LOGINIrisRespirando fundo, eu me preparei.Após pensar um pouco durante o planejamento, eu agendei a transmissão ao vivo para sábado, apenas um dia depois. Fazia todo o sentido, já que as minhas contas já estavam no vermelho e isso coincidia com a minha rotina normal.Agora, a hora estava se aproximando.Respirei fundo e lutei contra a vontade de me mexer inquieta, meu pulso batendo em ondas.A transmissão ao vivo em si não era difícil. Depois de anos, eu estava acostumada com os movimentos, mas me sentia nervosa. O primeiro motivo era o mais óbvio, o efeito que a minha ausência havia causado e o fato de eu não fazer isso há um bom tempo.
IrisAh.Merda.Meu rosto desabou, e minha mente ficou completamente em branco de choque. Agora eu entendia por que ela estava daquele jeito.A expressão no meu rosto devia estar mais do que evidente. Jean recuou, cobrindo o rosto com as mãos e soltando um gemido agudo.— Eu sinto muito pra caralho. — Ela choramingou. — É oficial, eu sou a pior. Por favor, não me mata. Eu mesma já estou pensando em fazer isso.O choque passou, e eu olhei para ela. Ela estava genuinamente angustiada com aquela situação. Respirei fundo e dei um leve toque nela.
IrisFiquei encarando o espaço vazio do teto do meu quarto no dormitório, completamente perdida.Passei pelo restante das aulas da manhã à base de pura força de vontade antes de voltar para o dormitório no meio da tarde. Jean ainda não tinha voltado, e eu não teria aula por mais algumas horas.O que, infelizmente, me deixava com tempo de sobra para pensar.Ergui a mão até o campo de visão, segurando o objeto que ele havia colocado discretamente em minhas mãos. O cartão preto e brilhante se destacava contra o teto, refletindo a luz do sol da tarde. As letras douradas gravadas nele fizeram meu estômago se revirar.
DmitriOs grandes da literatura teriam sua própria perspectiva sobre eventos semelhantes a este. Alguns chamariam de reviravolta do destino. Alguns acreditariam ser uma comédia de erros e outros, um presságio de tragédia.Mas Deus me ajude, por todo o meu amor pela arte, eu não estava me fodendo nem um pouco para o que os grandes pensavam.Um bom homem teria recuado de horror diante das circunstâncias e tentado escapar, deletando sua conta e renunciando a toda obsessão por sensibilidade moral. Um professor de verdade teria entendido o conflito de interesses e rejeitado a inscrição ou reatribuído as turmas para manter distância. Um homem mais culpado teria escondido sua identidade, forçando-se a enfrentá-la como professor enquanto mantinha o anonimato
DmitriRespirei fundo na sala de aula agora solitária. O lugar já havia se tornado silencioso e escuro há um bom tempo. Mesmo com as persianas fechadas, a circulação de ar da sala estava impecável. Quaisquer aromas persistentes que denunciassem a nossa presença seriam lavados dali até que este lugar fosse eventualmente usado mais tarde naquele dia.Os resquícios do ar carregado ainda pairavam, o som dos seus gemidos e de suas palavras ofegantes grudados em mim. Fechei meus olhos.Eu tinha ouvido aqueles gemidos mil vezes pela tela. Aquilo estava praticamente cravado na minha mente e nos meus sonhos, mas vê-la e ouvi-la na vida real foi mais revigorante do que qualquer um daqueles momentos. Porque ela era real. Ela estava ao meu alcance, e eu a segurei, a toquei. Foi mui
IrisAquelas palavras quase me mandaram para o limite.Contrariando minha ocupação, eu ainda era virgem no sentido técnico. Nunca tinha feito sexo. Minha única experiência tinha sido sozinha e, mais tarde, quando comecei a fazer transmissões ao vivo.Eu tinha usado muitas coisas, incluindo brinquedos para a transmissão ao vivo. Brinquedos que, ironicamente, alguns tinham sido encomendados por ele.Mas nunca tinha tido os dedos de outra pessoa pressionados contra mim até agora.O peso quente dos dedos dele se instalou entre as minhas dobras, pressionando levemente, mas sem fazer mais nada. Podia muito bem estar me queimando por dentro.A frustração transbordou, quase me sufocando. Eu queria rosnar, xingar. Por que diabos ele não estava fazendo nada?— P-Professor…— Dmitri — interrompeu ele. — Chama-me Dmitri.A voz dele me fez sobressaltar. Tinha ficado mais rouca em um espaço de tempo tão curto.No entanto, não tive a oportunidade de processar isso por muito tempo, porque os dedos del







