INICIAR SESIÓNDois corações quebrados se unem por um sentimento comum: a vingança. Evelyn tinha o mundo aos seus pés, riqueza, família, amigos e amor. Até que tudo ruiu da noite para o dia Traída pelo homem que amava e humilhada por sua maior rival, ela perdeu os pais, a fortuna e até a própria dignidade em uma única noite de horror. Sem teto, sem um centavo e com sede de justiça, o destino a coloca diante de Dante, o homem que ela sempre considerou seu maior inimigo. Dante é um magnata frio, calculista e implacável. Depois de ser rejeitado, abandonado e humilhado publicamente pela única mulher que amou, ele transformou seus sentimentos em um desejo profundo de vingança. Para recuperar sua honra e destruir quem o feriu, ele cria um plano perfeito: um casamento. E o destino coloca diante dele a pessoa menos provável, a herdeira caída do seu maior grupo rival. Ela precisa de seu poder e dinheiro para se reerguer. E ele precisa de sua beleza e status para recuperar sua dignidade, e juntos, precisam de vingança contra aqueles que os traíram e rejeitaram. Unidos pelo desejo de vingança, os dois entraram num jogo onde sentimentos são proibidos, e a paixão é um erro imperdoável.
Ver másEu era uma órfã que acreditava ter tirado a sorte grande na vida. Adotada por uma família de posses e prestígio, desfrutava de uma vida que muitos só podiam sonhar em ter: pais amorosos, uma fortuna sem fim e um noivo que me amava.
Mas, da noite para o dia, tudo se foi.
Meus pais sofreram um golpe, a empresa deles faliu e, temendo a vergonha de ver seus nomes na lama, optaram por uma fuga definitiva: o suicídio.
— Pai, mãe! — chamei ao entrar em casa, regressando às pressas das férias interrompidas.
Porém, toda a casa estava em silêncio. Nenhum empregado, ninguém para me receber como de costume.
Corri até o quarto deles, e o que vi paralisou todo o meu corpo: meu pai e minha mãe estavam deitados na cama, de mãos dadas e com os rostos pálidos, mortos.
Todo o meu corpo congelou, e notei o frasco de veneno jogado no chão. Desesperada, corri até eles, abanando seus corpos frios.
— Pai, mãe, acordem! Por favor, acordem! — gritei em prantos, sacudindo os corpos rígidos.
Meu choro foi interrompido pela campainha, que tocava freneticamente.
Ao abrir a porta, homens de terno invadiram o local com uma ordem judicial para confiscar a casa.
Ignorando minha dor, etiquetaram cada móvel e objeto, até mesmo a cama onde meus pais jaziam.
— Você tem 24 horas para desocupar o imóvel — disse um dos oficiais, com a voz fria, antes de sair batendo a porta.
Logo em seguida, meu celular vibrou com notificações do banco:
"Seus cartões foram bloqueados."
"Suas contas foram congeladas."
Tentei ligar para o gerente do banco, mas ele foi ríspido:
— Não temos mais ligação com os Fuentes. Por favor, não volte a ligar.
Desesperada, liguei para sócios do meu pai, amigos, contadores e advogados; todos desligavam no primeiro toque.
Corri aos cofres da casa, e todos estavam abertos e completamente vazios. Eu estava sem um centavo sequer para o funeral deles.
No ápice do desespero, a campainha soou novamente.
Quando cheguei a sala, ali estava ele, como um salvador enviado pelos céus, Vítor Régnier, meu noivo.
Corri até ele como quem corre para seu porto seguro, pronta para me jogar em seus braços. Mas parei ao ver a figura feminina que surgiu atrás dele.
Adelina Sampaio.
A mulher que mais me odiava no mundo. A mulher que me odiava desde os tempos do orfanato, um ódio gratuito que eu nunca consegui entender.
Ela caminhou até Vítor, segurando o braço dele com intimidade, como se fossem... um casal.
— Evelyn, que bom que você ainda está aqui — disse Adelina, com um sorriso de orelha a orelha. — Assim não teremos o trabalho de convidar você para visitar nossa nova casa, não é, amor?
Recuei, zonza e incrédula. Olhei para Vítor, buscando alguma explicação.
