Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe

Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe

last updateÚltima atualização : 2026-06-28
Por:  AnnandaCompleto
Idioma: Portuguese
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Ele é o herdeiro de um império bilionário. Frio, estratégico e acostumado a controlar tudo ao seu redor, Edward Fitzgerald nunca permitiu que emoções interferissem em seus planos. Para ele, relacionamentos são descartáveis e o amor é uma fraqueza que não pode se dar ao luxo de ter. Até que uma exigência ameaça seu controle. Seu avô impõe uma condição definitiva para a sucessão: ele precisa se casar e construir uma família. Do outro lado está Dayse Whithmore. Discreta, competente e determinada a manter a própria vida sob controle, ela vê tudo desmoronar após uma traição devastadora. Em uma noite impulsiva, marcada pela dor e pela necessidade de esquecer, ela se envolve com um estranho intenso… e acorda no dia seguinte sem lembrar de nada. Tentando seguir em frente, Dayse comete um erro impensável: assina um contrato sem revisar. O prejuízo é milionário. Sua carreira está por um fio. Mas o verdadeiro choque ainda está por vir. Na sala de reuniões, ela descobre que o homem da noite anterior não é apenas uma lembrança confusa, ele é Edward Fitzgerald. Seu chefe. Enquanto o pânico ameaça dominá-la, Edward enxerga naquela situação uma oportunidade perfeita. Frio, calculista… e interessado. A proposta vem sem espaço para recusa: — Case-se comigo. Eu resolvo o problema. Um contrato pode salvar sua carreira. Um casamento pode garantir o império dele. Mas, em um jogo onde tudo começou com uma noite esquecida, o maior risco não é a mentira… É descobrir o que acontece quando o controle começa a escapar.

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Capítulo 1

Prólogo - A Noite Que Ninguém Deveria Lembrar

A primeira coisa que Dayse Whitmore fez depois de descobrir que sua vida havia desmoronado foi entrar em um bar em Manhattan.

A segunda foi pedir uma vodka dupla. 

E a terceira foi não perceber que, desde o instante em que entrou, já havia sido escolhida.

Manhattan pulsava naquele dia, mas nada ali parecia vivo o suficiente para competir com o caos dentro dela.

As luzes dos prédios refletiam nos vidros dos carros que passavam em fluxo constante pelas avenidas. Ao mesmo tempo, a música que escapava dos bares próximos se misturava ao ruído contínuo da cidade.

Tudo isso criava aquela atmosfera típica das noites urbanas: a sensação de que, em meio à multidão e ao caos iluminado da cidade, sempre existe alguém tentando esquecer alguma coisa.

Era exatamente isso que Dayse Whitmore estava tentando fazer.

Quando empurrou a porta do bar, o ar quente e carregado de perfume, álcool e as vozes animadas, a envolveu imediatamente, como se o lugar inteiro estivesse convidando qualquer pessoa que entrasse ali a deixar seus problemas do lado de fora, pelo menos por algumas horas.

Ela caminhou até o balcão com passos firmes, embora por dentro estivesse muito menos segura do que aparentava. Se sentou  no banco alto, apoiou a bolsa ao lado e respirou fundo antes de falar.

— Vodka — pediu, passando a mão pelos cabelos escuros que caíam sobre os ombros. — E não economize.

O barman ergueu uma sobrancelha, a observando rapidamente, como quem já reconhecia o tipo de noite que aquela mulher pretendia ter.

— Pura?

Dayse soltou um suspiro que carregava mais cansaço do que lucidez.

— E, dupla.

O copo foi colocado diante dela e, sem hesitar, ela o ergueu e virou o líquido transparente de uma só vez, sentindo o álcool descer queimando pela garganta até o estômago, onde se espalhou como uma pequena chama reconfortante.

Era exatamente o que precisava.

Por alguns segundos, permaneceu ali, olhando para o reflexo distorcido do espelho atrás das garrafas, tentando ignorar a lembrança da discussão que ainda ecoava na sua cabeça. 

A traição, as mentiras, e as promessas quebradas. 

Ela fechou os olhos por um instante.

— Outra — disse, empurrando o copo vazio para frente.

O segundo copo ainda estava sendo servido quando ela sentiu que estava sendo observada. Não era apenas alguém a olhando por acaso, era um olhar mais demorado, observador, pesado o suficiente para fazer um arrepio surgir na sua espinha. 

Dayse virou o rosto devagar e foi quando o viu.

Ele estava alguns metros afastado, encostado casualmente no balcão com um copo na mão, observando-a com uma expressão curiosa que misturava confiança e um certo tipo de arrogância.

Era alto, muito alto, com o tipo de força que chamava atenção mesmo quando ele permanecia parado.

Era o tipo de homem cuja presença parecia ocupar mais espaço do que realmente ocupava. Vestia uma camisa branca impecável, com as mangas dobradas até os antebraços, revelando músculos firmes sob a pele. No pulso, um relógio caro chamava atenção, enquanto seus olhos verdes percorriam o ambiente com calma, como se estivessem analisando cada detalhe ao redor.

