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— Bianca, tu é maluca? O Kauê tá com a fiel dele e aquela garota te odeia!
— Problema é dela. — dou de ombros, terminando minha bebida. — Mulher, isso ainda vai dar merda. Tu sabe como o Kauê é. — Hoje eu só quero me divertir. — puxo Ju pelo braço e aponto pra entrada do pagode. — Olha lá teu boy chegando. Ju abre um sorriso na hora. Ronan vinha entrando daquele jeito dele, cheio de marra e simpatia ao mesmo tempo. Filho da tia Liz com o tio JF, cria do morro e braço direito do Kauê. Meu melhor amigo desde sempre. Atrás dele vinha Jotinha, gerente da boca principal. E o pior? O homem sabia exatamente o efeito que tinha em mim. — Cheguei, pragas! — Ronan grita, fazendo a gente rir. Ele puxa Ju pela cintura e dá um beijo demorado nela. — Oi, amor. — ela fala toda derretida. — Fala, peste. — brinco, batendo na mão dele. Jotinha já chega atrás de mim, me abraçando pela cintura. — Oi, lindo. — Fala, amor meu. Ele murmura no meu ouvido antes de deixar um beijo quente no meu pescoço. Fecho os olhos por um segundo, mas tudo perde a graça no instante em que sinto aquela presença. Kauê. Levanto o olhar devagar. Ele vinha acompanhado da Aline, toda montada, com aquela cara de superioridade que me dava vontade de rir. Ou de voar no pescoço dela. Meu peito aperta mesmo sem eu querer. Merda. Kauê cumprimenta os meninos, mas os olhos dele param em mim. Fixos. Pesados. Como se queimassem. Desvio na mesma hora, fingindo que não senti nada. Mas senti. E muito. Aline percebe e fica me encarando atravessado. — Amiga, que nojo. — Ju debocha baixinho. Eu solto uma risada nasal. — Pois é… bora dançar antes que eu perca a paciência. Puxo ela pra grade e começo a dançar. O pagode tava estourado, o chão tremendo, gente cantando alto, bebida passando de mão em mão… mas mesmo no meio daquela bagunça eu sentia os olhos dele em mim. Toda hora. Pesados na minha pele. Quando olho de relance, Kauê continua parado, de cara fechada, me observando enquanto Aline fala sozinha do lado dele. E aquilo mexe comigo de um jeito que eu odeio. Porque foi ele quem me destruiu primeiro. Ele que me prometeu o mundo… e depois apareceu assumindo outra na frente do morro inteiro, como se eu nunca tivesse significado nada. Mesmo assim… Meu coração idiota ainda balança quando ele me olha daquele jeito. [...] Horas depois, o baile já tava ficando ainda mais cheio quando resolvo ir embora. — Amiga, já vou indo. — Dorme lá em casa. — Não precisa. Minha mãe tá sozinha com o Matheus hoje. Vou de Uber mesmo. — Então me avisa quando chegar. — Aviso sim. Jotinha se aproxima de novo. — Quer que eu te deixe lá embaixo, amor? — Precisa não, lindo. Tá tranquilo ainda. Dou um beijo no rosto dele, me despeço de geral e começo a descer sozinha. O movimento na rua ainda tava grande por causa do baile, mas mesmo assim eu nunca gostei de andar sozinha à noite. Principalmente no morro. Aperto o casaco no corpo e acelero os passos quando entro no beco. Foi aí que escutei o barulho da moto. Meu coração disparou na hora. A moto vinha devagar atrás de mim. Devagar demais. Engulo seco e começo a andar mais rápido. Só que ela acelera. E para bruscamente na minha frente. Levo um susto tão grande que tropeço e caio sentada no chão. — Tá maluca, Bianca?! Reconheço a voz na hora. Levanto o rosto já irritada. — Aí, K2! Maluco é você! Quer me matar do coração?! Ele tira o capacete e passa a mão no cabelo. Bonito. Desgraçado. — Os menor falaram que tu tava indo sozinha. — E daí? — Eu tava deixando minha mulher em casa… Meu peito arde na mesma hora. Minha mulher. Como eu odeio ouvir isso. — E cadê ela? — pergunto seca. — Mandei outro levar. Ele desce da moto e vem na minha direção. — Vem. Eu te deixo na casa do teu pai. — Não precisa. Vou de Uber. Levanto limpando a roupa, mas ele continua me olhando daquele jeito intenso que sempre me desmontou. — Bora logo, Bianca. Ele segura meu braço. Bruto. Como sempre. — Me solta! Tá doido? Kauê aperta a mandíbula. — Porra, Bianca… eu não vou deixar tu ir sozinha. Dou uma risada sem humor. — Sério? E desde quando você se importa? Ele respira fundo. — Porque eu me preocupo contigo. Aquilo me