MasukOlĂĄ, meus amores! Tudo bem com vocĂȘs?
Se vocĂȘs achavam que a histĂłria da FamĂlia Durdday tinha chegado ao fim com o casamento inesquecĂvel da Anne e do Charles, preparem os coraçÔes: a nossa jornada estĂĄ apenas começando e a histĂłria vai continuar bem aqui neste mesmo livro!
A força desses personagens e o amor de vocĂȘs por este universo foram tĂŁo gigantes que a saga da FamĂlia Durdday se expandiu em trĂȘs arcos completos, reunidos todos aqui para vocĂȘs nĂŁo precisarem sair desta pĂĄgina para acompanhar cada reviravolta!
đ O QUE VEM POR AĂ A PARTIR DE AGORA?
đ Parte 1 (ConcluĂda): A histĂłria de Anne & Charles (onde tudo começou, cheia de superação, segredos de escritĂłrio e a descoberta do amor verdadeiro).
đ Parte 2 (Em andamento): A histĂłria de Mariana & MĂĄrcio (o casamento de fachada, as mĂĄgoas acumuladas e a paixĂŁo avassaladora do casal mais maduro e ardente da famĂlia!).
đ Parte 3 (Em breve): A histĂłria de Louise & Gabriel (a busca pela redenção no Brasil e a cura de uma alma marcada pelo passado).
đ O QUE ESPERAR DA PARTE 2?
Agora os holofotes se voltam para Mariana e MĂĄrcio. Aos olhos da alta sociedade de Edimburgo, eles sempre foram o retrato da perfeição e da estabilidade. PorĂ©m, longe dos olhares pĂșblicos, o silĂȘncio e o orgulho desgastaram a uniĂŁo.
Decididos a se separar, mas forçados por um acordo de aparĂȘncias a continuarem dividindo o mesmo teto â e a mesmĂssima cama â, eles vĂŁo transformar essa convivĂȘncia em um verdadeiro campo de batalha. Preparem-se para diĂĄlogos afiados, ciĂșme possessivo, provocaçÔes irresistĂveis e muita tensĂŁo!
â€ïž UM AGRADECIMENTO ESPECIAL
Quero agradecer do fundo do meu coração a cada um de vocĂȘs que lĂȘ, deixa a sua curtida e comenta em cada capĂtulo. VocĂȘs sĂŁo o combustĂvel diĂĄrio desta histĂłria!
đŹ ESPAĂO INTERATIVO:
Antes de virar a pĂĄgina para o prĂłximo capĂtulo, me contem nos comentĂĄrios:
Quem jĂĄ estava ansiosa para conhecer os segredos da Mariana e do MĂĄrcio?
Qual Ă© a maior expectativa de vocĂȘs para essa nova fase da histĂłria?
De qual cidade vocĂȘ estĂĄ lendo hoje?
Ajustem os cintos, peguem uma taça de vinho e venham se apaixonar por esse reencontro intenso sob o mesmo teto!
Boa leitura a todos!
Com todo o meu carinho,
Ărica A. Lopes Almeida đâšâ€ïž
Uma semana depois, o bar estava cheio e barulhento, com luzes baixas e mĂșsica animada tocando ao fundo. Mariana segurava uma taça de vinho branco, os olhos brilhando de um jeito que fazia anos que nĂŁo brilhavam. Ao lado dela, VitĂłria ria alto, jogando a cabeça para trĂĄs enquanto Melissa reabastecia os copos:â NĂŁo acredito que vocĂȘ ainda aguenta o MĂĄrcio â VitĂłria disse, balançando a cabeça: â Eu juro, depois do divĂłrcio, descobri que dormir sozinha Ă© o paraĂso.â Fala isso porque vocĂȘ nunca teve que aturar o ronco do Robson â AlĂcia respondeu, revirando os olhos: â Mariana, vocĂȘ tem sorte. O MĂĄrcio pelo menos Ă© quieto.Mariana riu, o som saindo solto e genuĂno:â Quieto ele Ă©. Quieto demais, Ă s vezes. Mas, depois de trinta anos, a gente aprende a conviver com os silĂȘncios.â Ou a preenchĂȘ-los com vinho â Melissa completou, erguendo a taça.Todas riram, e o som se misturou Ă mĂșsica ambiente. No palco ao fundo, um stripper começava sua apresentação, o corpo esculpido se movendo ao ritm
Alguns dias depois, o restaurante era discreto, um desses lugares que Edimburgo guardava para quem podia pagar pelo silĂȘncio. Veludo grenĂĄ nas paredes, luz de velas sobre toalhas de linho impecĂĄveis e uma privacidade que nenhum outro estabelecimento oferecia. Mariana escolheu a mesa ao fundo, longe das janelas, onde as sombras dançavam com a chama trĂȘmula dos castiçais.O Sr. Cameron chegou, um homem de pouco mais de sessenta anos, cabelos grisalhos perfeitamente penteados e olhos castanhos que carregavam uma inteligĂȘncia afiada. Ele apertou a mĂŁo de MĂĄrcio com firmeza, depois cumprimentou Mariana com um beijo no rosto que durou um segundo a mais que o necessĂĄrio:â Ă uma lĂĄstima â disse ele, sentando-se e ajustando os Ăłculos de leitura: â Conheço vocĂȘs hĂĄ dĂ©cadas. Vi o casamento de vocĂȘs. Vi os meninos crescerem. E agora isso.MĂĄrcio inclinou-se para trĂĄs na cadeira, os ombros tensos sob o paletĂł:â NĂŁo estamos aqui para lamentaçÔes. Queremos discrição absoluta.â Naturalmente â Came
