INICIAR SESIÓNNo quinto ano do meu amor por Gabriel, ele herdou do irmão falecido o título de Senhor dos Vampiros — e também a viúva dele: Chloe, a antiga Rainha de Sangue. Por sangue e por lei, ela era minha parente por aliança dentro do clã. Sempre que voltava dos aposentos dela, Gabriel me abraçava com ternura e sussurrava: — Isabella, Chloe é apenas minha Consorte Escolhida. Assim que ela gerar e der à luz o Herdeiro do Clã Blazetooth, eu me unirei a você por meio de um Vínculo de Sangue. Ele dizia que aquela era a única condição exigida pela família para que pudesse ascender como Senhor dos Vampiros. Durante os seis meses depois que retornamos ao Clã Blazetooth, ele atendeu ao chamado dela cem vezes. No começo, uma vez por mês. Depois, uma vez por semana. E, por fim, todas as noites. Na centésima noite em que fiquei acordada esperando por ele, Chloe finalmente concebeu. A notícia chegou acompanhada de outro anúncio: Gabriel e Chloe em breve seriam unidos por Sangue. Meu filho olhou para mim, confuso e inocente. — Mãe… eles não disseram que o papai faria um Vínculo de Sangue com a Rainha de Sangue que ele ama? Por que ele ainda não veio nos levar para casa? — Porque — respondi baixinho, passando a mão em seus cabelos — a Rainha de Sangue que ele ama nunca foi a sua mãe aqui. — Mas tudo bem. — Acrescentei. — Eu vou te levar para casa. Para a nossa própria casa. O que Gabriel jamais percebeu foi isto: como única filha de um Rei Vampiro no reinado, eu nunca me importei nem um pouco com o título de Rainha de Sangue do Clã Blazetooth.
Ver másEu vi Gabriel novamente pela primeira vez na cerimônia que anunciava meu filho como herdeiro oficial. Como Senhor Vampiro do Coven Blazetooth, Gabriel não teve escolha a não ser abandonar sua busca obsessiva por nós e viajar para o norte para comparecer ao evento.Nos últimos anos, enquanto a Corte do Norte continuava a crescer em poder e prestígio, o Coven Blazetooth havia entrado em constante declínio. Sob o governo instável de Gabriel, a posição deles dentro da hierarquia vampírica caíra cada vez mais.Assim, quando sua mãe e seus parentes se ajoelharam em reverência durante a cerimônia — e ergueram a cabeça para ver meu filho e eu, vestidos em esplendor cerimonial — eles congelaram.Seus olhos se arregalaram em incredulidade.Gabriel, por outro lado, iluminou-se.O cansaço em seu rosto desapareceu enquanto ele avançava, agarrou meu pulso e gritou sem qualquer respeito ao protocolo:— Isabella! Finalmente te encontrei! Você não faz ideia do quanto senti sua falta nesses—Eu afa
No momento em que Gabriel decidiu que pagaria qualquer preço para nos trazer de volta, meu filho e eu já havíamos chegado em segurança ao Norte.Quando meu pai — que eu não via já havia vários anos — colocou os olhos em nós, não disse uma única palavra de reprovação.Em vez disso, ele e minha mãe nos puxaram para seus braços, apertando-nos com tanta força que chegou a doer, lágrimas escorrendo livremente enquanto murmuravam repetidas vezes:— Vocês estão em casa. Finalmente estão em casa.Naquele momento, o poderoso e temido Rei Vampiro do Norte não era um governante lendário — era apenas um pai envelhecido, tremendo de alívio pelos filhos que temera ter perdido para sempre.Fui tomada por gratidão… e culpa.Quanto ao meu filho, que no início estava tímido e cauteloso diante de pessoas das quais mal se lembrava, ele logo se abriu sob o carinho dos avós.Não demorou muito para que a luz voltasse aos seus olhos.Tudo o que ele havia suportado o forçara a amadurecer cedo demais.Logo
Gabriel trancou-se dentro do que um dia havia sido o quarto deles.Ele encarava as mensagens no celular — enviadas, entregues, sem resposta — até que o amanhecer começou a sangrar nas bordas da noite.— Ela vai voltar. — Sussurrou para o quarto vazio, agarrando-se à ideia como se fosse um feitiço. — Minha Isabella nunca me deixaria.Passos soaram do lado de fora da porta.Seu coração disparou.Ele se levantou num salto.Antes mesmo de abrir, sentiu aquele aroma familiar — baunilha suave, era o dela, inconfundível.— Isabella!Ele escancarou a porta e puxou a mulher que estava do lado de fora para seus braços, abraçando-a com uma força desesperada.— Eu sabia. — Murmurou, quase rindo. — Eu sabia que você não me deixaria.— Gabriel…A voz o congelou.No instante em que percebeu quem estava segurando, qualquer vestígio de alívio desapareceu de seu rosto.Chloe.O calor sumiu de sua expressão, substituído por uma fúria crua e mal contida.— Quem lhe deu permissão — rosnou ele
Gabriel acordou ao anoitecer.A luz estava fraca, e as sombras se alongavam pelo quarto.Ele estava deitado na cama deles. O cobertor que o cobria ainda trazia o leve e familiar aroma de baunilha — o cheiro dela.E ao lado da cama havia uma figura esguia, com longos cabelos caindo pelas costas, torcendo um pano quente e úmido.Isabella…Seu coração disparou.Sem pensar, Gabriel estendeu o braço e puxou a mulher para seus braços.— Você voltou!Mas o perfume intenso de jasmim-da-noite o atingiu imediatamente.Seu corpo enrijeceu.— Gabriel… — Chloe soluçou contra seu peito. — Achei que você realmente fosse me abandonar, que não iria concluir o Vínculo de Sangue comigo!— Não se preocupe. — Continuou ela, apressada. — Eu já expulsei aquela mulher vampira. Se você gosta daqui, então eu fico — com a criança — e nós viveremos aqui juntos!Pela primeira vez, Gabriel percebeu o quanto o cheiro de Chloe era insuportável.Franziu a testa com força.A irritação cresceu até virar alg
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