Share

Devolva meu filho senhor mafioso
Devolva meu filho senhor mafioso
Author: Leide

O rapto

Author: Leide
last update publish date: 2024-08-09 03:51:11

Alexandra:

Cheguei do trabalho e, em frente ao meu prédio, tinha vários carros de polícia me impedindo de entrar no prédio. Estacionei meu carro na rua próxima e caminhei a pé, mas, na entrada do prédio, vejo os homens do IML trazendo um corpo coberto por um saco preto, o que indica que aquilo é um cadáver. Na hora, um medo me atingiu, minhas pernas e mãos tremiam. Eu conheço todos desse prédio, é um edifício pequeno. O que aconteceu para ter tanta polícia aqui?

Mesmo com minhas pernas parecendo gelatina, me aproximo da entrada para conseguir entrar, mas um policial me para, me impedindo de subir. Ele diz:

— Não pode subir, moça, é uma cena de crime. — ele fala, me empurrando para trás.

— Eu moro neste prédio e meu bebê está com a babá, preciso ver como ele está, por favor, me deixe entrar. — falo com lágrimas nos olhos.

O homem me olha e diz:

— Já disse, ninguém pode entrar.

Começo a gritar e tentar passar à força. O policial me segura irritado, apertando meu braço, até eu escutar uma voz grossa falando:

— O que está acontecendo?

— Está louca, quer entrar à força no prédio. — o policial fala, me olhando com raiva.

— Deixem-a comigo. — o homem fala, se aproximando e me pergunta. — Por que você precisa tanto subir neste prédio?

— Porque meu bebê está lá em cima com a babá, tenho que ver se ele está bem. — falo chorando.

— Não tem ninguém lá em cima, todos os moradores foram retirados do prédio. — ele fala sério.

— Todos foram retirados? Onde está a senhora Maria com meu filho? — pergunto, olhando em volta.

O homem respira fundo e diz:

— Qual apartamento você mora?

— Moro no 12, terceiro andar. — falo, ainda olhando dos lados para ver eles.

O rosto dele fica triste, com uma expressão de pena. Ele me leva até a portaria do prédio, onde tem um pequeno banco. Nós dois nos sentamos, ele segura minha mão com carinho e diz:

— Sinto muito, o apartamento 12 foi um dos que foi invadido e a senhora que estava lá é uma das vítimas.

Ele fala com uma mão no meu ombro e outra segurando minha mão. Eu começo a chorar, tremer e grito:

— CADÊ MEU FILHO?

— Não tinha criança nenhuma, só os corpos das vítimas. — o homem fala, tentando me consolar.

Nessa hora, tudo fica escuro e as vozes ficam longe, e meu corpo cai.

Quando abro meus olhos, estou num quarto de hospital, com soro na minha veia. Levanto rápido, arrancando a agulha do meu braço, e caminho para a porta, deixando um rastro de sangue do meu braço. Uma enfermeira aparece correndo para me segurar e diz:

— Garota, você não pode sair desse jeito.

Eu olho para minha roupa e percebo que estou de camisola hospitalar. Volto para o quarto procurando minhas roupas.

— Cadê minhas roupas? — pergunto para a enfermeira, que me olha assustada.

— Você não pode sair assim nervosa e seu braço está sangrando. Tem algum parente ou marido para que eu possa chamar? — a mulher fala, me deixando ainda mais irritada.

— Não tenho ninguém para chamar e eu estou perfeitamente bem. — falo, colocando minhas roupas.

— Deixe pelo menos eu cuidar do sangramento. — a enfermeira fala, colocando um esparadrapo no meu braço.

Pego minha bolsa e meu celular e vou embora daquele lugar. Não podia ficar deitada numa cama enquanto não sei onde está meu filho. Seco minhas lágrimas que insistem em cair, enquanto o motorista do Uber me observa pelo retrovisor. Sei que estou descabelada, com uma aparência horrível e provavelmente fedendo, porque tomei banho ontem antes de ir trabalhar.

Desço em frente ao meu prédio, agora sem polícia ou aqueles montes de curiosos. Assim que cruzo a portaria, dou de cara com a dona Neusa, uma velha fofoqueira que mora no primeiro andar. Ela me abraça, com pena nos olhos, dizendo:

— Sinto muito pelo seu filho.

— Ele está vivo, eu vou achar ele. — falo, me soltando do seu abraço e seguindo as escadas para meu apartamento, enquanto a mulher fica falando com o porteiro, que eu nem tinha reparado que estava ali.

