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Capítulo 40

last update publish date: 2026-09-18 23:52:44

Estava me sentindo normal.

Levantei-me da cadeira e andei um pouco de um lado para o outro, em linha reta.

Segui mais algumas instruções da Dra. Maísa. Ela chegou à conclusão de que tudo estava normal.

Fui para casa e me deitei. Como estava cansada, adormeci logo.

Acordei pouco tempo depois. Sentia um calor por todo o meu corpo. Parecia que estava ardendo por dentro.

Minha garganta estava tão seca que parecia uma lixa.

Fui à cozinha beber um copo de água.

Estava com muito medo. Aquilo era da va
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    Virei e dei de cara com Lara.Era justamente ela que eu tinha que encontrar naquele momento. Teria que me concentrar muito para não deixar transparecer meus comportamentos e reações.— Oi, Lara. Como está?— Estou bem. Você não ligou mais para mim. Aconteceu alguma coisa?— Não aconteceu nada. Tenho tido muito trabalho e quero ir descansar quando chego em casa.— Estou entendendo. Quando vamos juntas ao cinema?Minha cabeça estava começando a doer. Não estava com paciência nenhuma para aquela conversa. Ainda mais tendo meu pai no hospital.Como era óbvio, não iria contar nada para ela.— Prometo que esta semana vou arranjar um tempinho para irmos.— Claro. Você está diferente de alguma forma.Senti um calafrio.Será que ela ia perceber alguma coisa e me denunciar?— Eu? Mas em quê? Não vejo nenhuma diferença.— Não sei explicar. Sua pele está até mais brilhante.— Não sei. Talvez seja meu creme novo. Depois mostro qual é.Eu só queria que ela me deixasse em paz, então menti. Não exist

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    Olhei em seus olhos, ainda sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Tinha funcionado? Assim tão rápido? Tínhamos a solução nas mãos! — Então quer dizer que... Ela me interrompeu com um gesto. Não podíamos falar ali. — A partir de agora, você só pode ser atendida por mim. Preciso fazer mais testes. — Neste momento, só quero que meu pai se recupere. As lágrimas voltaram. A Dra. Maísa me deu um abraço. — Ele é forte! Vai ficar melhor, você vai ver. Afastei-me dela e limpei os olhos. — Sabemos bem que, nessa profissão, não podemos prometer nada. — Você tem razão. Mas podemos ter esperança. Tentei me levantar, apoiando-me na mesa que estava à minha frente. Ela me impediu. — Mel, você ainda não pode se levantar sozinha. Vou ajudá-la a se deitar em uma cama. — Eu não quero me deitar. — Mas você vai. É o melhor a fazer neste momento. Daqui a uma hora ou duas, já terá passado. Contrariada, deixei-me guiar por ela até duas salas ao lado. Com cuidado, ela me

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    Estava me sentindo normal.Levantei-me da cadeira e andei um pouco de um lado para o outro, em linha reta.Segui mais algumas instruções da Dra. Maísa. Ela chegou à conclusão de que tudo estava normal.Fui para casa e me deitei. Como estava cansada, adormeci logo.Acordei pouco tempo depois. Sentia um calor por todo o meu corpo. Parecia que estava ardendo por dentro.Minha garganta estava tão seca que parecia uma lixa.Fui à cozinha beber um copo de água.Estava com muito medo. Aquilo era da vacina, com certeza.Tive que me sentar. Estava vendo tudo girar. Fechei os olhos.Piorou!Tentei me acalmar.Abri os olhos, molhei o rosto e o pescoço e bebi bastante água.A sensação de tontura e náusea foi passando.Mas continuava com aquela sensação de queimadura.Meu corpo inteiro parecia estar em chamas.Tentei ver se conseguia dormir mais um pouco.Só consegui adormecer pouco antes de amanhecer.A sorte era que não tinha trabalho naquele dia. Estava de folga.Consegui descansar até mais tar

  • Contrato Proibido com um Estranho   Capítulo 39

    Diria que ela ficou de queixo caído.Não esperava que eu fosse confrontá-la, e sim que ficasse com medo.Fingi que não estava acontecendo nada.— Oi, Lara. Você por aqui? Como está?— Oi. Estou bem, obrigada. Sim, eu estava dando uma volta e vi alguém ao longe, mas não tinha certeza se era você.Ela, fingindo-se de sonsa, estava acabando com minha paciência. Mas fiz o possível para me conter.Sorri para ela.— Pelo visto, era mesmo eu. Você quer vir tomar um chá na minha casa?Ela pareceu confusa.— Mas... agora?— Sim, agora.— Você não ia encontrar alguém neste momento?— Eu marco para outro dia. Na verdade, essa pessoa é uma chata. Só vou porque tenho pena dela.Toquei de leve no braço dela, rindo.Ela riu também. Parecia mais à vontade.— Então eu aceito, sim.— Que bom. Você nunca foi lá em casa. Peço desculpas pelas minhas atitudes, mas estava tentando me adaptar a essa nova vida.— Eu compreendo. É muito diferente, não é? - Vou só fazer uma chamada para a pessoa com quem tinh

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    A Dra. Maísa me fez sinal para ir para o canto entre a escrivaninha e a parede. Fez um gesto para eu não fazer barulho e cobriu aquela área com um lençol branco.Ela saiu e ouvi sua voz:— Sim. Boa noite. Estou trabalhando.A pessoa entrou no espaço. Era um homem da vigilância.— O que está fazendo aqui a essas horas?— Como disse, estou trabalhando.Ele chegou mais perto. Eu ouvia seus passos em minha direção, até que pararam.— Não sei quem lhe deu autorização para estar aqui, mas sabe que não é permitido.— Não preciso de autorização. Sabe quem eu sou?Ela falava com autoridade e segurança na voz.— Não sei e nem me interessa. Regras são regras e são para todos.— Eu sou a Dra. Maísa, criadora do novo projeto de investigação. Imagino que já tenha ouvido falar de mim. Tenho total autorização para fazer o que for necessário para a investigação.Ele mudou o tom.— Peço desculpas. Mas vou ter que confirmar o que está me contando. E esse lençol aqui é para quê?Meu coração quase parou.

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