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Capítulo Sessenta e Seis: Um Rosto de Nova York, Novamente

Autor: Joyce Claire
last update Data de publicação: 2026-09-28 17:16:22

Recebi a notícia da forma antiga, do jeito que a maioria das informações reais chegara a mim nestes últimos meses, de segunda mão, através de alguém em quem eu confiava o suficiente para realmente acreditar.

Marcus ligou em uma noite de terça-feira, a voz cuidadosa de uma forma que me fez sentar antes de ele dizer mais do que algumas palavras.

"Preciso te contar uma coisa," disse ele. "Provavelmente não é nada, quero dizer isso de cara, porque não quero que você entre em parafuso antes de ouv
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    Eles o limparam e pesaram enquanto eu ficava deitada ali, ainda tremendo, ainda recuperando o fôlego, assistindo cada segundo como se não pudesse me dar ao luxo de piscar. "Dois quilos e novecentos e setenta gramas," anunciou a enfermeira, enrolando-o firmemente em um cobertor de hospital antes de trazê-lo de volta. "Pulmões fortes neste." Ela o colocou de volta contra meu peito, e ele se acalmou quase imediatamente, o choro furioso de alguns minutos antes se acomodando em respirações pequenas e resfolegantes contra minha pele. Olhei para baixo para ele, para os dedos impossivelmente pequenos enrolados no cobertor, o tufo escuro de cabelo, o rosto ainda franzido e vermelho e mais bonito do que qualquer coisa que eu já vira na vida. "Oi," disse eu de novo, mais quieta desta vez. "Oi. Esperei tanto tempo para te conhecer." Daxton ficou ao lado da cama, ainda nas roupas que vestira às duas da manhã, os olhos avermelhados de uma forma que me disse que ele estivera lutando contra as

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    Acordei um pouco depois das duas da manhã com um sentimento que não precisei adivinhar desta vez. Isto não era um aperto que vinha e ia educadamente, me dando espaço para respirar entre as ondas. Isto veio forte, baixo, e não soltava completamente antes da próxima começar a se construir logo atrás, fiquei muito quieta no escuro por um momento, esperando, algum velho instinto em mim esperando que ainda pudesse se revelar nada. Não se revelou. Sentei-me, a mão pressionada plana contra o estômago, e estendi a mão para o telefone com a outra, os dedos desajeitados no escuro. Daxton atendeu no segundo toque, a voz grossa de sono por exatamente um segundo antes de afiar. "Está acontecendo," disse eu. "Acho que está realmente acontecendo desta vez." "Estou indo," disse ele, e eu o ouvi já se movendo, a mesma urgência rápida e controlada de semanas antes. "Com quanta frequência?" "Perto," disse eu, rangendo os dentes através de outra enquanto dizia. "Perto demais para contar direito."

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    Atingiu-me em uma noite de terça-feira enquanto eu estava parada no fogão, uma colher de pau em uma mão, vapor subindo de uma panela que eu nunca cheguei a terminar. O aperto veio do nada, forte o suficiente para eu deixar cair a colher e agarrar a borda do balcão em vez disso, os nós dos dedos ficando brancos em volta dela. Fiquei ali congelada, esperando que soltasse. Soltou, eventualmente. Depois voltou, mais afiado, talvez quatro minutos depois. Liguei para Daxton antes de ter decidido completamente ligar para alguém. "Algo está acontecendo," disse eu, a voz mais aguda do que eu pretendia. "Não sei se é real. Estou com medo e não tenho mais ninguém." "Já estou pegando as chaves," disse ele, e eu ouvi uma porta, passos, o tilintar delas na mão dele. "Fale comigo. Como se sente?" "Apertado. Meu estômago inteiro, continua voltando." "Com quanta frequência?" "Não sei....." "Tudo bem. Comece a contar agora, eu estarei aí em dez." Ele chegou em oito. Quando o carro dele parou

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    Marcus ligou de novo três dias depois, mais cedo à noite desta vez, e algo no ritmo da voz dele quando atendi me disse que esta conversa ia ser diferente da última. "Eu investiguei mais," disse ele. "Com cuidado. Quero que você saiba que fui cuidadoso." "Ok." "Entreí em contato com um contato meu que faz trabalho de verificação ocasionalmente, alguém em quem confio, alguém que me devia um favor de um tempo atrás. Pedi a ele para verificar se alguém realmente registrou alguma coisa, fez algum tipo de busca formal, ligada ao seu nome.....qualquer um dos nomes. Serenity ou Anne." Meu peito apertou. "E?" "Nada formal," disse ele. "Nenhum processo judicial, nenhum pedido formal de investigação, nada que deixasse o tipo de rastros de papel com que eu estava preocupado. O que é bom, isso é genuinamente uma boa notícia." "Mas," disse eu, ouvindo na voz dele antes de ele terminar. “Mas meu contato me contou outra coisa. Aparentemente, a família tem feito uma verificação de rotina em pes

  • `DIVORCIADA APÓS APENAS UMA NOITE   Capítulo Sessenta e Seis: Um Rosto de Nova York, Novamente

    Recebi a notícia da forma antiga, do jeito que a maioria das informações reais chegara a mim nestes últimos meses, de segunda mão, através de alguém em quem eu confiava o suficiente para realmente acreditar. Marcus ligou em uma noite de terça-feira, a voz cuidadosa de uma forma que me fez sentar antes de ele dizer mais do que algumas palavras. "Preciso te contar uma coisa," disse ele. "Provavelmente não é nada, quero dizer isso de cara, porque não quero que você entre em parafuso antes de ouvir a coisa inteira." "Ok," disse eu, o estômago já apertando apesar da garantia dele. "Uma amiga minha ainda mora no seu antigo prédio. Nova York, quero dizer, o que você estava ficando antes de sair. Ela mencionou, meio de passagem, que alguém tem andado por aí fazendo perguntas sobre uma mulher que costumava ficar lá e a descrição combinava com você o suficiente para ela achar de mencionar para mim, sabendo que costumávamos trabalhar juntos." "Que tipo de perguntas?" "Nada específico, pelo

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    Eu não planejei escrever. Aconteceu do jeito que a maioria das coisas honestas na minha vida começara a acontecer ultimamente, sem permissão, nas horas quietas quando eu não conseguia dormir e a mente se recusava a ficar onde eu mandava. Estava sentada na minha pequena mesa um pouco depois da meia-noite, o berço terminado no canto, o apartamento quieto exceto pelo baixo zumbido da mini geladeira, e me peguei estendendo a mão para o caderno em vez do telefone, uma página em branco em vez das anotações que eu normalmente guardava ali. *Jason,* escrevi, e então fiquei ali por um longo momento, a caneta pairando, insegura do que vinha a seguir. Eu não me permitira pensar em escrever para ele há semanas. Em algum ponto entre o anúncio do casamento e o acidente, entre o aviso de Cordelia e a longa viagem de trem para fora da cidade, eu dissera a mim mesma que aquela esperança particular estava terminada, guardada com tudo o mais que eu deixara para trás. Mas sentada ali no silêncio, a m

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