quebra por dentro. Porque era exatamente isso que eu queria ouvir anos atrás. E ele escolheu outra. — Vai se fod*r, K2. Dou as costas, mas ele me puxa de novo. Dessa vez com força. Meu corpo b**e na parede fria do beco e ele se aproxima tanto que sinto a respiração dele b**er no meu rosto. Meu coração enlouquece. — Você não vai me perdoar nunca, né? Levanto o olhar devagar. Os olhos dele estavam diferentes. Cansados. Machucados. Mas eu também fiquei machucada. Muito. — Não. Minha voz falha. Odeio demonstrar fraqueza perto dele. Os olhos começam a arder. — Bianca… você sabe que eu— — Que você o quê, Kauê? — corto na hora. — Vai voltar pra tua mulher. Eu não quero ser.. Ele me cala. Com um beijo. Meu Deus. O mundo simplesmente para. As mãos dele seguram meu rosto com força enquanto a boca encaixa na minha como se tivesse saudade. E tinha. Eu sinto. Sinto em cada toque desesperado. Em cada respiração pesada. Em cada segundo daquele beijo errado. E pior… Eu correspondo. Porque perto dele eu sempre fui fraca. Sempre. Kauê aprofunda o beijo e meu corpo trai minha raiva imediatamente. As mãos dele descem pra minha cintura, me puxando contra ele, e eu quase esqueço de tudo. Da dor. Da traição. Da mulher dele. De tudo. Mas aí a consciência b**e. Empurro ele com força. — Me solta! Kauê me encara ofegante. Os olhos escuros. Cheios de coisa entalada. Só que eu não posso cair nisso de novo. Não posso. Saio correndo antes que ele fale qualquer coisa. Quando chego na barreira, entro no Uber praticamente tremendo. Encosto a cabeça no banco e fecho os olhos. Ódio. Desejo. Saudade. Tudo misturado. Kauê foi o homem que mais me machucou na vida. E infelizmente… Também foi o único que eu nunca consegui esquecer. [...] Chego em casa ainda desnorteada. Minha mãe tava na sala com o Matheus no colo. Converso um pouco com ela, tento fingir normalidade e depois subo pro quarto. O banho quente não ajuda em nada. Porque a sensação da boca dele ainda continua em mim. Coloco meu pijama e me jogo na cama exausta. Minutos depois, meu celular vibra. Número desconhecido. Abro a mensagem. 📱 “Boa noite, minha fada.” Meu peito aperta imediatamente. Fico olhando aquela tela por vários segundos enquanto uma lágrima escapa silenciosa pelo meu rosto. Droga. Daqui a alguns dias eu começaria a trabalhar no morro. E conviver perto dele ia ser um inferno. Porque eu precisava seguir em frente… Mas meu coração ainda insistia em ficar preso no passado.Mr Eu posso ter exagerado em ter saído daquele jeito.Mas porra, eu pensei que a Bianca ia querer ficar comigo.Só que ela quer voltar pro morro daquele cuzão e eu não confio nele...Cheguei na boca boladão e já fui acendendo um pra relaxar.. Souza entrou na sala de cara fechada também e me olhou .– Pensei que tu nem ia brotar..Fala me encarando.– Tava resolvendo umas coisas.– Tô ligado, pô. Por que a Crislaine tá na sala de tortura? – Porque essa puta voltou e tá se achando demais.Fall com raiva e ele me encara sério.– Mas e vocês dois? – Não tem nós dois ! Eu tenho certeza que ela tá de Tróia pra cima de mim. Depois desses anos todos ela volta do nada? – Ela sempre gostou de tu, pô.– De mim e do morro todo. Até tu já pegou, esqueceu?Falo encarando ele que tava se preocupando demais.– Deixa essas fitas pra lá, eu tô bem com a minha mulher.. Falo desviando o olhar do meu.– E ela ? Pergunto da Ray.– Tá em casa, deve brotar mais tarde. Queria desenrolar uma parada con
Rayane ..Depois de tomar café com o Souza, ele foi embora, graças a Deus.Não que eu não quisesse ficar perto dele, mas depois do que fiz, aquilo me deixava mal porque eu sabia que era errado...Fui pro quarto correndo depois de trancaram porta, mas eu sabia que ele não devia estar mais lá, porém ainda tinha esperança mesmo com medo.Assim que abri, senti o perfume dele, mas como eu disse, ele não estava mais..Sentei na cama sentindo aquele cheirinho gostoso no travesseiro e me agarrei a ele.Ouvi meu celular vibrar e peguei ele em cima da cômoda.Era um número desconhecido e eu até estranhei, mas mesmo assim abri pra ver.Desconhecido: Obrigado pela melhor noite da minha vida. Eu ainda quero mais delas ao seu lado por todos os dias. Mas isso quem decide é você. Só não demora muito. Deixei uma parada pra tu na primeira gaveta do banheiro. Ele é seu pra lembrar de mim.🫶Sorri olhando a mensagem e guardei o celular.Fui até o banheiro abrindo a gaveta e peguei o cordão com pingente
