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Author: RedV SinSaint
last update publish date: 2026-08-26 15:01:54

Ponto de Vista da Kitten

Não sei há quanto tempo estou sentada nesta cama, deixando pensamentos de vergonha tomarem conta da minha cabeça, mas uma batida na porta do meu quarto me trouxe de volta à realidade.

A mamãe provavelmente já estava no trabalho a esta hora, e se tivesse esquecido algo, me ligaria para levar até ela. Então só podia ser o William batendo. Inadvertidamente, a lembrança de ter entrado no banheiro sem avisar e tê-lo visto daquele jeito mais cedo ressurgiu na minha mente. Ninguém precisava me dizer que minhas orelhas e meu rosto estavam vermelhos, já que minhas bochechas estavam queimando.

Como eu deveria encarar ele com uma cara dessa? E isso não deixaria ele irritado?

"Kitten, Kitten!", ouvi ele chamar.

Por alguns segundos, me faltaram palavras para responder.

"Kitten, eu sei que você está aí. Já terminei de tomar banho. Pode vir tomar o seu agora", ele me avisou, e então o ouvi se afastar com passos deliberadamente pesados, como se fosse para me dar certeza.

Permaneci no meu quarto por mais meia hora, chegando a virar a garrafa de água que estava sobre o criado-mudo. Somente quando senti que conseguia controlar minhas emoções é que finalmente saí do quarto em silêncio.

20 minutos depois.

Saí do banheiro, caminhando devagar em direção ao meu quarto, com uma mão no peito para impedir que a toalha me pregasse uma peça. Bom, o quarto do meu irmão ficava em frente ao meu. Ele já devia estar dormindo, já que tinha passado a noite em claro.

Quando virei a maçaneta do meu quarto, ouvi a porta do quarto do William ranger e corri rapidamente para dentro, batendo a porta atrás de mim.

Com a mão direita sobre o peito arfante, suspirei de alívio como se tivesse acabado de escapar de uma situação perigosa.

Ainda assim, no fundo eu sabia que essa brincadeira de esconde-esconde não poderia durar para sempre. Por enquanto, porém, eu só queria evitar ele.

...

A manhã seguinte era um sábado.

A mamãe não trabalhava nos fins de semana e conseguia passar um tempo em casa com a gente. William não tinha permissão para jogar videogame nos fins de semana (a menos que fosse à noite), e ele nunca reclamava disso.

Agora são 11h.

Como garçonete, eu trabalhava por turnos, e o meu hoje era de tarde, então eu tinha que ir trabalhar. A mamãe também saiu cedo para visitar a amiga dela, Moreen, cujo marido perdeu a mãe recentemente. Eu não era boa com palavras e nem tinha proximidade com a amiga da mamãe, então não fui junto, nem por alguns minutos.

Quando me dirigi ao meu quarto, vi meu meio-irmão parado na porta, bloqueando a entrada. Franzindo a testa, perguntei: "William, qual é o significado disso? Eu tenho trabalho em uma hora. Me deixa descansar um pouco."

"Até quando você vai ficar me evitando, Kitten?", ele questionou.

Bom, essa era uma pergunta inesperada, mas não surpreendente. E ele não parecia que me deixaria entrar no quarto se eu não desse uma resposta. Mas a questão era que eu não estava pronta para responder a esse tipo de pergunta.

"Kitten, isso tem que parar, e nós precisamos conversar."

"Irmão, não tem nada para conversar. Por favor, pare de me impedir de entrar", falei irritada, tentando empurrá-lo da entrada do meu quarto, mas ele nem se mexeu.

Continuei tentando, mas mesmo quando fiquei exausta e tentei recuperar o fôlego, ele não tinha cedido nem um centímetro. Céus, ele era feito de pedra?

"Kitten", ele segurou minha mão esquerda e me puxou até a sala de estar, onde me fez sentar no sofá.

Depois, sentou-se à minha frente. Desviei o olhar dele com a testa franzida.

"Mana", ele suspirou antes de continuar, "eu sei que isso não está sendo fácil para você, e nem para mim. Vamos fingir que aquele episódio não aconteceu entre a gente, tudo bem?", ele me disse docemente.

Eu me virei para olhá-lo: "Irmão, você brigou comigo lá dentro", acusei.

"Eu teria feito a mesma coisa se fosse qualquer outra pessoa também. Até você, Kitten, faria o mesmo. E me desculpe por ter jogado aquele chinelo em você. Eu realmente me arrependo", ele confessou.

Em seguida, ele fez algo chocante na minha frente. Caminhou até mim e se ajoelhou com um olhar desculposo em seu rosto bonito.

"Por favor, Kitten, você pode me perdoar?", implorou.

Nossa! Mesmo assim, ele ainda parecia incrível. Quase tive vontade de perdoá-lo imediatamente, mas não podia parecer afobada demais. Precisava fazê-lo se esforçar mais para conseguir meu perdão.