O garçom trouxe uma bandeja de prata com um bule de chĂĄ Earl Grey, xĂcaras de porcelana fina e uma variedade de doces que fazia qualquer um salivar. Bolos de frutas vermelhas, tortas de limĂŁo, biscoitos amanteigados e trufas de chocolate amargo cobriam a mesa como um banquete para os olhos. Mariana serviu o chĂĄ para ambos, o vapor subindo em espirais perfumadas. Ela pegou um biscoito, mordeu a ponta e fechou os olhos por um instante: â Isso Ă© bom â murmurou, os traços do rosto relaxando. Charles observou a irmĂŁ com um olhar que carregava dĂ©cadas de memĂłrias. Ele pegou uma trufa, girou-a entre os dedos antes de perguntar, a voz baixa e cuidadosa: â VocĂȘ ainda se lembra do orfanato, Mariana? Ela suspirou, o som carregado de um peso antigo. Colocou o biscoito de volta no prato e apoiou as mĂŁos sobre a mesa, os dedos entrelaçados: â Como esquecer? â respondeu, a voz macia: â Perdemos nossos pais tĂŁo jovens, Charles. Eu tinha oito anos. VocĂȘ, onze. E, mesmo sendo apenas trĂȘs anos ma
Mariana passa a mĂŁo na testa, os dedos pressionando as tĂȘmporas como se tentasse conter uma dor iminente. Ela desvia o olhar de Eleonor, que ainda estĂĄ perto da lareira com aquele sorriso forçado, e se vira para MĂĄrcio:â NĂŁo estou me sentindo bem â ela diz, a voz baixa, quase um sopro: â Vou voltar para o quarto.MĂĄrcio a acompanha com os olhos, a mĂŁo estendida como se fosse tocar o braço dela, mas hesita:â E o almoço? VocĂȘ precisa comer alguma coisa.Mariana para no primeiro degrau da escada. Ela nĂŁo se vira, mas a voz vem clara, com um fio de amargura que nĂŁo passa despercebido:â Perdi a fome. E vocĂȘ estĂĄ em Ăłtima companhia, nĂŁo estĂĄ?A ironia Ă© sutil, mas cortante como navalha. MĂĄrcio franze o cenho, os olhos se estreitando. Ele dĂĄ dois passos em direção a ela, baixando a voz para que apenas Mariana ouça:â VocĂȘ estĂĄ com ciĂșmes?Mariana morde o lĂĄbio inferior com força. Por um instante, os olhos azuis dela faĂscam com algo que pode ser raiva ou uma vontade absurda de soltar um p
O banho morno enche o banheiro de vapor, as gotas escorrendo pelos azulejos claros enquanto Mariana permanece imĂłvel dentro da banheira. Ela olha para a superfĂcie da ĂĄgua por um longo momento, depois mergulha a cabeça.O silĂȘncio submerso a envolve como um casulo. O mundo lĂĄ fora para de existir â o choro, a culpa, o peso do caixĂŁo descendo Ă terra. Por alguns segundos, hĂĄ apenas o zumbido abafado da ĂĄgua nos ouvidos e a pressĂŁo no peito.Ela emerge com um arquejo, o cabelo loiro escorrendo, colado ao rosto. Limpa os olhos com as mĂŁos trĂȘmulas e Ă© quando percebe MĂĄrcio sentado na borda da banheira:â VocĂȘ nĂŁo precisa ficar aqui â ela diz, a voz rouca.â Eu sei.Ele nĂŁo se move. Apenas a observa, os olhos vermelhos fixos nela, como se temesse que ela desaparecesse se ele desviasse o olhar.O espaço apertado do banheiro parece encolher ainda mais. O vapor quente, o cheiro de sais de banho, a proximidade dos corpos. Mariana sente o calor dele mesmo atravĂ©s da camisola molhada, que se rec
O cĂ©u de Edimburgo estĂĄ cinzento, pesado como o chumbo que se alojou no peito de cada pessoa reunida naquele cemitĂ©rio. O vento corta a pele, mas ninguĂ©m se move. As lĂĄgrimas congelam antes de cair.Mariana estĂĄ de joelhos na terra Ășmida.O vestido preto, simples, sem nenhum adorno, estĂĄ manchado de barro na barra. Ela nĂŁo percebe. NĂŁo percebe o frio, nĂŁo percebe o vento, nĂŁo percebe as mĂŁos de MĂĄrcio tentando amparĂĄ-la pelos ombros. Sua visĂŁo estĂĄ turva, fixa naquele caixĂŁo de madeira escura que desce lentamente para a cova.Rodrigo. Seu primogĂȘnito.O nome ecoa vazio dentro dela, como um grito num abismo sem fundo.A voz do padre chega atĂ© ela como se viesse de muito longe, palavras em latim que deveriam trazer paz, mas que apenas escorrem sobre sua pele como ĂĄgua gelada. Ela aperta a terra nas mĂŁos com tanta força que as unhas arranham a palma, abrindo pequenos cortes. A dor fĂsica Ă© um alĂvio minĂșsculo diante do que rasga seu peito:â Meu filho â ela sussurra, mas o som nĂŁo sai. A