— V-Vítor... o que é isso? O que essa mulher está fazendo aqui? Do que ela está falando?
Vítor me encarou com um olhar gélido que eu nunca tinha visto antes.
— Você tirou tudo da Adelina no passado. Era para ela ter sido adotada pelos Fuentes, se você não a tivesse deixado doente naquela época.
— O quê? D-Do que você está falando? — voltei a perguntar, sentindo uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
Vítor caminhou até mim, me cobrindo com sua aura negra e opressora, a mesma que ele usava para intimidar qualquer um que tentasse me machucar.
— Dar um golpe na empresa do seu pai e orquestrar a tomada de tudo foi só o começo. Vou garantir que você pague, centavo por centavo, tudo o que tirou da Adelina!
Ele segurou meu queixo com força, causando-me dor, com a mesma mão que um dia usou para acariciar meu rosto.
Nós três havíamos crescido no mesmo orfanato. Eu fui adotada, mas nunca os esqueci. Quando Vítor se formou no ensino médio, implorei para meus pais pagarem sua faculdade na melhor universidade do país.
Naquela época, ele se ajoelhou aos meus pés, jurando devoção eterna. E eu, na minha ingenuidade romântica, pedi apenas que ele fosse meu noivo.
Após a formatura, meu pai o colocou como diretor-geral, tratando-o como o sucessor perfeito, como um filho.
Mas, como um cão ingrato, ele mordeu a mão que o alimentou. Deu um golpe na empresa, esvaziou os cofres e usou o dinheiro para comprar nossos bens confiscados.
— Pegue suas coisas e saia! A partir de agora, a legítima senhora desta casa é a Adelina. — Ele ordenou com a voz fria, soltando meu rosto de forma brusca.
— Por quê? — perguntei entre lágrimas. — Eu amei você. Fiz tudo por você! Por que você está fazendo isso comigo?!
Vítor soltou uma risada de escárnio.
— Eu sempre amei a Adelina! Se você não tivesse cruzado o nosso caminho, ela teria a vida perfeita que você roubou dela!
— Amor, pega leve... afinal, ela acabou de perder os pais. — Adelina ironizou, com um sorriso perverso.
— E daí? Se eles morreram, a culpa é toda dela! Se eles tivessem adotado você, nada disso teria acontecido. — Vítor acariciou o rosto dela, sorrindo.
— VÍTOR! — gritei, não conseguindo mais suportar aquilo.
— Meus pais estão mortos porque você os empurrou para o abismo! Você é o culpado por tudo isso!
Em um surto de fúria e dor, agarrei um vaso de porcelana e o joguei na direção deles, transformando a sala em um caos de cacos voando por todos os lados.
Vítor protegeu Adelina com o próprio corpo, mas um estilhaço minúsculo raspou a têmpora dela, fazendo um fio de sangue escorrer.
— Ai! Meu rosto está arruinado! Vítor, faça alguma coisa! — ela choramingou de forma dramática.
Vítor se virou para mim com os olhos injetados de ódio. Antes que eu pudesse reagir, desferiu um tapa violento no meu rosto, forte o suficiente para me arremessar contra os cacos de vidro espalhados pelo chão.
Minhas mãos e joelhos foram cortados, sangrando no mesmo instante, enquanto meu rosto ardia pelo tapa.
— Evelyn! Pare com esse chilique de menina mimada! Ponha-se no seu lugar. Você não é nada agora! — Vítor gritou, apontando o dedo para mim, antes de se virar e pegar Adelina no colo.
— É melhor você rezar para o rosto da Adelina não ficar marcado, ou eu mesmo desfiguro o seu.
Levantei o rosto lentamente, apenas para vê-lo saindo, levando Adelina em seus braços.
Ela me encarou por cima do ombro, sorrindo de forma perversa, como se dissesse:
"Eu venci."
Por longos minutos, fiquei ali caída entre os cacos de vidro e o sangue, como algo inútil que já não tinha valor algum, descartada. Em poucas horas, perdi meus pais, minha casa, minha fortuna e o homem que jurava me amar. Achei que aquele fosse o pior dia da minha vida. Mal sabia eu que o verdadeiro inferno ainda estava apenas começando.
