MasukCapítulo 255 — Cinzas e VenenoDiana BowersA dor na minha mão direita era uma labareda viva que subia pelo meu braço como ácido puro.O tiro daquele desgraçado do Alexander Sterling havia estraçalhado os meus ossos. Cada pulsação do meu sangue parecia um choque elétrico arrancando a minha carne, mas nada… absolutamente nada doía mais do que o ódio pútrido que corroía o meu peito por termos sido encurralados daquele jeito patético.Meu pai havia abaixado a guarda. Conrad Bowers, o homem que passou vinte anos arquitetando a ruína daquelas duas famílias, caiu no joguinho corporativo mais previsível do mundo. Ele hesitou. Se ele não tivesse parado para ouvir as mentiras daquela loira mimada sobre cláusulas e ações, eu teria estourado a cabeça da Natalie no primeiro segundo.E pensar no Adrian Foley só fazia o meu estômago arder em fel.Papai sempre achou que eu era apenas uma peça de xadrez obediente. Mas a verdade que eu nunca admitiria em voz alta é que eu realmente senti algo por Adri
Capítulo 254 — A Lei do CeifadorAlexander SterlingA fumaça da granada de contenção ainda se dispersava no ar denso do galpão quando dei o segundo passo sobre os escombros de compensado. O cano do meu fuzil estava travado no centro exato do peito de Conrad Bowers.— Eu avisei, Bowers… Alexander Sterling sempre cumpre as suas promessas. E hoje eu vim… — fiz uma pausa curta, deliberada, sentindo o peso sombrio da reputação que construí — … para ceifar.Conrad ainda piscava, desorientado pelo zumbido ensurdecedor da detonação, enquanto Diana tossia no chão, os olhos vermelhos e as mãos cobrindo os ouvidos.— Se mantém no chão que é o lugar de vocês! — a voz do Jack rasgou o ambiente.Ele entrou pela brecha esquerda com Andrew em sincronia perfeita, os canos das armas travados diretamente em Conrad e Diana. Tom e Chen tomaram a retaguarda, garantindo que o corredor de acesso estivesse limpo e bloqueando qualquer rota de fuga. Em menos de cinco segundos, pai e filha estavam sob domínio ab
Capítulo 253 — Sangue FrioNatalie WestonO clique metálico do cão sendo engatilhado ecoou como um trovão naquela sala de compensado.O cano da pistola estava a menos de três centímetros da minha testa. Diana sustentava o peso da arma com as duas mãos, os dedos brancos de tanta força e um brilho alucinado e perverso nos olhos.“...um cadáver!”O aviso de morte ainda vibrava no ar. Eu sabia que se Alexander e os outros arrombassem aquela porta agora com granadas e fuzis, o reflexo involuntário da Diana no gatilho estouraria a minha cabeça antes do primeiro tiro deles.Eu não tinha força física amarrada a esta cadeira. Mas eu tinha a minha mente. Tinha os ensinamentos implacáveis do meu avô Theodore, que passou anos me ensinando que a maior fraqueza de um inimigo ganancioso é sempre a sua própria vaidade.O terror gelava a minha espinha, mas respirei fundo, engoli o pânico e permiti que um riso anasalado, seco e audacioso escapasse dos meus lábios.Diana franziu a testa, surpresa, a mir
Capítulo 252 — A Herança de SangueNatalie WestonO som da voz de Conrad Bowers fez o meu estômago embrulhar em puro asco.O olhar daquele homem era desprovido de qualquer lampejo de humanidade, cinzento e podre como as águas escuras da baía que batiam contra os pilares do galpão. Ao lado dele, Diana mantinha o queixo erguido e os lábios pintados de vermelho repuxados em um sorriso sádico, cruzando os braços sob o sobretudo escuro como se estivesse assistindo a um espetáculo particular montado em sua homenagem.Puxei o ar com força, cravando as unhas nas palmas das minhas mãos atadas atrás da cadeira para conter o tremor de fúria que ameaçava me trair. O transmissor ainda pesava na minha orelha e na presilha do coque. O sinal estava pulsando. Eu só precisava mantê-lo falando.— Então você finalmente saiu do esgoto onde se escondeu por vinte anos, Conrad — ditei, a voz saindo cortante e firme no meio do silêncio fúnebre daquela sala de compensado. — O covarde que manda capangas fazerem
Capítulo 251 — A Queda da HerdeiraNatalie WestonO ar úmido e frio do entardecer de São Francisco bateu contra o meu rosto no instante em que passei pelas portas automáticas da ala leste.Cada passo meu pela calçada parecia ecoar dentro da minha própria cabeça. Meu coração martelava contra as costelas como um animal enjaulado, mas mantive a coluna perfeitamente ereta, a bolsa pendurada no ombro e o olhar fixo à frente, fingindo uma pressa que eu estava a anos-luz de sentir. Eu sabia que nas sombras daquele quarteirão arborizado, dezenas de miras estavam alinhadas e os transmissores no meu cabelo e na orelha pulsavam o meu sinal para a Jo, mas isso não me impedia de ter medo.Eu estava a menos de dez metros da faixa de pedestres quando o som de pneus cantando no asfalto rasgou o silêncio da rua.Uma van de entrega prateada, com a lateral amassada e vidros escurecidos, embicou com violência contra o meio-fio, cortando a minha passagem com uma freada brusca que levantou fumaça de borra
Capítulo 250 — Antes da QuedaNatalie WestonO clique metálico da porta se abrindo rompeu o nosso refúgio.Alexander entrou acompanhado da Jo, ambos com a precisão mecânica de quem opera sob protocolo militar. A garota de cabelos escuros se aproximou de mim com os transmissores em mãos. Com movimentos rápidos e cirúrgicos, Jo prendeu o brinco de pérola na minha orelha esquerda e ajeitou a presilha discreta entre as mechas do meu cabelo, prendendo uma lateral do coque.— Calibrado na frequência de salto — Jo murmurou, os olhos atentos checando a tela do pequeno receptor preso ao antebraço. — O sinal está limpo, sem eco e invisível para varreduras comuns. Se eles te revistarem, vão achar que é só joia.Eu ia responder, mas a porta foi aberta mais uma vez. Chen entrou em passos firmes, parando diante do Alex com uma expressão contida.— Chefe, o senhor Victor e a senhora Marie acabaram de subir pelo elevador privativo. Estão na suíte da Vic.O ar pareceu esfriar na sala. Troquei um olhar