Quando percebeu que ela havia notado seu olhar, ele ergueu levemente o copo em sua direção, num gesto silencioso de brinde, e então começou a se aproximar devagar.

— Parece que você está tentando se afogar em vodka. — disse enquanto se aproximava.

Dayse arqueou uma sobrancelha, virando o corpo de leve no banco para encará-lo.

— E você parece estar tentando puxar conversa… sem saber se deveria.

Um sorriso lento surgiu no canto da boca dele.

— Eu nunca faço nada sem saber exatamente o que estou fazendo.

Ela inclinou a cabeça, analisando.

— Isso soa mais como arrogância do que como confiança.

— Normalmente são a mesma coisa.

Ele se aproximou um pouco mais parando ao lado dela, próximo o suficiente para que ela percebesse o perfume dele, um aroma sofisticado que imediatamente chamou sua atenção.

— Problemas? — ele perguntou, como se já soubesse a resposta.

Dayse soltou uma risada leve, mas sem suavidade.

— Você sempre aborda mulheres assim? Como se estivesse avaliando um investimento?

— Só quando vale a pena.

Ela estreitou os olhos.

— E você já decidiu se vale a pena?

Ele não hesitou.

— Desde o momento em que você entrou.

Dayse sorriu e dando mais um gole na sua bebida.

— Você é perigosamente confiante.  — ela disse, mas havia um brilho diferente no olhar.

— Eu prefiro o termo preciso. Normalmente, eu não erro.

Ela se inclinou levemente em direção a ele.

— E eu prefiro homens menos previsíveis.

Ele sorriu.

— Então você vai se decepcionar.

— Ou talvez não — ela rebateu, com os lábios quase curvando em desafio.

Foi a vez dele beber o seu drink sem desviar os olhos de Dayse nem por um segundo. 

— Me responda, por que essa expressão de quem claramente está considerando colocar fogo em tudo só para ver o que sobra depois?

Ela o encarou por alguns segundos antes de responder.

— Porque transformar tudo em cinzas ainda parece mais simples do que organizar o caos que eu chamo de vida.

O comentário fez com que ele soltasse uma risada.

— Imagino. Pessoas que pensam demais costumam preferir soluções radicais.

Ela o observou por um instante, curiosa.

— E você? — perguntou. — Por que está aqui?

Ele deu de ombros com naturalidade.

— Porque hoje eu precisava de uma distração à altura… e você acabou chamando minha atenção.

Houve um breve silêncio entre os dois, do tipo que carrega expectativa. Então ele comentou, analisando o rosto dela com atenção.

— Você é oriental?

Dayse inclinou levemente a cabeça.

— Metade.

— Interessante…

Ela estreitou os olhos.

— Isso foi uma cantada?

Ele sorriu novamente, dessa vez com uma expressão ainda mais confiante.

— Não. Foi apenas uma observação.

Ela também acabou sorrindo.

— Você é muito convencido.

— E você está muito bêbada para perceber que isso está funcionando.

Dayse riu. E naquele instante percebeu que, pela primeira vez naquela noite, estava se sentindo menos triste.

Ele estendeu a mão.

— Edward.

Ela hesitou apenas por um segundo antes de apertar a mão dele.

— Dayse.

Os dedos dele permaneceram segurando os dela por um instante a mais do que o necessário, o toque foi firme e quente o suficiente para fazer seu corpo reagir. 

— Prazer — ele disse.

Ela inclinou levemente o rosto.

— Ainda iremos  descobrir.

A noite continuou com mais bebidas, mais proximidade e mais risadas.  E em algum momento, sem que nenhum dos dois percebesse exatamente quando, o espaço entre eles simplesmente deixou de existir.

Quando saíram do bar, já estavam de mãos dadas.

Quando a porta do quarto do motel se fechou atrás deles, nenhum dos dois tinha qualquer intenção de parar.

O beijo veio rápido, intenso, urgente, como se os dois estivessem tentando afogar em desejo tudo aquilo que estavam tentando esquecer.

E por algumas horas, funcionou

O que nenhum dos dois sabia, é que aquela noite  que deveria ser apenas um erro conveniente entre dois estranhos, não seria esquecida.

Muito menos perdoada.

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Lucila Cavalcanti
Lucila Cavalcanti
Essa história e intensa e apaixonante do início ao fim. Quem ainda naos leu vem se apaixonar por esse casal inusitado e caliente parabéns autora mais um livro maravilhoso
2026-08-18 06:54:47
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Carol  Fernandes
Carol Fernandes
Esse livro e maravilhoso demais parabéns autora estou correndo para ler o próximo
2026-08-18 06:47:01
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0
Dany   Cosen
Dany Cosen
Amei mais este livro maravilhoso desta autora, aliás ainda não consegui escolher de todos que eu li, o qual gostei mais…. Obrigada
2026-08-09 22:33:18
3
1
Celia Siqueira Correia
Celia Siqueira Correia
vou ler interessante também
2026-07-25 10:07:17
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0
Oliveira Penha Penha
Oliveira Penha Penha
Amei seu livro ......... História linda de personagens marcantes. ... Parabéns Amanda e obrigada ...
2026-07-09 17:59:35
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