Quando chego no corredor, tem muitas marcas de tiros pelas paredes, uma poça de sangue seco em frente à minha porta, que está toda quebrada. Parece que alguém bateu forte para abrir.

Dentro do meu apartamento, as coisas estão todas quebradas e tem uma mancha grande de sangue no sofá. Lembro da dona Maria, a mulher que cuidava do meu bebê. Caio de joelhos no chão enquanto choro alto, fico soluçando de dor, até meus olhos verem o pequeno brinquedo do meu Samuel. É um coelhinho branco com olhos vermelhos. Foi um presente de um dos meus amigos da faculdade. Este meu amigo fazia faculdade de TI e achou útil me dar um brinquedo com uma câmera escondida. No dia, achei coisa de maluco, agora acho coisa de gênio.

Pego o bichinho, abro a parte de trás da sua cabeça para retirar a pequena câmera, conecto no meu notebook e começo a ver as imagens, até selecionar o dia certo.

Para minha aflição, a câmera pega bem quando dona Maria entra com Samuel nos braços e tranca a porta apressada. Vejo a porta sendo derrubada e a mulher apontando meu filho contra o peito para proteger. Um homem alto, de cabeça raspada, com mais dois outros também carecas e parecendo ser gêmeos, entra no meu apartamento.

O primeiro homem tira meu filho dos braços de dona Maria e abraça meu filho como se fosse o pai. Dona Maria tenta se aproximar e um dos gêmeos atira na sua cabeça. O homem acaricia meu filho enquanto vai embora tranquilamente.

Não sei quantas vezes eu vi estas imagens até memorizar os rostos de todos os indivíduos. Coloquei de volta a câmera no bichinho de pelúcia, passei as imagens para meu celular, peguei todos os documentos do meu filho e saí para ir direto na delegacia.

Eu preciso denunciar estes criminosos.

 

 

Continue to read this book for free
Scan code to download App
Comments (4)
goodnovel comment avatar
Adriana Pereira
vejo do verbo ver ou veio do. verbo vir?
goodnovel comment avatar
Adriana Pereira
conector ao notebook
goodnovel comment avatar
Adriana Pereira
esta pronome demonstrativo. está verbo demonstra um estado, ex, estou com fome e esta comida não está boa.
VIEW ALL COMMENTS

Latest chapter

  • Devolva meu filho senhor mafioso    Minha vida estar completa

    Alexandra Estou sentada na sala enquanto Samuel brinca com seus brinquedos no tapete, Valentim foi para o trabalho e Laís tinha consulta de rotina, então estou sozinha apenas com os empregados, A babá fica o tempo todo comigo já que estou no final da gravidez e a qualquer movimento Anastácia vai nascer, Valentin ficar comigo o tempo todo, mas parece que recebeu um pedido de ajuda do seu amigo italiano Ricardo Caccin, parece que alguém raptor seus filhos e trouxeram para São Petersburgo e Valentin foi investigar já que os gêmeos estão viajando em lua de mel, então eu só tinha que ficar quieta e sozinha.O dia parece longo e cinza estou com saudade da minha amiga Angelina que na maioria do tempo ficava aqui comigo, mas ao mesmo tempo estou feliz que ela esteja em lua de mel e finalmente se acertou com aqueles 2 malandro minha barriga está enorme minhas pernas estão inchada e eu mal consigo me mover direito, tento me levantar do sofá e sinto a primeira dor não é tão forte mas é o s

  • Devolva meu filho senhor mafioso    resolvendo tudo sem violência

    Valentin Depois que deixei Alexandra em casa fui até meu escritório e fiz uma reunião com os gémeos eu precisava descobri o que aquele cara estava fazendo aqui, quais são os as suas intenções com minha mulher e meu filho — Valentim parece que o desgraçado entrou na justiça para tirar a guarda de Samuel de Alexandre, Demétrio fala sem entender muito.— Como assim ele entrou na justiça para tirar a guarda de uma criança que nem é registrada no nome dele, pelo que eu sei Alexandra foi mãe solteira até se casar comigo e Samuel já tem meu sobrenome há muito tempo desde quando eu trouxe ele do Brasil, falo me sentando na minha cadeira— Ele está dizendo que você usou falsidade ideológica para privá-lo de ser pai do menino, Demétrio fala me olhando — Vamos acabar com esse cara logo e está resolvido, Dominique fala irritado— Não vou matá-lo quero ele vivo mas acabado, fala essas palavras fazendo os dois me olharia assustado— Como assim Valentim não quer matar ninguém o que está

