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Capítulo 6

Penulis: Chama do Templo
Marcos levantou-se abruptamente, com o rosto tomado pela incredulidade.

— Tente acalmá-lo por enquanto. Diga que Bárbara está muito cansada ultimamente e precisa de alguns dias de descanso. Depois daremos uma resposta clara. Peça a ele que, por favor, não desista do Grupo Lemos.

Ele não se preocupou em ir atrás de Beatriz. Em sua urgência, a primeira coisa que fez foi ligar para Bárbara, querendo esclarecimentos.

No entanto, o telefone apenas emitia o som frio de desligado.

Uma onda de fúria subiu-lhe à cabeça, deixando-o transtornado.

Ele não entendia como uma mulher, sempre tão compreensiva, podia ter se tornado tão difícil.

Ele não acreditava. Bárbara não tinha pais. Se o deixasse, se deixasse Cidade Zeus, para que lugar melhor ela poderia ir?

Com esse pensamento, Marcos sentiu um leve alívio e decidiu ir primeiro acalmar Beatriz.

Uma mulher como Bárbara não podia ser mimada demais.

Se ele lhe desse muita margem, ela poderia esquecer os tempos difíceis que passaram juntos e acabar por se sobrepor a ele.

Enquanto isso, na Cidade Phassa.

Bárbara estava no carro, a caminho da casa da família Sousa.

Ela já não se importava com os assuntos do Grupo Lemos e havia colocado o celular no modo silencioso.

Ao chegar novamente à propriedade da família Sousa na Cidade Phassa, sentiu-se um pouco atordoada.

No passado, ela já havia voltado para ver os pais secretamente, mas sempre de longe, sem ousar se aproximar.

Na época, ela havia rompido o noivado por causa de Marcos, causando um grande escândalo. Não tinha coragem de encarar a família.

Agora que havia chegado a um acordo com Nicolas, seus pais... não a culpariam mais, certo?

A família Alves, com certeza, teria a mesma atitude.

Ao ver Bárbara, o mordomo Tiago ficou primeiro chocado, depois surpreso e feliz:

— Senhorita, você voltou!

Bárbara assentiu levemente, mas seu olhar pousou em duas figuras familiares que saíam pela porta principal.

Sua tia, Melinda Sousa, e sua prima, Silvia Almeida.

Ao verem Bárbara, seus rostos também se encheram de surpresa.

— Bárbara?

Bárbara não gostava delas. Além de seus pais, ela não era próxima de ninguém na família.

Melinda apertou o casaco, olhando-a de forma estranha:

— Então, você decidiu voltar? Naquela época, por causa de um homem comum da Cidade Zeus, você rejeitou tolamente um casamento tão bom com a família Alves. Desde então, a família Sousa não ousa mais colaborar com a família Alves, com medo de retaliação. Ouvi dizer que a família Alves está ainda mais poderosa agora, praticamente domina a Cidade Phassa.

Silvia cobriu a boca com a mão e riu, com um tom de satisfação mal disfarçado.

Ela já havia sentido inveja da "sorte" de Bárbara, mas agora se sentia exultante.

— Exatamente. Mesmo que a família Sousa se humilhe e peça desculpas, eles provavelmente nem olhariam para nós. Agora que você voltou, o que vai fazer? Terá que se esconder sempre que vir alguém da família Alves, caso contrário, se irritar aquele Príncipe Herdeiro de temperamento difícil...

Quem era Nicolas?

O herdeiro da principal família da Cidade Phassa, bonito e rico, o homem dos sonhos de muitas mulheres, inclusive o dela.

Na época, quando soube que Bárbara havia recusado o casamento, ela sentiu um grande alívio.

— E ouvi dizer que aquele Sr. Marcos, do recém-lançado Grupo Lemos da Cidade Zeus, está sendo procurado por Beatriz para reatar.

Ela acrescentou, com a intenção de insinuar que Bárbara era inferior até mesmo a uma filha ilegítima.

Bárbara ficou surpresa.

Ela não sabia que Beatriz era a filha ilegítima e escondida do tio de Silvia.

Ela também entendeu o duplo sentido nas palavras de Silvia: primeiro, zombando dela por ser inferior a uma filha ilegítima; segundo, regozijando-se com o fato de que, ao voltar para a Cidade Phassa, ela certamente seria reprimida pela família Alves, provavelmente nem mesmo sendo convidada para festas.

Afinal, na Cidade Phassa, grandes ou pequenos eventos, todos dependiam dos ativos e patrocínios da família Alves.

Bárbara deu uma risada leve. Ela não estava ali para ser insultada.

— Se eu me dispus a voltar agora, é porque tenho meus motivos. Quanto a vocês, prima e tia, o propósito de sua visita à família Sousa é tão nobre assim? Por um lado, dizem que a família Alves despreza a família Sousa, por outro, que a família Sousa não está bem. Se estão aqui, deve ser porque a família Almeida está em apuros e veio pedir dinheiro emprestado, certo?

Ela pensou consigo mesma que o declínio da família Almeida poderia ser a razão pela qual Beatriz estava tão desesperada para se agarrar a Marcos.

