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Capítulo 125: Laços de Sangue e Escolha

last update publish date: 2026-10-30 00:18:17

O jantar na casa de Anna foi simples, mas delicioso. Ela preparou um assado de cordeiro com legumes, e a conversa fluiu, desviando dos problemas de Gabriel para memórias da infância dele e de Lucas. Anna contou sobre a primeira vez que Gabriel chegou em casa com um livro de anatomia, comprado com o dinheiro que juntou lavando carros. "Você tinha dez anos, Gabriel! Dez! E já sabia que queria ser médico."

Ele riu, a lembrança aquecendo algo dentro dele.

— E o Lucas? — ele perguntou, a curiosid
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    O restaurante era um dos mais caros de São Paulo, um daqueles lugares onde o couro dos assentos era tão macio que parecia te abraçar, e o cardápio não tinha preços — apenas nomes de pratos em francês que Louise, com seu português impecável, mas ainda não fluente em culinária, mal reconhecia. O maître os conduziu a uma mesa reservada, à meia-luz, com uma vista privilegiada para o skyline da cidade. Caio estava impecável. Camisa social branca de linho, o primeiro botão aberto, o cabelo bagunçado de um jeito que ele sabia que ela gostava. O sorriso dele era fácil, os olhos castanhos brilhavam, e ele a observava com uma intensidade que fazia Louise se sentir a única mulher no mundo. — Você está linda — ele disse, depois que o maître se afastou. — Esse vestido... é novo? Louise olhou para o vestido de seda verde escuro que havia comprado naquela tarde. Um presente para si mesma, uma forma de celebrar a nova fase. Ou talvez uma tentativa de se sentir no controle. — É novo — ela respond

  • Depois Daquela Noite   Capítulo 125: Laços de Sangue e Escolha

    O jantar na casa de Anna foi simples, mas delicioso. Ela preparou um assado de cordeiro com legumes, e a conversa fluiu, desviando dos problemas de Gabriel para memórias da infância dele e de Lucas. Anna contou sobre a primeira vez que Gabriel chegou em casa com um livro de anatomia, comprado com o dinheiro que juntou lavando carros. "Você tinha dez anos, Gabriel! Dez! E já sabia que queria ser médico." Ele riu, a lembrança aquecendo algo dentro dele. — E o Lucas? — ele perguntou, a curiosidade vencendo a mágoa. — Como ele está? De verdade? Anna suspirou, servindo mais vinho para os dois. — O Lucas está... bem, eu acho. Ele está sempre correndo. A vinícola no Brasil está indo bem, pelo que ele diz. Mas ele não fala muito. Você sabe como ele é. Sempre foi o mais independente, o mais aventureiro. Lembra quando ele decidiu que queria ser jogador de futebol e passou um mês inteiro treinando no quintal, debaixo da chuva? — E você deixou. — Gabriel sorriu. — Claro que deixei. Ele est

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