MasukO silêncio dura exatamente cinco segundos. Então, Vincenzo solta uma risada incrédula. — Você está falando sério? — Completamente. Isabella fecha os olhos por um instante, como se estivesse pedindo paciência a todos os santos. — Meu Deus, onde foi que errei? Não consigo mais segurar o riso. — Amor, acho que você está esquecendo um pequeno detalhe — digo, passando a mão pelo braço dele. — Qual? — pergunta, virando o rosto para mim. — Sua mãe é adulta. E, pelo que me lembro, você nunca precisou pedir autorização a ela quando ficou comigo. — Não comece a se juntar contra mim, Piccola. — Não estou contra você. Só estou defendendo a liberdade de escolha da sua mãe. Ele estreita os olhos, mas não consegue sustentar a expressão séria por muito tempo. — Ótimo. Pelo visto, agora estou sozinho nessa família. Vincenzo solta outra gargalhada, tocando o ombro do meu marido. — Prometo pedir sua permissão formalmente, caro. Mas não hoje. Hoje é dia dos meus netinhos. Vincenzo se afasta
“Amy Ferretti” Alguns meses depois… O jardim da nossa casa está irreconhecível. Balões em tons de azul e branco estão espalhados por toda parte, arranjos de flores decoram as mesas e uma enorme mesa de doces foi colocada próximo à fonte. No centro, um painel com os nomes de Leonardo e Caleb anuncia a comemoração do primeiro aniversário dos nossos meninos. E, como não poderia deixar de ser, tudo foi escolha de Teresa. Assim como aconteceu no chá de bebê, a nonna sugeriu fazer a festa no jardim, e nós concordamos sem pensar duas vezes. Aparentemente, esse foi o maior erro de nossas vidas. Não que eu esteja reclamando, porque, olhando o resultado agora, sob a luz da tarde, ficou tudo lindo. O problema é que começo a suspeitar que Teresa tenha algum tipo de obsessão por festas ao ar livre. Se depender dela, todos os aniversários serão comemorados entre flores, árvores e gramados perfeitamente aparados. — Ficou maravilhoso, não acha? Viro o rosto e encontro a nonna se aproximan
Amy se levanta devagar, com a respiração um pouco trêmula, mantendo os olhos fixos nos meus. Puxo a gravata pelo nó e a deslizo lentamente do pescoço, segurando-a entre os dedos. — Você confia em mim? — Claro que confio — responde, sem hesitar. — Então vira. Minha mulher me encara por um segundo, depois se vira de costas para mim. Pego seus pulsos, um de cada vez, e os cruzo atrás das costas. Em seguida, deslizo a gravata em volta deles com um movimento firme, apertando o bastante para que ela sinta a restrição, mas sem machucar. — Apertei demais? — pergunto contra a orelha dela. — Não. — Bom. Amy solta um suspiro baixo quando desço as mãos pelo vestido dela e puxo o zíper para baixo. O tecido cai pelo corpo e para no chão. Por baixo, só a minúscula calcinha preta de renda, que parece ter sido escolhida a dedo para me provocar. Passo a mão pela barriga dela, subindo até os seios, apertando-os sem cuidado. Sinto os mamilos já endurecidos e aperto um deles entre
“Dante Ferretti” Amy me observa com uma expressão desconfiada enquanto Jake abre a porta do carro para nós. Não preciso perguntar o que está passando pela cabeça dela. Conheço esse olhar curioso. — Você ainda não me contou para onde estamos indo — comenta, aceitando minha mão para entrar no veículo. Sorrio e me sento ao seu lado. — Achei que já tivesse percebido que gosto de manter algumas coisas em segredo. — Você gosta de me deixar curiosa. É diferente. — E funciona. Ela revira os olhos, mas sorri. Jake dirige em direção ao endereço que combinamos mais cedo, enquanto passo um braço pelos ombros da minha esposa, trazendo-a para mais perto. Amy apoia a cabeça no meu peito. — Preciso avisar à Paige que vamos demorar mais um pouco? — pergunta baixinho.
Por alguns segundos, esqueço como se respira. Porque reconheço muito bem o documento em minhas mãos. Tão bem que, mesmo se fechar os olhos, consigo me lembrar de cada detalhe dele. O papel, as assinaturas, as cláusulas cuidadosamente redigidas… Até mesmo a pequena marca que fiz com a caneta ao assinar meu nome naquela tarde. É o nosso contrato de casamento. O mesmo que assinamos há um ano, quando descobri que estava grávida e minha vida virou de cabeça para baixo. O começo do que deveria ter sido apenas um acordo para o bem dos meninos, mas que hoje significa muito mais do que um simples documento. Levanto os olhos devagar e o encontro com o antebraço apoiado sobre a mesa, observando minha reação. — Dante… por que isso agora? — Faz tempo que esse papel deixou de fazer sentido, Piccola. Volto a olhar para as páginas, passando os dedos sobre uma das cl
Quatro semanas depois… Parada em frente ao espelho do closet, me pergunto pela milésima vez se o vestido que escolhi é realmente a melhor opção para esta noite. Escolhi um longo branco, que destaca minhas curvas e deixa os ombros à mostra. Mas como escolher algo que combine com o pedido de “quero você ainda mais linda essa noite” do meu marido? — Vai ficar aí se admirando até amanhã, Piccola? Olho pelo espelho e encontro meu marido encostado no batente do closet, já vestido para o jantar. A camisa preta está aberta no primeiro botão, as mangas dobradas até os antebraços e o cabelo escuro perfeitamente arrumado. Lindo, como sempre. — Estou tentando decidir se gostei do vestido. Dante se aproxima sem pressa e para atrás de mim. Suas mãos encontram minha cintura, e ele beija demoradamente a curva do meu pescoço. — Acredite, eu gostei tanto que estou repensando a ideia de sairmos desse quarto. Solto uma risada, inclinando um pouco a cabeça quando ele volta a beijar mi







