns filhos ganham carros quando chegam a essa idade. Eu fui presenteado com meu primeiro revólver e dei o meu primeiro tiro para o alto, não tendo a menor ideia de como fazê-lo, sentindo-me o dono do mundo. Minha alegria acabou em um segundo, quando meu pai me deu um tapa na nuca e um belo de um esporro, porque não atirei como um homem. Este era o jeitinho doce do infeliz que me gerara. Que o diabo o tivesse. Ardendo na porra dos confins do inferno...

Apesar de haver dois seguranças, um de cada lado da sala onde eu estava, fortemente armados, prontos para sentarem o dedo no gatilho caso alguém fizesse qualquer movimento suspeito para me atacar, eu gostava de me garantir. Ofereceram-me um charuto, e eu aceitei. Aquela era a minha noite. Trinta anos. E tinha muito a celebrar.

Não seria hipócrita em dizer que não gostava da vida que levava. Dinheiro, mulheres, poder. Tudo ao meu alcance, eu só precisava estalar os dedos. Pessoas se ajoelhariam aos meus pés para realizar minhas vontades, e quando eu tinha que sujar minhas mãos? Gostava de acreditar numa filosofia muito profunda e quase bíblica: antes eles do que eu.

Foquei minha atenção no que se desenrolava bem à minha frente: havia duas meninas rebolando, seminuas — uma negra e uma loira —, ambas com corpos excepcionais. Os seios balançavam conforme seus passos, no ritmo da música sensual que tocava, exigiam um pouco mais de movimentos, e elas brincavam com uma barra de pole dance, esfregando-se nela e fazendo acrobacias dignas de profissionais. Provavelmente elas eram. Meu aniversário? Eles obviamente queriam me dar o melhor.

— E aí, chefinho? Gostando das meninas? Tem pouco tempo para aproveitar esse tipo de coisa, hein... — meu novo consiglieri, Elian De Luca, uma indicação de meu amigo, Azriel Brigman, chefe da máfia de Filadélfia, comentou, sentando-se ao meu lado.

— Sim, eu sei disso — respondi, sem tirar os olhos das meninas.

— É sério? — indagou, parecendo surpreso. — Jurei que ia dizer que um casamento de conveniência não iria te prender.

Usando o dedo cuja mão segurava o copo de uísque, apontei para as meninas.

— Olhar é uma coisa. Tocar é outra completamente diferente. Pode não parecer, Elian, mas tenho intenções de ser fiel à minha esposa.

— É uma boa menina, a garota dos Bellarno. Vai ser uma esposa perfeita.

— Perfeita até demais — falei, pensando alto. Mais alto do que deveria.

— Ela é bonita.

— É linda, sem dúvidas... — Dei um trago no charuto, sentindo a fumaça se espalhar ao meu redor, com aquele cheiro característico que já empesteava o ambiente desde antes.

Tentei não demonstrar o meu desânimo em relação ao casamento, mas era um pouco inevitável, especialmente depois de já ter tomado umas boas doses de uísque. A garota não tinha culpa, de forma alguma. Era tudo o que um chefe poderia desejar: linda, obediente, uma florzinha, pronta para colocar um vestido branco e parecer uma noiva no altar. Sem contar que estava satisfeita com o casamento, embora, provavelmente, fosse se comportar como um coelhinho assustado na noite de núpcias, e eu ia ficar me sentindo um abusador por deflorar uma princesinha como ela. Imaginava anos e anos de um casamento com uma moça formal, que teria filhos perfeitos para mim e que nunca representaria um desafio. Provavelmente eu estava reclamando de barriga cheia, isso sim.

Fosse como fosse, aquela era uma noite para celebrar, porque dali a um mês eu estaria com uma porra de aliança no dedo e haveria uma mulher com o meu sobrenome, a quem eu precisaria honrar na saúde e na doença, e toda essa baboseira que eu nem sabia de cor.

A garota negra veio caminhando na minha direção, e eu a recebi com um sorriso malicioso. Tirei a arma de cima da minha coxa, e ela se sentou no meu colo, com a bunda bem em cima do meu pau, rebolando com vontade, mais do que fizera quando estava no palco. A loira não demorou a se aproximar também, inclinando-se e esfregando o seio na minha cara. Os dela eram grandes, com silicone, sem dúvidas, e eu levei a mão a um deles, fazendo-a arquear a cabeça para trás quando a toquei daquele jeito. Eu me fartaria das duas facilmente. Seria como uma despedida de solteiro, embora eu não tivesse planos de parar de trepar com mulheres aleatórias até o meu casamento. Enquanto não dissesse sim para Nerina Bellarno, ainda seria um homem livre. Noivo? Sim, mas nenhum de nós dois pedira fidelidade até o negócio ser realmente consumado.

Para ser sincero, eu nem tinha o sonho de me casar com a virgem perfeita que todos os homens do meu círculo desejavam. Adoraria ter uma mulher que sabia o que queria na cama e que não fosse cheia de merda quando eu mostrasse minhas preferências, nem sempre convencionais. Mas quem sabe a perfeita Nerina não me surpreendesse? Enquanto isso não acontecesse, eu poderia me divertir, com a desculpa de que estava me tornando um homem mais experiente para minha futura e virginal esposa.

Agarrei uma com cada braço, pelas coxas, como se fossem crianças, levantando-me da poltrona e colocando ambas no chão, agarrando-as com força, o que as fez rir, divertidas.

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