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Do Seu Escudo ao Seu Pesadelo
Do Seu Escudo ao Seu Pesadelo
Penulis: Crystal K

Capítulo 1

Penulis: Crystal K
Por cem anos, fui dele. Esperei pela sua marca. Um vínculo eterno. Em vez disso, ele terminou comigo e anunciou que iria se unir a outra pessoa.

Eu não era sua companheira. Eu era um receptáculo. Um alívio para seus impulsos primais.

Esta noite, ele encontrou seu alívio dentro de mim mais uma vez.

Ele me imobilizou na cama, com meu corpo coberto de marcas vermelhas.

— Sim… Assim mesmo…

Arfei, sentindo cada estocada brutal, a ardência aguda de suas presas perfurando meu pescoço. Uma mistura de dor e puro êxtase.

Ele bebeu meu sangue com avidez. Ele carregava a luz sagrada da minha família de guardiões.

Senti seu poder, frio como a noite eterna, fluir de volta para mim através de suas presas.

Nossos corpos estavam entrelaçados, como estiveram durante os cem anos em que o protegi.

Quando acabou, me encolhi em seus braços.

Sua voz cortou a escuridão. — Amanhã à noite, o lorde do clã Valerius virá ao castelo. Você se juntará a nós para o jantar.

Olhei para ele, meu coração disparado.

Ele estava convidando outras pessoas?

Durante o século em que estivemos ligados pelo Pacto do Guardião, ele nunca permitiu que ninguém testemunhasse nossa intimidade.

— Cedric — sentei-me, com a voz tremendo. — Você finalmente vai anunciar meu status como sua companheira de sangue aos anciãos? Finalmente seremos ligados…

Um sorriso zombeteiro me interrompeu.

— O que você está dizendo? — Ele se dissolveu em uma névoa de sangue e reapareceu ao lado da cama. — Esta reunião é para firmar uma aliança entre clãs. A princesa Elsie se tornará minha companheira eterna.

Cada palavra foi uma adaga no coração.

Meu coração parou, minha mente ficou em branco.

— Você vai se unir a outra pessoa? Então o que eu sou?

O sorriso de deboche desapareceu do rosto de Cedric. Ele se inclinou para perto.

— Não me diga, Alaina — ele sussurrou, erguendo meu queixo com um dedo frio. — Você realmente achou que uma humana poderia se tornar a senhora do clã Thorne, achou?

Eu o encarei, incapaz de acreditar no que estava ouvindo.

— Ela? Quando você decidiu?

— Não faz muito tempo. Depois do último conflito com as bruxas. — Ele se levantou e caminhou em direção ao banheiro, sem sequer olhar para o corpo machucado que eu lhe entreguei. — Isso é pelo clã. Por uma linhagem mais pura.

Me lembrei daquela luta: A magia negra da bruxa avançando em sua direção. Fui eu quem se jogou na frente dele.

Claro, esse era o dever da minha família como guardiões.

Meus ancestrais foram salvos de uma maldição pelo primeiro Thorne, recebendo uma vida longa, próxima da imortalidade, em troca de nossa lealdade.

A cada geração, o melhor da minha família era escolhido para proteger o lorde vampiro, vinculado pelo Pacto do Guardião.

Um guardião nunca poderia partir. Apenas a morte ou uma grande traição poderia quebrar o pacto.

Mas por quê? Eu salvei a vida dele, e ele escolheu outra pessoa?

Foi porque ela era de sangue puro? Ou foi… amor?

Eu o segui até o banheiro.

O espelho refletiu meu rosto pálido e as marcas de sangue que ele deixou no meu corpo.

Há uma hora, eram medalhas de intimidade.

Agora, eram marcas de vergonha.

— Você a ama?

— Amor? — ele zombou, o vapor embaçando rapidamente o espelho. — Alaina, achei que você fosse mais inteligente que isso. Isso é negócio. Não algum conto de fadas humano ridículo e passageiro.

Ele saiu do vapor, com a água escorrendo por seu corpo perfeito.

Por cem anos, aquele corpo me enlouqueceu todas as noites.

Agora, só me causava náusea.

— Elsie é jovem, bonita, e sua linhagem é nobre. Ela traz ao clã as minas mágicas de todo o território do norte.

Seus olhos percorreram meu corpo nu.

— E você… você é uma fonte de sangue decente, uma boneca de combate conveniente e uma parceira de cama descartável.

Fonte de sangue. Boneca de combate.

Tremi ao sentir o cheiro dele por todo o meu corpo. Uma mancha que eu nunca conseguiria lavar.

Quando consegui me recompor, Cedric já estava vestido com suas roupas formais pretas, enviando comandos mágicos pelo ar.

— Orquídea da Lua — ele ordenou. — Um espécime de mil anos. É a favorita de Elsie. Prepare também a Lágrima de Elfo, diretamente da fonte nas Florestas Nebulosas. Ela adora sua magia pura. E providencie uma dúzia de vestidos de seda lunar para que ela escolha. Garanta que ela tenha todos os motivos para sorrir.

Meu coração se apertou.

Não consegui evitar olhar para ele.

E então eu vi. Um sorriso que nunca tinha visto antes. Era quase… gentil.

A dor que eu havia acabado de suprimir voltou como uma onda avassaladora.

Tilintar.

Minha pedra de comunicação mágica escorregou da minha mão e caiu no chão.

Cedric se virou ao ouvir o som, ainda sorrindo. — Já terminou de se limpar? Ótimo. Pode se retirar.

Ele pegou o casaco para sair, mas parou na porta. Olhou para trás, um sorriso de escárnio nos lábios.

— Alaina, você sempre foi minha melhor guardiã. Então pare com essa cara de cachorrinho abandonado. Isso faz você parecer patética.

— Eu conheço você. Cada centímetro. Sei o que você está pensando com um único olhar. Você já está vinculada a mim. Um vínculo de companheiros por cima disso? Que chatice, porra.

Sua voz se dissipou junto com seus passos, mas suas palavras ecoaram na minha cabeça.

Sentei-me na cama fria.

Comecei a rir, mas lágrimas escorriam pelo meu rosto.

Fiquei ali até tarde da noite e então retornei à casa ancestral da minha família.

Fui até o altar na câmara secreta abaixo, cortei a ponta do dedo e usei meu sangue para quebrar o selo.

Dentro, havia uma besta de prata brilhando com luz sagrada.

Minhas iniciais estavam gravadas em sua coronha. Um "presente" de Cedric quando me tornei sua guardiã.

Havia também gemas mágicas, pergaminhos antigos e artefatos élficos que ele me deu ao longo dos anos.

Esta noite, joguei tudo, peça por peça, na chama purificadora.

— Minha senhora, todos esses itens mágicos preciosos… tem certeza de que quer destruí-los? — meu velho mordomo perguntou, seus olhos cheios de tristeza enquanto observava o fogo sagrado arder.

Assenti lentamente. Minha voz era um sussurro.

— Não os quero mais.

Não apenas eles.

Esse relacionamento, esse homem… eu não queria mais nada disso.

Abri uma linha de comunicação familiar segura.

— Pai. Sou eu.

— Alaina? Você…

— Pai, eu o protegi nove mil, novecentas e noventa e nove vezes. A dívida está paga. Em sete dias, quero que me faça desaparecer do mundo de Cedric.
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