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Capítulo 2

Penulis: Chama do Templo
Ela tinha mais um mês.

Era tempo de enfrentar aquelas pessoas e lutar para valer.

Bárbara fez uma ligação para o seu sócio e cancelou unilateralmente um projeto importante de quase cem milhões.

Se o projeto fosse concluído, o valor do Grupo Lemos dobraria novamente.

Mas ela tinha seu próprio orgulho e não seria mais a tola que se doava sem pensar.

No dia seguinte, Marcos retornou às pressas.

A diversão do homem foi interrompida, e seus olhos profundos reprimiam a raiva.

Ele abriu a porta do escritório e viu Bárbara bebendo café tranquilamente.

— Por que não atendeu minhas ligações? A parceria com Sullivan já estava acertada, e seu projeto de design, pela metade. Por que cancelou o projeto mais importante sem minha autorização?

Ao pensar que a feliz viagem de sua família de três pessoas ao exterior fora interrompida, Bárbara quase quis rir.

Ela usou a desculpa que ele costumava dar, dizendo de forma displicente:

— Desculpe, meu celular ficou sem bateria. Não tenho me sentido bem ultimamente, e a carga de trabalho do projeto é muito grande. Não quero me pressionar demais.

Da noite para o dia, ela olhou para o homem à sua frente, aquele que acompanhou desde a sua timidez juvenil até a sua maturidade imponente, e sentiu-se diante de um completo estranho.

Acontece que, no passado, enquanto ela carregava todo o peso, ele realmente não se importava.

Como esperado, Marcos ignorou a segunda parte da frase dela, seu rosto ainda sombrio.

Ela sorriu levemente e desferiu outro golpe:

— Você não fechou um projeto internacional ainda mais valioso com Beatriz ontem? Por que ainda se importa com este?

Que projeto internacional?

O dinheiro provavelmente já havia ido para o bolso de Beatriz.

Marcos enrijeceu o corpo, encarando-a fixamente.

A expressão dela era calma, sem desviar o olhar.

Aquele traço de obsessão e bajulação que antes existia em seus olhos havia desaparecido completamente.

De repente, ele sentiu que algo havia mudado.

Bárbara devia estar furiosa, e por isso o estava contrariando.

As palavras de reprovação chegaram à ponta da língua, mas ele as engoliu.

Ele sabia melhor do que ninguém que a empresa ainda não podia prescindir de Bárbara.

Seu talento para o design e sua percepção de mercado eram únicos; do contrário, o Grupo Lemos não teria se valorizado tão rapidamente.

Marcos supôs que a raiva de Bárbara se devia ao fato de ele ter mexido no fundo para o casamento na noite anterior.

Embora tivesse sido um ato impulsivo, bêbado, em meio aos prantos de Beatriz, ele não se arrependia, mas sentia um pingo de culpa em relação a Bárbara.

Suas sobrancelhas relaxaram um pouco, e seu tom de voz suavizou.

Ele suspirou.

— Bobinha, se está cansada, descanse bem. Não se force. A saúde vem em primeiro lugar.

Nesse momento, a porta do escritório se abriu.

Beatriz entrou naturalmente, de mãos dadas com seu filho de três anos, em um tom íntimo:

— Fred queria ver o tio Marcos trabalhando. Não estou atrapalhando, estou?

Apesar das palavras educadas, seus gestos eram totalmente desinibidos.

Ao ver a criança, a aura de Marcos suavizou-se instantaneamente.

Ele estava prestes a estender os braços para pegá-lo, por puro instinto, quando uma frase de Bárbara o paralisou no lugar:

— Como poderia atrapalhar? Não seja por isso. Gosto muito do Fred, até pensei em convidá-lo para ser o pajem no meu casamento com o Marcos.

A palavra "casamento" fez o rosto de Beatriz mudar drasticamente, mas ela rapidamente recompôs sua expressão e puxou discretamente o filho.

A criança imediatamente cooperou, gritando: — Eu não quero! Só se a minha mãe se casar com o tio Marcos!

O ar congelou instantaneamente.

Beatriz deu um sorriso resignado, tocando o nariz do menino:

— Meu filho, você precisa pensar nos sentimentos dos outros antes de falar. Não pode dizer o que bem entende.

Bárbara, no entanto, não demonstrou raiva nem aborrecimento.

Seu sorriso não diminuiu enquanto dizia gentilmente à criança:

— Fred, sua mãe tem razão, não se pode falar qualquer coisa. Eu e o seu tio Marcos estamos juntos há quatro anos, toda a empresa sabe do nosso relacionamento. Você não quer que as pessoas digam que sua mãe é uma amante, quer?

A expressão de Marcos escureceu.

Ele sentiu que o clima estava estranho e lançou um olhar severo para a criança.

Fred calou-se na mesma hora, com o rosto cheio de mágoa.

O sorriso no rosto de Beatriz congelou por um instante.

Ela havia caído em uma armadilha.

Amante?

Bárbara é que era a intrusa, não?

Ao lado, Marcos olhou para ela: — Beatriz, saia primeiro.

O coração de Beatriz gelou, mas lembrando que na noite anterior Marcos havia transferido o dinheiro do casamento dele com Bárbara para ela como prova de lealdade, ela se conteve.

Restando apenas os dois na sala, Marcos sentiu uma vaga inquietação e tomou a iniciativa de convidá-la:

— Bárbara, faz tempo que não temos um jantar à luz de velas. Vamos sair hoje à noite.

Ele compraria um presente para ela de passagem.

Aos seus olhos, Bárbara era fácil de agradar.

Ele a compensaria materialmente.

