LOGIN“Dante Ferretti” Assim que encerro a ligação, coloco o celular sobre a perna, mas não consigo desligar completamente os pensamentos com a mesma facilidade. As palavras de Victor ao telefone continuam incomodando demais para isso. “Depois que você voltar do almoço, precisamos conversar. É sobre o Dylan e um contrato que ele fechou.” Não explicou mais nada, e nem insisti. Sei bem que, quando Victor fala que precisamos conversar pessoalmente, significa que é algo que não pode ser resolvido em uma ligação. No entanto, assim que olho para o lado e vejo o rosto de Amy, esqueço completamente o assunto que já estava ocupando minha cabeça. Ela está quieta demais. A cabeça encostada no banco, os braços cruzados e os olhos fixos na janela. Basta um olhar para saber quando alguma coisa está incomodando minha mulher. E, neste momento, alguma coisa está. — Piccola. — Hm? — Olha para mim. Amy vira o rosto devagar e tenta sorrir. Um sorriso fraco demais para me convencer.
Dylan para na minha frente de propósito, e as portas voltam a se fechar antes que eu consiga sair. Instintivamente, dou um passo para trás e colo as costas na parede espelhada, tentando manter a maior distância possível dentro desse espaço pequeno demais. Ele ri, balançando a cabeça diante da minha atitude. — Desse jeito você me ofende, sabia? Meu ex faz uma pausa curta, percorrendo o olhar lentamente pelo meu corpo, demorando um pouco mais na minha barriga. — Além de não me responder, ainda age como se eu fosse te morder a qualquer momento. Meu estômago se revira, não por causa da gravidez. Por causa dele. — Eu não estou agindo como se você fosse me morder — respondo, tentando manter a voz firme. — Estou agindo como alguém que não gosta de ficar perto de você. — Ainda tão direta. — Você esperava o quê? — Não sei. Que talvez duas semanas longe tivessem feito você sentir saudade de mim. Solto uma risada baixa, sem humor nenhum. — Sentir saudade de você? Fala s
Paige faz uma careta, como se nem ela soubesse exatamente quando tudo deixou de ser coincidência. — Eles começaram a aparecer mais. O Chris inventava alguma desculpa para passar aqui, o Victor sempre encontrava um motivo para conversar comigo… — E você fez o quê? — Nada. Estreito os olhos, e ela ri, sem jeito. — Tá bom! Talvez eu tenha começado a dar um pouco mais de atenção também. Começo a rir, balançando a cabeça. — Daí você simplesmente decidiu deixar os dois continuarem. — Eu não decidi nada! — ela exclama, embora o sorriso entregue o contrário. — Só… não quis cortar nenhum dos dois. — Sabe que isso se chama triângulo amoroso, né? — Prefiro chamar de situação temporariamente indefinida. — Claro. Bem mais profissional. Ela revira os olhos, ficando séria. — O problema é que realmente não sei o que fazer agora. O Chris é divertido, fácil de conversar, sempre consegue me fazer rir. Mas o Victor… Ela para, soltando um suspiro pesado. — O que tem o Victor? — Ele me deix
Duas semanas na Itália foram suficientes para eu esquecer como é acordar sabendo que tenho que enfrentar a Whitmore & Co. Não porque não gosto do meu trabalho. Mas, porque, depois de passar os últimos dias entre passeios e almoços demorados, voltar para uma rotina de reuniões, relatórios e planilhas parece quase uma punição. No entanto, aqui estou eu, dois dias depois de voltarmos da Itália, prestes a voltar à rotina de trabalho. Respiro fundo e, assim que as portas do elevador se abrem, dou de cara com um andar bem diferente. — Está tudo mudado — comento, olhando ao redor. — Reformaram — Dante responde, me guiando para fora do elevador. — Solicitaram alguns dias antes de viajarmos e dei o aval enquanto estávamos fora. — Você me comentou sobre isso. — Quis te fazer uma surpresa. Enquanto andamos, olho ao redor, procurando minha mesa em meio às paredes de vidro e às plantas que definitivamente não estavam por aqui antes. Para meu alívio, ela continua no mesmo lugar de sempre,
Duas semanas.É estranho pensar que já faz duas semanas desde que chegamos à Itália.Enquanto me olho no espelho, vejo o reflexo de alguém bem diferente da mulher que chegou à Itália vomitando na frente da família do marido.Duas semanas.Parece pouco tempo no calendário, mas, quando penso em tudo o que aconteceu, tenho a sensação de que vivi meses inteiros dentro desses últimos dias.— Vocês também não querem ir embora, não é? — murmuro ao sentir um movimento na barriga.Sorrio, passando a mão pela barriga de quase vinte e cinco semanas, e me lembro de tudo o que fizemos desde que chegamos.Depois daquela manhã em Portofino, Dante me levou para ver o Duomo ao nascer do sol, antes que qualquer turista tivesse a mesma ideia.Depois disso, vieram tantos outros lugares que, em algum momento, parei de tentar contar.Alguns dias, meu marido conseguia me levar para conhecer lugares que ele dizia serem especiais, embora eu desconfiasse que metade deles só era especial porque ele queria me le
A mão dele desce pela minha coluna, devagar, enquanto os lábios continuam explorando a nuca. O hidratante ainda está nas pontas dos dedos dele, deixando a pele escorregadia e sensível demais.— Dante, alguém pode nos…— Shh. Ele morde de leve entre o pescoço e o ombro, me fazendo arrepiar.— Ninguém vai te ouvir — continua, subindo os beijos até minha nuca. — A não ser que você se empolgue demais. Rio baixinho, empurrando o quadril para trás. Quando roço contra sua ereção evidente, ele solta um som baixo e aperta minha cintura com força. — Levanta — diz, me empurrando com cuidado.Obedeço sem pensar duas vezes.Assim que fico de pé, ele puxa a camisola pelos meus braços e a joga no chão, me deixando só de calcinha.Enquanto ele se levanta, o olhar dele desce lentamente pelo meu corpo e algo predatório e possessivo ao mesmo tempo passa por seus olhos escuros.Ele me vira de costas e beija a curva do meu pescoço. Depois, segura meu rosto e me beija devagar, como se tivéssemos todo o







