LOGIN**Bianca**
— Filha, você tem certeza disso? Você pode trabalhar daqui do morro mesmo… — minha mãe fala, claramente triste. — Tenho sim, mãe. Eles estão precisando de médicos e ninguém quer trabalhar lá. A senhora sabe melhor do que ninguém o quanto o povo é preconceituoso com o morro. Eu preciso ajudar aquelas pessoas. — respondo, e ela concorda com a cabeça, mesmo sem gostar da ideia. Por mais difícil que fosse me deixar ir, nós duas sabíamos que aquilo era necessário. Eu tinha dedicado a minha vida inteira à medicina. Sempre sonhei em ajudar quem realmente precisava, e o morro do tio Felipe estava carente de profissionais. Quando surgiu a oportunidade, eu aceitei sem pensar duas vezes. — Eu sei, meu amor… mas vou morrer de saudades. Na verdade, já estou morrendo de saudades da minha princesinha. — Ela me abraça apertado, arrancando uma risada minha. Pra mim também não era fácil ficar longe dos meus pais. Só que eu precisava aprender a caminhar sozinha. Hoje eu começava a trabalhar no Complexo do Alemão. Por mais que eu quisesse evitar qualquer contato com o Kauê, eu sabia que poderia ser muito útil ali. Os moradores estavam sofrendo com a falta de médicos competentes, e eu não podia ignorar isso. Eu iria ficar na antiga casa do meu pai, o que já ajudava bastante. Assim economizava com aluguel, porque, agora, eu estava começando minha vida por conta própria e precisava aprender a controlar meu dinheiro. — Mãe, nem é tão longe assim. A gente pode se ver todo final de semana. Eu nunca vou deixar de vir aqui. Quero continuar perto da senhora, do papai e do meu irmão. — digo, abraçando ela de novo. Minha mãe sempre foi muito sensível. — Eu sei, minha filha… só queria que seu pai estivesse aqui também. — Ela suspira pesado. Mas nós duas levamos um susto quando ouvimos a voz rouca dele ecoando pela sala. — Cheguei, meus amores! Meu pai entra pela porta carregando várias sacolas. Na mesma hora, minha mãe abre um sorriso enorme e corre para abraçá-lo. Ela já estava abalada com a minha ida pro morro, mas a ausência dele tinha piorado tudo. Meu pai tinha saído em missão e ninguém sabia ao certo quando voltaria. Assim que minha mãe se afastou, fui correndo abraçá-lo também. Eu já estava morrendo de saudades. — Pai, que bom que o senhor voltou! — Corri pra adiantar tudo, mas precisava me despedir de você. — Ele me aperta forte nos braços, quase me sufocando. — Falando assim até parece que eu tô indo pra outro país. — rio. — Pra mim é exatamente isso. — Ele dramatiza, fazendo minha mãe rir da expressão engraçada dele. — Eu só vou pro morro do tio Felipe, pai. O senhor sabe que eles precisam muito de mim lá. — Eu sei, meu amor. E é por isso que tenho tanto orgulho de você. — Ele sorri emocionado. — Obrigada, pai. Eu que tenho orgulho de ser filha de vocês. Prometo que vou estar sempre vindo visitar. Nem vai dar tempo da saudade apertar. — Vem mesmo, minha filha. Nós te amamos muito. — minha mãe fala, nos abraçando juntos. — Patroa? Olho para a porta e vejo Dentinho entrando. — E aí, Dentinho? — meu pai cumprimenta ele. — Fala aí, patrão. Vim levar a feiosa pro morro. — ele diz, me zoando, enquanto meu pai cai na risada. Eu ia morrer de saudades dele também. Dentinho sempre implicava comigo, mas era como um irmão. A gente brigava o tempo inteiro, mas se amava na mesma intensidade. Ele tinha só um ano a mais que eu, mas desde pequena me protegia de tudo. — Feio é tu, cabelo de capivara! — Vai deixar ela falar assim comigo, tia? — ele pergunta pra minha mãe, fingindo indignação. Minha mãe começa a rir, mas logo tenta disfarçar, me olhando séria. — Bianca, respeita ele! — Puxa-saca! — reviro os olhos, arrancando mais risadas deles. Minha mãe tinha um carinho enorme pelo Dentinho. Quem visse de