Para ele, Bárbara não tinha família nem amigos, seu único apoio era ele.

Todos esses anos, ela se agarrou a ele, não era por isso que ela o fazia?

— Se houver mais alguma coisa que você queira, pode pedir. Dinheiro também serve.

Bárbara já esperava por isso e sorriu: — Claro que há. E são muitas coisas.

Ela as reivindicaria, uma por uma.

Então era por dinheiro.

Apesar de Marcos já esperar, um sentimento complexo surgiu em seu coração.

Ele não sabia dizer o que era.

— Certo. Então, primeiro cuide da sua saúde, depois termine o projeto com o pessoal de Sullivan. À noite, sairei com você para relaxar.

Nesse momento, uma mensagem chegou no celular de Bárbara:

[Prezada Srta. Bárbara, aqui é o assistente especial, Bruno. O Sr. Nicolas foi informado sobre a intenção de aliança matrimonial da família Sousa e a convida para um jantar esta noite no Hotel Santos, A01.]

Bárbara fechou o celular com um gesto rápido e se levantou para sair.

Ela disse friamente: — Tenho um encontro com um cliente importante esta noite. Depois que fecharmos negócio, pensarei em resolver outros assuntos.

Crendo que ela iria se encontrar com um cliente do Grupo Lemos e notando que ela não mencionou mais o dinheiro do casamento, Marcos suspirou aliviado e não fez mais perguntas.

— Certo, deixamos o jantar para outra hora. O trabalho é mais importante. Não vou acompanhá-la até a saída. Desejo que sua reunião seja um sucesso.

O olhar de Bárbara escureceu.

Ele só se deu ao trabalho de fazer um esforço superficial com algumas palavras, sem qualquer continuidade.

Até mesmo a frieza que ela exibiu de propósito, ele não se deu ao trabalho de tentar agradá-la um pouco mais.

Depois que Bárbara saiu, Beatriz entrou, ainda ressentida e um tanto emotiva:

— Marcos, quando ela me chamou de amante, você sabe o quanto me doeu? Diante de uma inversão tão grande da verdade, você nem sequer me defendeu, pesando os prós e os contras. A balança dos seus sentimentos por Bárbara pesa mais do que os seus por mim, não é?

Marcos suspirou e deu-lhe um beijo nos lábios:

— Não pense besteira. Se eu prometi cuidar de você e do Fred, não vou me casar com ela. Muitos dos funcionários principais da empresa foram treinados por ela. Se a situação ficar muito feia, será ruim para a reputação do Grupo Lemos.

Beatriz segurou a respiração, e as lágrimas caíram instantaneamente:

— Você não sabe que, por você e pelo Fred, eu nem ousei aceitar o casamento arranjado pela minha família... Eu não estive com você nos momentos mais difíceis como Bárbara esteve, mas eu lhe dei um filho. Isso não é prova suficiente do meu amor? Agora você é o Sr. Lemos, a família Almeida não vai mais nos impedir.

Ela fez uma pausa.

— Você teria coragem de me decepcionar?

Ao ouvir essas palavras, Marcos ficou comovido.

Nos tempos de faculdade, ele não tinha nada.

Foi Beatriz quem, anonimamente, o financiou, protegendo seu frágil orgulho e até mesmo lhe enviando cartas para confortá-lo.

Ela sempre seria a mulher do seu coração, isso não mudaria.

— Jamais vou decepcionar você. — Ele a abraçou, prometendo. — Me dê mais um tempo. Quando Bárbara resolver o grande projeto com Sullivan para o Grupo Lemos e o valor de mercado da empresa se estabilizar completamente, nos consolidando no círculo da Cidade Phassa, eu terminarei com ela imediatamente e me casarei com você.

Beatriz se acalmou aos poucos.

Ela também sabia que, se o pressionasse demais, poderia empurrá-lo de volta para Bárbara, o que seria contraproducente.

Ela só podia esperar.

Hotel Santos.

Da mesa junto à janela, era possível avistar as luzes de toda a Cidade Zeus.

O homem estava envolto pela luz amarelada, como uma estátua esculpida pelo tempo.

O terno cinza-escuro ajustava-se perfeitamente ao seu corpo.

Cada dobra delineava com precisão a linha dos ombros e os músculos das costas.

Do punho bem cortado, despontava um pulso de pele clara.

Seus longos e belos cílios projetavam uma pequena sombra sob os olhos.

Ele só levantou o olhar preguiçosamente quando o som de passos se aproximou.

Sob os óculos de armação dourada, havia um par de olhos extremamente agressivos.

Os cantos dos olhos eram levemente levantados, e as pupilas, tão profundas quanto o mar em uma noite de inverno.

Quando seu olhar pousava em alguém, carregava um escrutínio sutil, como se pudesse ver através de tudo com facilidade, mas, por preguiça, escolhesse não revelar.

O som de jazz suave preenchia o restaurante.

Com seus dedos longos e delgados, ele apontou distraidamente para o menu.

Sua aura era imponente, mas não de uma frieza intencional, e sim da opressão natural de quem está acostumado a uma posição de poder.

Bárbara havia trocado de roupa especialmente para a ocasião, vestindo um longo vestido de seda champanhe.

Constantemente criticada por Marcos por ter um ar de escritório e não ser feminina, ela quase havia esquecido sua verdadeira aparência.

Naquele momento, com uma maquiagem leve e os cabelos longos presos, revelando um pescoço de cisne, branco e esguio, ela reencontrou um vislumbre da socialite da Cidade Phassa que um dia fora.

— Sr. Nicolas, a Srta. Bárbara chegou.
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