  • Devolva meu filho senhor mafioso    Vai ser comilona igual a você

    Alexandra Depois de tomar uma café da minha preferência na minha casa com tudo que gosto, Valentin só me olha com diversão enquanto como.— Preciso repor minhas energias, você tiro tudo lembrar, falo sorrindo. — Acho que não tirei tão assim, ainda não estou satisfeito, ele fala com um sorriso malicioso. — Eu sei como meu marido é insaciável, por este motivo tenho que me alimentar bem, falo me preparando para sair da meses, Valentin segura minha mão e diz.— Você está bem? Ele pergunta devido o encontro com meu ex sorriu ao ver como Valentin se tornou sensível e digo.— Ainda com daquele bastado, pela distância ousadia, falo com raiva.— O ele é muito burro ou procura a morte, Valentin fala pensativo.— Eu achei estranho sua atitude para alguém que disse tenho filhos e um esposa, não precisa de um bastado tire isso, foram estes palavras que aquele desgraçado usou, ele só queria se divertir com uma caipirinha boba, falo com tristeza, Valentin se levanta e me abraçar,

  • Devolva meu filho senhor mafioso    um sem noção

    Alexandra Ele beija minha boca com muito intensidade, suas mãos acaricia meu corpo e tudo que saí da minha boca é gemidos, seus quadris se move rápido enquanto seu pênis me preenche, seu corpo forte e musculoso sobre o meu me leva ao delírio, cravo minhas unhas nas suas costas cada vez que sinto entre na minha vagina, seus momentos fazem o plug se move também, é a primeira vez que uso isso, mas pelo jeito Valentin gostou muito, antes que eu recupere o fôlego Valentin sai de dentro da minha vagina me fazendo reclamar, com um sorriso sacana no rosto ele me vira de costas e sem nenhuma cuidado me invadi novamente, um grito saí da minha boca enquanto goza no mesmo instante, Valentin segura meus cabelos me forçando a cabeça para cima e com voz rouca ele fala no meu ouvido — Goza no meu pau sua puta, sua palavra suja me deixa meu corpo ainda mais quente e tudo que eu quero ele dentro da minha vagina, derrepente ele tira o plug, já imago o que o safado está planejando.Na manhã

  • Devolva meu filho senhor mafioso    Ninguém vai estragar nossa noite

    Valentin VolkvUltimamente eu estava trabalhando muito pouco para esquecer a vontade jogar Alexandra na cama e ***** a noite inteira, ela está um pouco sensível desde que nosso filho se machucou por causa daquele desgraçado do Ezequiel, mas quando ela me convidou para um jantar romântico só nós dois não pude recusar, mesmo eu achando perigoso se expor já que não sabemos que esteva junto com Ezequiel fora os pais de minha ex que estão sumidos, tenho certeza que tem mais alguma evolvido neste esquema para me matar, tenho bastante inimigos espalhados pelo país e fora dele.Quando chego em casa achei estranho não encontrar Alexandra me esperando na sala arrumada, já que estou um pouco atrasado, sigo para nosso quarto e antes que eu entre escuto o choro dela, abro a porta e me deparo com um senário de guerra, tinha roupas espalhadas pelo quarto inteiro e minha mulher chora sentada no chão sobre um monte de roupas, ela está de roupão o que significa que ela saiu do banho e ainda n

  • Devolva meu filho senhor mafioso    Um encontro desagradável

    AlexandraOs dias foram se passando e num piscar de olhos Samuel estava sem aquele jeito horrível, estou muito feliz o finalmente meu filho tirar aquela coisa do seu braço, esses dias foram de sofrimento para mim, nem mesmo o sexo porque eu gosto tanto de fazer não sentia vontade, Valentim foi compreensível e gentil comigo por todo esses dias, pelo outro lado foi ótimo assim meu marido melhora dos seus ferimentos, por enquanto está tudo tranquilo sem ninguém nos ameaçando e nada para Temer mas eu sei que isso é passageiro longe tem pessoas querendo nos matar de novo como sempre.Hoje vou preparar uma noite para nós dois, acho que o casal precisa disso, além do mais estou subindo pelas paredes, pedi para Laís cuidar de Samuel é convide Valentin para jantar fora, no começo ele queria recusar, mas quando viu minha xará aceitou na hora, tem um restaurante muito chique no hotel bem famoso aqui, reservei uma mesa e um quarto para passar a noite, fiquei muito ansiosa, porque desde o ataque

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status