Claro, não se podia descartar que os dois estivessem em um "amor verdadeiro".

Embora estivesse na Cidade Zeus, ela nunca deixou de prestar atenção aos movimentos do mundo dos negócios da Cidade Phassa.

Houve um tempo em que ela sonhava em, uma vez que o Grupo Lemos crescesse, colaborar com a família Sousa para criar um futuro brilhante. Agora, parecia que apoiar os outros era menos eficaz do que tomar o poder para si.

A mãe e a filha, atingidas em seu ponto fraco, ficaram pálidas.

Silvia cerrou os dentes de raiva, prestes a retrucar.

Uma mulher abandonada, com que direito zombava dela?

— Bárbara, você...

Tiago também parecia muito desconfortável, pensando em como dispensar educadamente as duas visitantes indesejadas, quando viu um Maybach parar lentamente no portão da propriedade da família Sousa.

O som grave e distinto do motor se aproximava, trazendo consigo uma pressão invisível.

— Que carro é esse? Tão barulhento, sem a menor educação! — Silvia, interrompida, virou-se impacientemente.

Viu um carro preto, de linhas fluidas e design discreto, mas imponente, parar com precisão em frente à mansão da família Sousa.

Silvia ficou perplexa: — Tão tarde, e ainda há clientes vindo discutir negócios com meu tio?

Que tipo de cliente, com uma entrada tão grandiosa?

Melinda olhou distraidamente e, de repente, ficou paralisada, com os olhos fixos na placa do carro.

Essa placa era conhecida por todos na Cidade Phassa, um símbolo de status e poder supremos.

— Não... impossível! Isso é... — Silvia percebeu e exclamou.

— Mãe! Olhe a placa! É o carro da família Alves! É o Nicolas!

O que ele estava fazendo na casa da família Sousa? Por tantos anos, a família Alves nunca colaborou com a família Sousa, certo?

A porta do carro se abriu lentamente, e um assistente alto, de luvas brancas, desceu.

Seu olhar se dirigiu primeiro a Bárbara, com um leve aceno de cabeça. Em seguida, seus olhos afiados como os de uma águia varreram calmamente Silvia, que acabara de falar.

— Senhorita, você disse... barulhento? — Ele falou, sua voz não era alta, mas tinha uma qualidade gélida.

O rosto de Silvia endureceu, e ela momentaneamente esqueceu onde estava.

— Com todo o respeito... — Continuou o assistente, com um tom calmo, mas palavras afiadas. — Ao virarmos a esquina, já podíamos ouvir vagamente as discussões penetrantes e depreciativas de vocês duas. Tal linguagem e comportamento são, de fato, difíceis de serem considerados elegantes. Se isso se espalhasse, os desinformados apenas manchariam a reputação da família Sousa.

Os rostos da mãe e da filha alternavam entre o verde e o branco.

Diante de um poder tão imenso, elas não ousaram retrucar.

— Em comparação. — A voz do assistente mudou, com um toque de desprezo quase imperceptível. — O leve ruído do nosso veículo, ajustado pessoalmente pelo engenheiro-chefe do Grupo Alves para atingir o mais alto padrão de silêncio da Cidade Phassa, pode ser considerado o ápice da etiqueta.

A reputação da "família Alves" era suficiente para fazer as pernas de todos os presentes, exceto Bárbara, tremerem.

— O senhor tem toda a razão! Minha filha... bebeu um pouco demais esta noite e falou bobagens. Por favor, não leve a mal! — Melinda se apressou em sorrir, arrependida. Se soubesse que era alguém da família Alves, teria feito de tudo para que sua filha causasse uma boa impressão.

Bruno não deu mais atenção à dupla de rostos sombrios e caminhou diretamente até Bárbara, dizendo respeitosamente:

— Srta. Bárbara, o senhor já a espera no carro. Por favor, entre.

Um silêncio total se instalou.

Bárbara ficou ligeiramente surpresa.

Tão tarde, e Nicolas veio pessoalmente à casa da família Sousa procurá-la. Para quê?

A pior suposição veio à mente.

Será que ele... veio cancelar o noivado?

Com dúvidas, Bárbara caminhou em direção ao carro, guiada por Bruno.

Vendo-a entrar no carro, o rosto de Silvia se contorceu, e ela sibilou entre os dentes:

— Como é possível... Por que a família Alves convidaria Bárbara? O que eles poderiam conversar?

Ela nem havia entrado na casa da família Sousa e já foi levada pelo carro da família Alves.

Essa reviravolta repentina era difícil de acreditar.

A tagarelice da mãe e da filha era apenas medo do retorno de Bárbara à família Sousa.

Tiago deu um passo à frente, com um tom de aversão:

— A noite já está avançada. Por favor, retirem-se.

Dentro do carro, o silêncio persistia.

Hoje, Nicolas usava um suéter preto de gola alta, com uma mão apoiando o queixo, revelando um perfil bonito e de linhas perfeitas.

Este homem... era realmente deslumbrante.

O olhar furtivo de Bárbara não teve tempo de se desviar antes de ser notado por ele. Ele permaneceu na mesma posição e falou com indiferença:

— Já olhou o suficiente?
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