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Capítulo 2

ผู้เขียน: Serein M
Todos os olhares na sala se voltaram para mim.

O aviso de Damien fez minha loba se encolher de dor.

Forcei um sorriso, minha voz mal passando de um sussurro.

— Não. Só estou um pouco cansada.

Os olhos dele ainda estavam frios, mas ele deixou passar. Voltou sua atenção para os convidados como se nada tivesse acontecido.

Fiquei encarando a comida no meu prato, incapaz de engolir uma única garfada. O vínculo de companheiros no meu peito se contorcia, cada batimento do coração sendo como uma nova facada.

Depois da festa, consegui alcançá-lo quando ele estava a caminho do escritório.

— Damien, preciso falar com você. É importante.

— Agora não — ele disse, sem sequer olhar para mim. — Lila precisa de mim.

— Isso é sobre o meu futuro e o da alcateia! — bati a carta de oferta de The Talons na mesa dele.

— Eu disse que agora não!

Ele levantou a cabeça de repente, os olhos cheios de irritação.

— Serena, por uma vez na vida, você não pode ser compreensiva? Seja mais como a Lila. Você sabe que o pai dela morreu por mim. Eu tenho uma dívida com ela.

Como a Lila… compreensiva?

Eu parei de ouvir o resto. As mesmas desculpas cansadas de sempre.

Meu coração virou gelo.

Lila sempre seria mais importante para ele, não importava o que acontecesse?

Peguei a carta de volta em silêncio, lutando contra a ardência no nariz enquanto me virava para sair.

— Tudo bem. Vou para o meu quarto.

Ele já estava mergulhado no trabalho novamente, como se eu nunca tivesse estado ali.

De volta ao meu quarto, sentei na beira da cama, sentindo-me mais sozinha do que nunca. O pingente de lobo com pedra da lua que deveria ter sido meu agora estava no pescoço de Lila.

Na manhã seguinte, bati novamente na porta do escritório dele.

— Entre.

Damien estava atrás da mesa, uma pilha de documentos à sua frente. Parecia estar de bom humor.

— Sobre ontem — comecei.

— Serena, antes que você diga qualquer coisa, tenho uma notícia para você — ele me interrompeu, com uma expressão estranhamente expectante. — O Conselho da Alcateia se reuniu ontem à noite. Eles decidiram transferir seu assento para Lila.

Congelei.

— O quê?

— Lila precisa de um propósito para conseguir superar a morte do pai — ele disse, levantando-se. Seu tom era casual. — Um lugar no conselho é a oportunidade perfeita para ela.

— Esse é o meu lugar! — finalmente gritei, incapaz de me conter.

— Eu passei dois anos conquistando esse assento! Enfrentei três provas de vida ou morte para consegui-lo dos Anciãos! Ele representa a minha honra!

— E agora é dela. — Ele franziu a testa, irritado com meu descontrole.

— Serena, como Luna, você deveria ficar feliz pelo crescimento da Lila.

— Eu me recuso! — cuspi, a voz tremendo. — Ninguém vai tirar o meu lugar a menos que eu esteja morta!

O rosto de Damien escureceu imediatamente. Ele avançou em minha direção.

— Você está sendo irracional.

— Irracional? — Eu tremia de raiva. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

— Eu conquistei aquele lugar!

— Então aquela sua obediência silenciosa ontem à noite foi só atuação? Já voltou a fazer birra? — ele zombou.

Suas palavras foram como um tapa no rosto. Dei um passo para trás, o peito arfando.

— Sabe de uma coisa, Damien? — minha voz tremeu. — Eu deveria ter percebido isso há um ano.

Um ano atrás, eu havia encontrado Lila na floresta, encontrando-se secretamente com Marcus — o filho de um Alfa rival. Eles estavam nos braços um do outro, íntimos como amantes.

Corri de volta para a mansão para contar a verdade a Damien.

Mas Lila chegou antes de mim.

— Damien! Me ajude! — ela chorou, entrando correndo no salão, tremendo. — Serena está me acusando de trair a alcateia. Está ameaçando contar a todos que eu sou uma espiã!

— Eu só disse — tentei explicar.

— Eu não consigo controlar! — os olhos de Lila ficaram vermelhos de repente quando ela começou a se transformar. — As palavras dela… doem demais!

Uma loba recém-transformada perdendo o controle era extremamente perigosa. Damien imediatamente assumiu sua forma Alfa, liberando seu comando para suprimir a loba dela.

Então ele se virou para mim, os olhos ardendo de fúria.

— O que você fez com ela?

— Eu não fiz nada! Eu só —

TAPA!

O som estalou pelo salão como um chicote.

— Peça desculpas a ela!

Seu comando Alfa me esmagou.

— Agora!

Caí de joelhos, as lágrimas turvando minha visão. A dor do vínculo de companheiros era mil vezes pior do que a ardência na minha bochecha.

— Me desculpa — sussurrei para Lila.

Lila assentiu “debilmente”, apoiando-se contra o peito de Damien.

— Eu te perdoo, Serena. Afinal, você só estava preocupada comigo.

Nosso vínculo de companheiros começou a rachar naquele dia.

— Percebido o quê, há um ano?

A voz cortante de Damien me trouxe de volta ao presente.

Balancei a cabeça, um gosto amargo na boca. Não consegui dizer mais nada.

— Nada.

— Sobre o assento, isso é uma decisão, não uma discussão — ele disse, sentando-se novamente. Seu tom era puro gelo. — Não me decepcione, Serena.

Eu apenas fiquei ali, encarando o homem que um dia amei com tudo o que tinha. Seu rosto ainda era bonito, mas seus olhos eram de um estranho.

— Tudo bem. — Virei-me e caminhei entorpecida até a porta.

— Cuide dos seus assuntos.

De volta ao meu quarto, puxei uma mala empoeirada.

Se meu amor, meus sacrifícios e minha dignidade não significavam nada para ele, então não havia motivo para eu continuar ali por causa dele.

Eu aceitaria a oferta de The Talons.

Mas não por cinco anos.

Para sempre.

Enquanto jogava peça após peça de roupa cheia de lembranças dentro da mala, Damien entrou furioso no quarto. Seus olhos caíram imediatamente sobre a mala aberta na cama.

Sua mandíbula se contraiu.

— Que diabos é isso, Serena?

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