LOGINCapítulo 122 Na segunda-feira, Mia chegou ao escritório decidida a fazer uma coisa muito simples. Trabalhar. Nada de contrato. Nada de casamento. Nada de tentar interpretar a frase de Dante pela centésima vez. Quando o contrato acabar, eu quero continuar com você. Era uma ótima frase. Também era uma frase perigosamente capaz de destruir sua concentração. — Bom dia. Mia levantou os olhos. Dante estava diante de sua mesa. Terno escuro, café na mão e aquela expressão perfeitamente profissional que ela já não comprava tão facilmente. — Bom dia. Ele colocou outro copo ao lado do computador dela. — Pouco açúcar. Mia olhou para o café. — Você precisa parar com isso. — Com café? — Com saber exatamente como eu gosto das coisas. Dante sorriu. — Parece tarde demais. E entrou na sala. Mia ficou olhando para a porta. Ótimo. Sua concentração durara aproximadamente quatro minutos. A manhã foi corrida o suficiente para ajudá-la. Relatórios da viag
Capítulo 121 No sábado, Mia acordou pensando na frase de Dante. Eu não fiquei em silêncio porque a ideia me assustou. Era irritante. Não porque ele tivesse dito. Porque não explicara. E porque ela também não tivera coragem de perguntar. Pegou o celular. Nenhuma mensagem. Melhor assim. Precisava de algumas horas sem Dante ocupando todos os espaços da cabeça. Às dez e vinte, o celular vibrou. Alice: Almoço? Mia respondeu imediatamente. Mia: Por favor. Duas horas depois, Alice estava diante dela com uma expressão desconfiada. — Essa cara significa problema. — Nossas famílias querem saber quando vamos casar. Alice parou com o copo a meio caminho da boca. — Desculpa. O quê? — Ontem teve jantar na casa dos pais dele. Meus pais também estavam lá. Laila perguntou quando pretendemos casar. — E você respondeu o quê? — Nada. — Dante? — Disse que ainda não conversamos. Alice apoiou os braços sobre a mesa. — Tecnicamente, ele não mentiu. — Obrigada. Ajuda muito. — Est
Capítulo 120Na quarta-feira, Mia ainda não tinha terminado de desfazer a mala.A maior parte das roupas já estava guardada, mas algumas lembranças de Milão continuavam espalhadas pelo quarto.O livro de fotografia.O marcador que Dante lhe dera.E a camisa dele, agora pendurada no armário como se pertencesse àquele lugar.O celular tocou.Alice.— Finalmente — a amiga disparou. — Esperei um tempo socialmente aceitável para exigir detalhes.— Dois dias não são socialmente aceitáveis.— Para mim são. Como foi a Itália?Mia sentou-se na cama.— Muito boa.— Isso eu já sei. Quero a versão que você não colocaria num relatório.Mia sorriu.Contou sobre as reuniões, o jantar, as caminhadas por Milão.Então chegou ao sábado.— Dante me levou ao Lago de Como.Silêncio.— Alice?— Estou processando o nível de romantismo do seu chefe.— Ele não é só...Mia parou.Alice percebeu.— Não é só seu chefe?— Você entendeu.— Entendi perfeitamente.Mia passou os dedos pelo marcador.— Depois ele organ
Capítulo 119Quando o avião pousou em São Paulo, Mia levou alguns segundos para abrir os olhos.A voz do comandante anunciava temperatura, horário e procedimentos de desembarque, mas ela só percebeu uma coisa:Sua mão continuava entrelaçada à de Dante.— Chegamos — ele murmurou.— Infelizmente.Dante virou o rosto.— Isso vindo da mulher que organiza a agenda com três semanas de antecedência?— Estou cansada.— Claro.Mia soltou a mão dele para arrumar o cabelo.— E preciso da minha cama.— Dormiu perfeitamente bem na minha durante a viagem.Ela lançou um olhar de aviso.— Estamos em território brasileiro. Volte a se comportar.— Então existe uma fronteira geográfica para isso?Mia tentou não rir.Falhou.Passava da manhã quando saíram do aeroporto.O motorista colocou as malas no carro.— Primeiro deixamo
Capítulo 118 Mia acordou com cheiro de café. Demorou alguns segundos para lembrar que era domingo. O último dia. Sentou-se na cama e encontrou Dante perto da janela, já vestido, segurando dois copos. — Você saiu? — Pedi no quarto. Ele entregou um a ela. Mia provou. Pouco açúcar. Exatamente como gostava. — Está ficando convencido demais das suas habilidades. — Você continua tomando. — Porque seria desperdício. Dante sorriu. Mia olhou para o relógio. Pouco depois das nove. — Que horas precisamos sair? — Cinco. — Então ainda temos quase o dia inteiro. — Esse era o plano. Ela estreitou os olhos. — Existe outro plano secreto? — Não. — Tem
Capítulo 117Às oito e cinquenta e oito da manhã, Dante bateu à porta.Mia abriu já preparada.Calça confortável, tênis, blusa clara, casaco leve e uma bolsa pequena atravessada no corpo.Dante percorreu-a com os olhos.— Você seguiu instruções.— Não se acostume.— E o vestido?— Na bolsa.— Excelente.Mia estreitou os olhos.— Você não vai me dizer nada?— Bom dia, Mia.— Bom dia. Para onde vamos?— Você não desiste?— Não.Dante estendeu a mão.— Então vem.Ela olhou para a mão dele.— Isso faz parte da surpresa?— Não. Só quero segurar sua mão.A resposta desmontou qualquer provocação que Mia estivesse preparando.Ela entrelaçou os dedos aos dele.— Assim você joga sujo.— Estou aprendendo.O carro os deixou diante da estação.Mia parou na calçada.