fora até pensava que ele era filho dela também. E, sinceramente… era quase isso. Abraço meus pais mais uma vez antes de sair. — Vou indo, meus amores. Assim que eu chegar mando mensagem. — Tudo bem, filha. Domingo vai ter churrasco na casa do FP, nós vamos pra lá. — Mamãe ama você. — Também amo vocês! — sorrio. Saio de casa ao lado do Dentinho, que já começa a me irritar no caminho. Como sempre. Dentinho era completamente maluco pilotando moto. Em poucos minutos já estávamos na entrada do morro. Mas, assim que paramos na barreira, meu coração pesa. Porque a primeira pessoa que eu vejo é justamente quem eu menos queria encontrar agora. Respiro fundo enquanto desço da moto com minha mochila. Minhas coisas já estavam na casa. Antes de sair em missão, meu pai tinha me ajudado com tudo. — Obrigada pela carona, Dentinho. — sorrio, abraçando ele forte. — Pô, feiosa… vou sentir saudade de tu, papo reto. — Eu também. Mas vou estar sempre indo visitar vocês. — Acho bom mesmo. Qualquer coisa é só chamar que eu venho correndo. Tu sabe disso, né? Concordo com a cabeça e abraço ele mais uma vez. Logo depois, Dentinho sobe na moto e vai embora. Fico parada por alguns segundos, olhando os meninos da barreira. Tomo coragem e começo a subir. Cumprimento alguns deles pelo caminho, mas evito ao máximo olhar pra ele. Tudo o que eu queria era chegar logo em casa. Agora eu sabia que as coisas seriam ainda mais difíceis comigo morando ali, tão perto dele. Mas eu precisava focar na minha vida. Precisava esquecer tudo o que aconteceu entre nós. Aquilo não podia… e nem devia… acontecer de novo.Mr Eu posso ter exagerado em ter saído daquele jeito.Mas porra, eu pensei que a Bianca ia querer ficar comigo.Só que ela quer voltar pro morro daquele cuzão e eu não confio nele...Cheguei na boca boladão e já fui acendendo um pra relaxar.. Souza entrou na sala de cara fechada também e me olhou .– Pensei que tu nem ia brotar..Fala me encarando.– Tava resolvendo umas coisas.– Tô ligado, pô. Por que a Crislaine tá na sala de tortura? – Porque essa puta voltou e tá se achando demais.Fall com raiva e ele me encara sério.– Mas e vocês dois? – Não tem nós dois ! Eu tenho certeza que ela tá de Tróia pra cima de mim. Depois desses anos todos ela volta do nada? – Ela sempre gostou de tu, pô.– De mim e do morro todo. Até tu já pegou, esqueceu?Falo encarando ele que tava se preocupando demais.– Deixa essas fitas pra lá, eu tô bem com a minha mulher.. Falo desviando o olhar do meu.– E ela ? Pergunto da Ray.– Tá em casa, deve brotar mais tarde. Queria desenrolar uma parada con
Rayane ..Depois de tomar café com o Souza, ele foi embora, graças a Deus.Não que eu não quisesse ficar perto dele, mas depois do que fiz, aquilo me deixava mal porque eu sabia que era errado...Fui pro quarto correndo depois de trancaram porta, mas eu sabia que ele não devia estar mais lá, porém ainda tinha esperança mesmo com medo.Assim que abri, senti o perfume dele, mas como eu disse, ele não estava mais..Sentei na cama sentindo aquele cheirinho gostoso no travesseiro e me agarrei a ele.Ouvi meu celular vibrar e peguei ele em cima da cômoda.Era um número desconhecido e eu até estranhei, mas mesmo assim abri pra ver.Desconhecido: Obrigado pela melhor noite da minha vida. Eu ainda quero mais delas ao seu lado por todos os dias. Mas isso quem decide é você. Só não demora muito. Deixei uma parada pra tu na primeira gaveta do banheiro. Ele é seu pra lembrar de mim.🫶Sorri olhando a mensagem e guardei o celular.Fui até o banheiro abrindo a gaveta e peguei o cordão com pingente