"Só te perdoo com uma condição", propus.

Ele assentiu sem pensar duas vezes, e eu sorri.

"O que você quiser, mana", ele respondeu sorrindo, ao que eu balancei a cabeça satisfeita.

"William, quero jogar um jogo de perguntas e respostas no seu quarto", sugerri. Vejo que ele não desconfia de nada, pois concordou rapidamente.

"Esse jogo, no entanto, vem com uma consequência. Quer saber qual é?", questionei enquanto tentava fazer uma pose esnobe.

"Sim. Me conta", disse ele ao se levantar.

"Se você não souber responder a uma pergunta, vai ter que tirar uma peça de roupa", disse com um sorriso debochado.

Ele pareceu surpreso por um momento, mas acabou concordando.

"Então só vou vestir um monte de roupas. Com certeza não vou perder para você mesmo", ele disse confiante, e eu balancei a cabeça enquanto ele saía. Quando ele sumiu de vista, cobri minhas bochechas quentes de pura vergonha.

Por que diabos eu disse aquilo? E o mais surpreendente foi que ele realmente aceitou.

Céus!

Ouvi ele caminhando de volta e tirei as mãos do rosto rapidamente, assumindo uma postura convencida, como se não estivesse tímida segundos atrás.

"Que dia vamos jogar?", perguntou, "Para que eu possa me preparar", acrescentou.

"Quando você quiser", falei sem pensar.

Ele assentiu e disse sorrindo: "Pensando bem, acho que pode começar agora. Vou te esperar no meu quarto", e então se virou para sair, sem me deixar falar minhas objeções.

Puxei meu rabo de cavalo em frustração.

"Mas eu tenho trabalho!", gritei enquanto corria atrás dele.

"Ligue para a sua chefe e diga que não está se sentindo muito bem", ele me disse, aumentando o passo em direção ao seu quarto.

"Não posso", falei com um deboche antes de entrar no meu quarto para passar um pouco de maquiagem e pegar minha bolsa.

Então saí rápido do quarto, apenas para vê-lo bloqueando minha saída. Ele já tinha vestido tantas camisas, completamente preparado para o jogo.

Caramba, ele estava mais empolgado do que eu! Como eu ia dar um jeito de sair dessa?

"Eu te perdoo, William", suspirei derrotada. Se essa fosse a única maneira de eu ir trabalhar, que assim seja. Apenas consideraria uma perda.

"Já liguei para a sua chefe e ela deu permissão para você folgar hoje", ele revelou, me deixando pasma.

"O quê? William, como você pôde fazer isso?"

"Nada pode interromper o jogo", respondeu ele, me arrastando para o quarto dele.

Ele então trancou a porta e colocou a chave no bolso. Bom, eu não entrava no quarto dele há meses e, vendo hoje, estava cheiroso e limpíssimo. Estou impressionada, mas ainda mantenho a cara fechada.

"Sente-se", ofereceu, ocupando uma das duas cadeiras do quarto.

Eu obedeci relutantemente, fazendo bico. Esse desgraçado estava vestindo tanta roupa; eu claramente era quem estava em desvantagem aqui.

"Eu começo", disse ele, e minha cara fechou ainda mais, o que só o fez rir.

...

Meia hora depois.

O jogo ainda continuava.

Ele vinha me fazendo perguntas simples, que achei bem fáceis de responder, mas em compensação, eu vinha fazendo perguntas muito difíceis. Ele acertou algumas e errou outras, o que o levou a tirar todas as camisas, incluindo a que estava vestindo antes. Agora ele estava sentado na minha frente, sem camisa.

Tenho que ser sincera, o abdômen dele não era só fachada; era trincado. Ele devia estar treinando muito no quarto.

Bom, era a vez dele de perguntar. Mas em vez da pergunta simples que eu esperava, ele me fez uma questão matemática bem difícil.

Rangia os dentes de insatisfação.

Esse meu meio-irmão sabia o quão péssima eu era em matemática. Eu era o tipo de pessoa que dormia na aula de matemática e às vezes até cabulava. Era um milagre eu ter passado nas provas de matemática.

E lá estava ele, me perguntando coisas relacionadas a Álgebra. Como eu deveria saber a resposta, mesmo se estudasse por três dias? Esse desgraçado esperto!

Bom, eu não podia fazer nada contra ele, podia? Além disso, ele esteve perdendo esse tempo todo; eu não devia me chatear tanto. Só precisava ficar em alerta agora, já que ele tinha ficado sério.

Conforme o jogo avançava, ele perdeu mais uma vez e teve que tirar o cinto.

Depois ele me fez uma pergunta, e dessa vez, eu, contrariada, tirei minha saia. Agora estava apenas de sutiã e calcinha.

Bom, já tínhamos ido à praia várias vezes antes, então não era a primeira vez que ele me via de sutiã e calcinha.

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