Se connecterSorrio. Por algum motivo, ouvir isso faz meu peito apertar de um jeito bom. Depois de tantos dias cercada por pessoas que parecem ter opiniões demais sobre a minha vida, a ideia de passar um dia inteiro sozinha com Dante soa quase como férias. — Então, qual é o plano? — pergunto, olhando para o mar à nossa frente. — O plano é… que não temos planos hoje. Só vamos aproveitar o dia. — Parece uma ótima ideia para mim. Meu marido ri, segura minha mão e começamos a caminhar pela estrada. Eu o acompanho sem conseguir tirar os olhos da paisagem. A essa hora, Portofino parece estar acordando aos poucos. Algumas janelas começam a se abrir, e pessoas passam pelas ruas estreitas carregando sacolas. As portas das lojas começam a ser destrancadas, e o cheiro de café recém-passado chega até nós de algum lugar próximo. Meu estômago imediatamente reage. — Que cheiro é esse? — pergunto, farejando como um cachorro esfomeado. Dante para de andar e repete o gesto. — Parece… focaccia. — Não se
Acordo com o rosto colado ao vidro da janela e a boca seca.Fecho a boca e pisco algumas vezes, até entender que realmente estou no carro. Que Dante me acordando às cinco da manhã não foi um sonho.Passo a mão pelo rosto, me dando conta de que apaguei completamente por… quanto tempo eu dormi?— Que horas são?— Sete e vinte — Dante responde, sem tirar os olhos da estrada, mas com um sorriso no canto da boca.— Eu dormi por quase duas horas?— E roncou nos últimos vinte minutos.— Eu não ronco.— Você ronca.— Mentira!— Eu devia ter gravado isso, então.Endireito o corpo no banco, ainda tentando organizar os pensamentos, e volto a olhar pela janela.O que vejo me faz despertar instantaneamente.— Dante.— Hm?— Dante, para o carro.Ele ri, mas não para.— Estamos quase chegando, Piccola.— Eu não me importo. Para o carro agora.Dessa vez, ele obedece, encostando na beira da estrada, e eu praticamente colo o rosto no vidro, feito criança vendo neve pela primeira vez.Porque, à nossa fr
Olho para o teto por alguns segundos, tentando organizar os pensamentos. — Que, aonde você quiser ficar, eu também fico — respondo, enfim. — Seja em Chicago ou aqui. — Sua vida é em Chicago. — E a sua é aqui, Dante. Fico em silêncio por alguns segundos antes de continuar. — Chicago é a minha casa. Mas… poucas coisas me prenderiam lá, sinceramente. Ele arqueia as sobrancelhas, surpreso com minha sinceridade. — Minha mãe passou a vida sem esconder que sempre preferiu meu irmão, que eu era um erro não planejado. Meu pai, além de compartilhar do mesmo pensamento, me via como um negócio. Solto um longo suspiro, sentindo a dor que me acompanha sempre que falo em voz alta sobre tudo o que sempre representei para aqueles que deveriam me proteger. — Tudo bem, lá tenho amigos que são especiais e um emprego de que gosto, mas acho que passei tempo demais confundindo estar acostumada com alguma coisa com realmente querer estar ali. Ele permanece em silêncio. Viro o rosto para
A casa está escura quando Dante estaciona em frente a ela. Isabella e Teresa continuaram por lá, enquanto nós praticamente fugimos na primeira oportunidade. Dante segura minha mão enquanto entramos, e sinto o peso da noite inteira sobre os meus ombros. — Você está quieta demais — ele comenta, fechando a porta. — Estou processando. — Processando o quê, exatamente? A parte em que minha mãe quase arrancou a cabeça de Giuseppe ou a parte em que você fez o mesmo depois? Um risinho cansado escapa de mim. — As duas coisas. Ainda não acredito que… ela tentou me defender. Bem, acho que foi isso. — Sim, ela te defendeu. Do jeito dela, mas sim. — Espero que você não tenha esquecido nenhuma palavra — digo, parando no pé da escada para tirar os saltos. — Porque vou querer saber de tudo. Dante solta uma risada baixa atrás de mim. — Piccola, metade foi um grupo de italianos falando ao mesmo tempo. — Você é italiano. Então entende italiano. — Entender não significa conseguir acompanhar c
Queridas leitoras, respirem. 🫠 Eu sei que muitas de vocês já carregam o trauma de acompanhar histórias por aqui e, de repente, descobrir que elas foram abandonadas no meio do caminho. Então, quando percebem que os capítulos não estão saindo exatamente no horário que esperavam, algumas já começam a imaginar que eu abandonei tudo, vendi os personagens e fui viver uma vida nova. 😂 Mas podem ficar tranquilas. Essa história não vai ser abandonada. Primeiro porque eu estou tão envolvida com esse casal que, neste momento, provavelmente sou eu quem vai precisar de terapia. Segundo porque, convenhamos, eu também tenho um pequeno incentivo financeiro para chegar até o final. 😂💸 Se eu quiser receber meu dinheirinho, preciso entregar a história completa. Então podem ter certeza de que eu tenho tanto interesse quanto vocês em ver Amy e Dante chegarem ao último capítulo. Então não precisa se preocupar toda vez que eu demorar um pouquinho. ❤️ Eu não desapareci. Não abandonei a história. S
“Amy Ferretti”Meu coração bate rápido demais, e sinto a palma da minha mão esquentar enquanto mantenho os olhos presos em Giuseppe.Não sei exatamente quando deixei de sentir vontade de fugir.Talvez tenha sido simplesmente quando percebi que, se eu fosse embora agora, passaria o resto da noite me perguntando o que teria acontecido se tivesse ficado.Respiro fundo e me levanto, mesmo sem confiar totalmente nas minhas pernas.— O senhor tem razão sobre uma coisa — começo, sem tirar os olhos dele.Giuseppe franze as sobrancelhas, claramente surpreso.— Tenho?— Tem. Fazer perguntas não é errado.Vejo um sorriso satisfeito começar a surgir no rosto dele e continuo.— O problema é que o senhor nunca quis respostas.O sorriso desaparece.— Porque, se quisesse realmente me conhecer, poderia ter perguntado sobre mim. Poderia ter perguntado sobre a minha vida antes do Dante. Sobre o que eu fazia. Sobre quem eu era.Giuseppe permanece em silêncio.— Mas o senhor não perguntou nada disso.Olho