Bianca Depois do nosso banho super gostoso, ele me deixou em uma pensão no morro e foi pra boca. Ainda bem que ele pediu ao vapor pra trazer roupas pra mim, se não eu ia ter que usar os trajes dele. Kkk..Liguei pro Denis e disse pra ele me encontrar aqui, mas ele tava demorando demais. Certeza que esse bofe tá aprontando.Espero não ser o que tô pensando, se não eu vou ter que andar armada o tempo todo pra proteger ele. KkkDenis tava afim da Rayane, isso era nítido . Eu até shippo muito eles dois, mas tem o Souza nisso tudo. ..Fiquei ali aguardando meu amigo enquanto comia e respondia algumas mensagens.As do meu pai eu nem abri porque sabia que vinha bo dos grandes com ele.Minha noite foi muito boa, e a manhã melhor ainda. Não tava afim de brigar com ninguém.Continuei conversando com a Ju e atualizando algumas coisas..Aproveitei pra postar uma foto que tirei com Murilo ....Assim que terminei de postar, sorri e senti um puxão no meu cabelo quase me fazendo cair..Consegui
Mr Acordei do lado da minha mulher com meu rádio tocando.Ela estava toda linda dormindo e eu queria deixá-la descansar mais um pouco.Peguei o rádio e fui pra sacada.** Visão ? ** Chefe, o Lz tá no morro e quer falar com você.** Manda ele ir lá pra boca, eu já tô indo.** Jaé.Desligo e respiro fundo.Vai ser foda o Lz aceitar minha relação com a Bianca, mas eu não posso fazer nada. Ela é minha mulher e vai ficar comigo, quero nem que ela volte pro morro do K2.Volto pro quarto e ela tá acordando toda linda coçando os olhos. Como eu nunca reparei que ela ainda tem a mesma mania de criança.– Bom dia, amor. – fala sorrindo e eu sorrio de volta. É bom pra caralho escutar isso dela.Ela senta na cama e o lençol cai de seu corpo revelando os seios fartos e gostosos.– Melhor se vestir..Falo baixo e vou até ela tocando os bicos que estão duros e sensíveis por eu ter passado a noite ali me aproveitando.– Kkkk. Nem vem, tu acabou comigo. Preciso de comida pra ficar forte de novo.
Bianca.– E agora, Murilo. O que a gente faz? Falo sentando no colo dele que fumava seu baseado na sacada do quarto .A gente tinha vindo pra cá. – Nós fica junto, pô. Eu não vou te deixar ir. Tu é minha. Fala todo possessivo e eu pego o baseado de sua mão dando um trago.– Eu amo quando tu diz que sou sua. – E tu é, sábado vou te colocar no meu nome.Pega o baseado de volta.– E o meu pai? Ele não vai aceitar, tenho certeza.Ele acha que o Mr quer vingança por causa do pai dele.– Eu vou falar com ele, mas mesmo assim tu fica aqui comigo, tu vem ser a patroa desse morro.Sorri de lado segurando meu queixo forte e morde meu lábio de leve me dando um selinho no final.– Tava com saudades dessa pegada gostosa, amor. Falo colocando minha outra perna do lado dele e agora fico sentada de frente.– E eu tava com saudades de te foder gostoso, minha mulher . Ele coloca o restante do baseado no cinzeiro e levanta comigo em seu colo.Vai me levando até a cama e eu o beijo.– Então vem ma
– Bianca, me deixa explicar.Ele tenta se aproximar de mim, mas eu me afasto .– Naaaao! Você me abandonou.Digo chorando. – Eu não te abandonei, Porra! Passei todos esses anos te procurando e não sabia quem tua era. Jamais imaginei que Bibi fosse de Bianca, achei que era da Gabriela. – Então por que mentiu? Por que deixou eu acreditar que tu se chamava Marcelo? – Eu não podia deixar que eles soubessem que era filho daquele monstro. O seu pai teria me matado.– Não, você não conhece o meu pai. Ele teria cuidado de você assim como cuidou de mim. – Bia, eu tinha sete anos, vivi o inferno ao lado daquele Homem. A tia Isabel que cuidou de mim depois que ele matou a minha mãe na minha frente. Ela era cozinheira da casa e me tratava como filho. Eu também tava sofrendo com morte dela e do seu pai por culpa do meu, mas eu quis cuidar de você. Só que eu não pude, eu não pude e me culpei por todos esses anos.– E por que você me deixou lá? Eu fiquei com medo, fiquei chorando perdida até o L