Bianca Depois do nosso banho super gostoso, ele me deixou em uma pensão no morro e foi pra boca. Ainda bem que ele pediu ao vapor pra trazer roupas pra mim, se não eu ia ter que usar os trajes dele. Kkk..Liguei pro Denis e disse pra ele me encontrar aqui, mas ele tava demorando demais. Certeza que esse bofe tá aprontando.Espero não ser o que tô pensando, se não eu vou ter que andar armada o tempo todo pra proteger ele. KkkDenis tava afim da Rayane, isso era nítido . Eu até shippo muito eles dois, mas tem o Souza nisso tudo. ..Fiquei ali aguardando meu amigo enquanto comia e respondia algumas mensagens.As do meu pai eu nem abri porque sabia que vinha bo dos grandes com ele.Minha noite foi muito boa, e a manhã melhor ainda. Não tava afim de brigar com ninguém.Continuei conversando com a Ju e atualizando algumas coisas..Aproveitei pra postar uma foto que tirei com Murilo ....Assim que terminei de postar, sorri e senti um puxão no meu cabelo quase me fazendo cair..Consegui
Mr Acordei do lado da minha mulher com meu rádio tocando.Ela estava toda linda dormindo e eu queria deixá-la descansar mais um pouco.Peguei o rádio e fui pra sacada.** Visão ? ** Chefe, o Lz tá no morro e quer falar com você.** Manda ele ir lá pra boca, eu já tô indo.** Jaé.Desligo e respiro fundo.Vai ser foda o Lz aceitar minha relação com a Bianca, mas eu não posso fazer nada. Ela é minha mulher e vai ficar comigo, quero nem que ela volte pro morro do K2.Volto pro quarto e ela tá acordando toda linda coçando os olhos. Como eu nunca reparei que ela ainda tem a mesma mania de criança.– Bom dia, amor. – fala sorrindo e eu sorrio de volta. É bom pra caralho escutar isso dela.Ela senta na cama e o lençol cai de seu corpo revelando os seios fartos e gostosos.– Melhor se vestir..Falo baixo e vou até ela tocando os bicos que estão duros e sensíveis por eu ter passado a noite ali me aproveitando.– Kkkk. Nem vem, tu acabou comigo. Preciso de comida pra ficar forte de novo.
Bianca.– E agora, Murilo. O que a gente faz? Falo sentando no colo dele que fumava seu baseado na sacada do quarto .A gente tinha vindo pra cá. – Nós fica junto, pô. Eu não vou te deixar ir. Tu é minha. Fala todo possessivo e eu pego o baseado de sua mão dando um trago.– Eu amo quando tu diz que sou sua. – E tu é, sábado vou te colocar no meu nome.Pega o baseado de volta.– E o meu pai? Ele não vai aceitar, tenho certeza.Ele acha que o Mr quer vingança por causa do pai dele.– Eu vou falar com ele, mas mesmo assim tu fica aqui comigo, tu vem ser a patroa desse morro.Sorri de lado segurando meu queixo forte e morde meu lábio de leve me dando um selinho no final.– Tava com saudades dessa pegada gostosa, amor. Falo colocando minha outra perna do lado dele e agora fico sentada de frente.– E eu tava com saudades de te foder gostoso, minha mulher . Ele coloca o restante do baseado no cinzeiro e levanta comigo em seu colo.Vai me levando até a cama e eu o beijo.– Então vem ma
– Bianca, me deixa explicar.Ele tenta se aproximar de mim, mas eu me afasto .– Naaaao! Você me abandonou.Digo chorando. – Eu não te abandonei, Porra! Passei todos esses anos te procurando e não sabia quem tua era. Jamais imaginei que Bibi fosse de Bianca, achei que era da Gabriela. – Então por que mentiu? Por que deixou eu acreditar que tu se chamava Marcelo? – Eu não podia deixar que eles soubessem que era filho daquele monstro. O seu pai teria me matado.– Não, você não conhece o meu pai. Ele teria cuidado de você assim como cuidou de mim. – Bia, eu tinha sete anos, vivi o inferno ao lado daquele Homem. A tia Isabel que cuidou de mim depois que ele matou a minha mãe na minha frente. Ela era cozinheira da casa e me tratava como filho. Eu também tava sofrendo com morte dela e do seu pai por culpa do meu, mas eu quis cuidar de você. Só que eu não pude, eu não pude e me culpei por todos esses anos.– E por que você me deixou lá? Eu fiquei com medo, fiquei chorando perdida até o L







