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Capítulo 9

Auteur: Léo
last update Date de publication: 2026-06-03 19:14:38

Saíram do hotel em silêncio, o coração pesado de um pressentimento estranho. Quando chegaram ao carro, Mégane não perdeu um segundo. Tirou o computador portátil, inseriu a pen USB e o vídeo arrancou automaticamente.

No ecrã apareceu a entrada do átrio. Chantelle entrava no hotel, com os olhos hesitantes. Raphina aproximou-se dela, com ar solícito, quase protetor.

Depois tocou-lhe.

Um arrepio percorreu Mégane. Rhonda, por seu lado, esboçou um sorriso de canto.

— De qualquer modo — murmurou ela,
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    Já era a quinta vez que Chantelle subia e descia no elevador para lhe ir buscar um simples café. As suas pernas estavam pesadas, as costas suadas, e os braços tremiam ligeiramente de exaustão. Tinha a impressão de ser uma marioneta puxada por fios invisíveis.Quando entrou novamente na cafetaria, a empregada, que se ria no início, teve desta vez um olhar enternecido.— O teu patrão só quer testar os teus limites — disse ela com voz doce.— Estou no limite. Exausta — murmurou Chantelle, com o fôlego curto. — Ainda nem sequer tirei as minhas coisas da caixa no gabinete…— Não desanimes. É um jogo de poder. O que é que ele disse desta vez?— Que estava amargo… Vou pôr-lhe muito açúcar. Demasiado, até.— Quantos pacotes?— Cinco.A empregada arregalou os olhos.— Cinco? Mas isso é… é xarope, não é café.— Que me despeça, então, em vez de me fazer andar às voltas como uma louca — replicou

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