LOGINValéria:
Comecei a dançar, alisando o poste de pole dance. Comecei a abrir o zíper lateral do vestido vermelho. Optei por uma lingerie preta só para provocar.
A cada centímetro de zíper aberto, os três se remexiam na cadeira. O pau estava quase rasgando a calça e eu adorando a cena.
A cada batida da música me empolgava mais. Retirei o vestido e o joguei para eles, eles quase engasgaram
Ryder:— Ei, espera! — Tentei detê-la, mas foi em vão. Ela abriu a porta e vi os olhos dela se arregalarem.Eu ainda não fazia ideia do que fosse um tal quarto vermelho, mas tinha certeza de que, se eu tivesse de fato um, isso a chocaria bem menos do que o que ela encontrou ali.Parei ao lado dela, olhando para dentro do cômodo.Se meu apartamento era um primor de organização, era porque um pequeno espaço dele servia para abrigar todo o caos.E era justamente aquele quarto.O cômodo estava abarrotado de caixas, sacolas e malas velhas, além de móveis antigos. Estava tudo limpo e sem poeira – afinal, eu contratava uma empresa de limpeza para faxinar todo o apartamento uma vez por semana, e isto incluía aquele quarto – mas era difícil até mesmo andar ali dentro com tanta coisa.— Não era você o paranoico por organização, Carinho? — Aline me provocou, olhando para mim.— São apenas... algumas coisas antigas...Ela adentrou o quarto, indo até uma velha cômoda de madeira. Em cima dela havia
Ryder:Então eu me aproximei mais um passo, surpreendendo-a ao colar meus lábios em sua bochecha em um beijo. Em seguida, falei baixo em seu ouvido.— Seus irmãos e suas cunhadas estão visivelmente desconfiados, então vamos ao menos tentar fingir que isso é real.Podia ser uma impressão minha, mas a pele do pescoço dela pareceu se arrepiar com aquele sussurro. E eu também não podia afirmar que fiquei indiferente ao sentir o cheiro suave de sua pele e de seus cabelos ruivos que caíam em ondas pelos ombros.Quando me afastei, ela levou as mãos à minha gravata, fingindo ajeitá-la. E também sussurrou, de modo com que apenas eu poderia ouvir.— Ainda dá tempo de desistir, querido.— Você vai concordar em vender a empresa para mim, doçura?— Com todo o respeito, minha vida, mas eu prefiro morrer a fazer isso.— Está preferindo se casar comigo a fazer isso, princesa.— O que é muito parecido com a morte, amorzinho.— Eu odeio você, sabia, meu anjo?— É totalmente recíproco, meu bem.Nós nos
Aline:— Não teria. — Fui sincera. Mesmo que eu fosse, naquela época, completamente apaixonada por ele, eu não teria a falta de caráter de tentar beijar um cara comprometido. Obviamente, decidi não comentar sobre a parte dos meus sentimentos. — Sem contar que eu não cheguei efetivamente a te beijar. Se sua namorada e você tivessem um relacionamento de confiança um com o outro, ela teria acreditado quando você disse a ela que não a traiu.— Eu sempre fui um homem fiel em todos os aspectos e a todas as pessoas da minha vida, se é isso que você quer colocar em dúvida.— Não é a sua fidelidade que estou colocando em dúvida. Quem colocou foi a sua namorada. Um sinal de que, no mínimo, vocês não estavam conectados um com o outro suficientemente para que ela confiasse inteiramente em você. E, foi mal, Ryder Reynolds, mas essa parte já não pode ser colocada na minha cota de culpa.Terminando de falar, joguei mais uma batata na boca e a mastiguei devagar, enquanto saboreava a expressão de ódio
Aline:— Que fique bem claro que eu estou em completo estado de desespero, senão, jamais estaria tendo essa conversa com você.Sentado diante de mim, do outro lado da mesa do mesmo restaurante de onde tínhamos acabado de jantar e para onde retornamos depois daquela inusitada proposta, ele virou uma dose de tequila garganta abaixo.Logo que voltamos a entrar ali e fomos guiados para a mesma mesa onde eu, minutos antes, tive um dos piores encontros da minha vida, Ryder pediu ao garçom que lhe trouxesse uma garrafa de tequila. Talvez o álcool servisse para ajudá-lo na coragem de levar aquilo adiante.Neste momento, eu me senti frustrada por não beber. Decidi descontar a ansiedade na comida e pedi uma porção bem grande de batata frita, a qual ainda esperava chegar.— Acredite, o seu desespero foi bem visível — ele retrucou, já enchendo o seu copo novamente.— E você? Quer tanto assim a RB a ponto de topar... fazer isso?— Quero. E ainda acho que tudo poderia ser muito mais simples se você
Ryder:— Você não gosta dele, não.— Ah, claro... agora você consegue ler meus pensamentos e os meus sentimentos.— Era só ver a cara com que você olhava para aquele homem da última vez que vi os dois juntos. Aliás, olhar foi tudo o que você conseguiu fazer naquele encontro, já que ele não te deixou falar nem por um minuto.— E por que estava tão interessado em fiscalizar o meu encontro?— Não estava interessado. E nem fiscalizando nada. Eu apenas não tinha como não enxergar. Nossas mesas estavam bem próximas.— Bem, espero que hoje estejam bem distantes. Tenha um bom jantar.Dizendo isso, ela jogou o batom dentro da bolsa e deu meia-volta, retornando ao salão.Quando terminei de tirar o excesso de vinho da minha camisa e pude enfim retornar
Ryder:— Sei que não tenho nada a ver com isso, Joyce. E que pode parecer que falo isso apenas porque tenho interesse na compra da RB. Mas veja como o conselho de um amigo: tente fazer com que sua filha mude de ideia. Tendo em vista a situação em que Ralph as deixou, isso será o melhor para todos, inclusive para ela.— Eu tentei, Ryder. Mas Line é teimosa. Nisso ela é igualzinha ao pai. Ela não aceita vender a empresa, acredita que pode recuperá-la e não vai desistir disso.— Se é assim, eu infelizmente não vejo no que eu poderia te ajudar.— Existe um jeito de ajudar, Ryder. Um que, talvez, também seja muito vantajoso para você.— E qual seria?— E se você se casar com ela?Pausa.Silêncio total.Por alguns instantes, eu apenas continuei olhando