UM ANO DEPOIS... O jardim da mansão dos Franconi, em Miami, estava completamente preparado para o batismo de Marcos. As mesas estavam decoradas com flores claras, os garçons circulavam pelo espaço organizando os últimos detalhes, enquanto as duas famílias chegavam aos poucos para participar da cerimônia. Isabella supervisionava tudo com atenção, enquanto Sofia e Beatrice discutiam discretamente sobre a disposição de alguns arranjos, como se o batismo fosse um grande evento de Estado. — Onde está o batizado? — Isabella perguntou, olhando ao redor. — Está chegando — respondeu Vitória, surgindo logo depois pelo caminho que levava ao jardim. Ela carregava Marcos nos braços, e o pequeno vestia um terninho branco que o deixava ainda mais fofo e encantador. Vitória também usava um vestido branco florido, os cabelos arrumados e um sorriso orgulhoso no rosto. Ao lado dela vinha Lucien, que imediatamente se aproximou para ajudá-la. — Finalmente! — Isabella sorriu. — Eu já estava começan
Vitória tentou segurar as lágrimas, mas foi inútil. Uma delas escapou pelo canto de seu olho e percorreu sua face antes que ela pudesse limpá-la. Ela soltou uma pequena risada emocionada, olhando para Lucien ajoelhado diante dela, ainda segurando a caixa aberta com a aliança. — Sim... — respondeu, com a voz trêmula. — Eu aceito. Lucien sorriu imediatamente. Vitória respirou fundo e passou os dedos pelo rosto antes de continuar. — Eu aceito porque, quando penso no futuro, você está nele. Não sei exatamente como serão os próximos anos, nem tudo o que vamos enfrentar, mas sei que quero descobrir tudo isso ao seu lado. Quero continuar conhecendo suas manias, reclamando quando você estiver sendo convencido e perfeito demais, brigando quando você estiver errado... Lucien riu. — Isso parece mais uma ameaça do que uma declaração. Vitória também riu entre as lágrimas. — Deixe-me terminar. — Ela segurou a mão dele. — Quero dividir meus dias com você, os bons e os difíceis. Quero conti
— Você está pensando em finalmente dar o próximo passo com o Lucien?Vitória ficou em silêncio por alguns segundos, encarando Sônia sem saber exatamente o que responder. Ela abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Não negou, porém também não confirmou. Apenas desviou o olhar e começou a organizar alguns documentos sobre a mesa, embora sua atenção estivesse muito longe dali.— Eu não se. Quer dizer... talvez. Mas isso não significa que eu esteja pensando em casamento agora.Sônia cruzou os braços e a observou com um sorriso divertido. — Você acabou de dizer que quer ter o "seu bebê"Vitória suspirou. — Sim eu quero! Eu sou mulher, tenho o meu instinto materno. Mas... Não é tão simples.— Claro que é. — Sônia se aproximou da mesa. — Você ama o homem, ele ama você, vocês praticamente vivem juntos e agora você voltou de Miami falando sobre bebê, família e como foi bonito ver o Dante e a Evelyn construindo uma vida juntos.Vitória fez uma careta.— Quando você coloca dessa maneira, parec
Lucien estava na sala de estar da mansão dos Fuentes em Miami, despedindo-se de Evelyn e Dante. Ele mantinha um sorriso tranquilo enquanto explicava que ele e Vitória precisariam voltar para a Espanha por causa do trabalho. Evelyn, sentada no sofá ao lado de Dante, fez uma expressão imediatamente contrariada.— Mas por que tão cedo? — choramingou ela. — Eu já estava me acostumando com vocês vindo aqui todos os dias. Até o Marcos já está acostumado com a presença de vocês.Lucien soltou uma pequena risada.— Eu também vou sentir falta de vocês. Mas nós realmente precisamos voltar. Já estamos aqui há tempo demais e o trabalho está nos chamando.— E como eu vou explicar isso para o Marcos? Ele vai perguntar onde estão os dois que aparecem aqui todos os dias.Antes que Lucien pudesse responder, uma voz veio do corredor.— Falando de nós?Os três se viraram ao mesmo tempo. Vitória apareceu segurando Marcos nos braços, sorrindo enquanto se aproximava.— Olha só quem já está de fralda tro












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.
reseñasMás