เข้าสู่ระบบDei dois passos largos até a mesa e puxei o papel, correndo os olhos pelas cláusulas jurídicas escritas em letras miúdas. Cláusula de conduta moral, preservação do patrimônio familiar, transferência de ações...
— Você só pode estar de brincadeira... Você está fazendo isso comigo? Está me chantageando?! — Eu não estou fazendo nada, Dominic — ela respondeu com um sorriso gélido. — A cláusula sempre esteve lá. Foi criada pelo seu avô há trinta anos. Você é quem nunca se deu ao trabalho de ler o contrato completo antes de assinar. Minhas mãos apertaram o papel até amassar as bordas. Ela tinha razão. Puta merda, ela tinha toda a razão do mundo. Eu tinha dezessete anos, estava usando um terno preto que nem servia direito em mim, recém-saído do velório dos meus pais, devastado e sem chão. Eu assinei tudo o que colocaram na minha frente naquele dia. Assinei de olhos fechados. Não li. Não me importei. E ela sabia exatamente disso. Tinha guardado essa carta na manga por anos, esperando o momento exato para dar o bote. Paniquei. Meu cérebro entrou em modo de emergência absoluta, os circuitos fritando enquanto tentava processar o fato de que meu estilo de vida de solteiro convicto estava prestes a me custar o trabalho da minha vida. — Isso não vai ser um problema — ouvi minha própria voz ecoar pela sala, firme e cheia de uma falsa confiança, antes mesmo que eu pudesse raciocinar o absurdo do que estava prestes a dizer. — O estatuto não se aplica a mim. Olívia ergueu uma sobrancelha, claramente intrigada com a minha audácia repentina. — E por que não se aplicaria, meu querido? — Porque eu já tenho uma namorada. Menti. Menti na cara dura. Menti como se a minha vida dependesse disso — o que, de certa forma, dependia. — Ah, é? — O olhar dela mudou instantaneamente. A frieza deu lugar a uma curiosidade afiada, acompanhada por um sorriso pretensioso que dizia claramente estou vendo através da sua palhaçada. — Que interessante. E quem seria essa alma abençoada que conseguiu dobrar o invencível Dominic Scott? Qual é o nome dela? Abri a boca para responder. Fechei a boca. Minha mente virou uma tela em branco. Nenhum nome vinha. Nítida e dolorosamente, percebi que não conseguia pensar em um único rosto, uma única alma viva na cidade inteira que pudesse se passar por minha namorada sem rir descontroladamente da minha cara, tentar extorquir metade da minha fortuna ou exigir um pagamento adiantado de seis dígitos em dinheiro vivo. Samira? Não, meu Deus, ela acharia que era um pedido de casamento real e já começaria a escolher a cor dos guardanapos. Eu estava encurralado. Prestes a passar a maior vergonha da minha vida e entregar minha capitulação numa bandeja de prata. E foi exatamente nesse segundo de desespero absoluto que a porta do meu escritório se abriu com uma leve batida. Uma mulher entrou. Eu nunca tinha visto aquela mulher na minha vida. Ela carregava uma pasta amarela contra o peito e olhava para uma prancheta nas mãos. Tinha cabelos castanhos presos em um coque ligeiramente frouxo — perfeitamente alinhado, mas com algumas mechas rebeldes caindo suavemente pelo pescoço. Olhos cor de mel brilhantes, lábios naturalmente rosados e uma pele tão alva que beirava a palidez sob a luz dos painéis do teto. Vestia uma camisa social branca clássica que marcava discretamente a curva dos seios sem ser vulgar, uma saia lápis preta que parava um palmo acima dos joelhos, revelando pernas inacreditavelmente bem desenhadas, e sapatos de salto alto pretos que davam a ela uma postura elegante. O detalhe que realmente me deu um estalo: quase nenhuma maquiagem. Nada de cílios postiços gigantescos, nada de quilos de base ou ilimitados tons de blush como as mulheres com quem eu costumava sair no centro da cidade. Ela parecia ter saído de um universo totalmente diferente. Real. Humana. Uma nova funcionária? Estagiária? A garota do café? Sinceramente, naquele momento, ela parecia um anjo enviado do céu para salvar o meu império. Ela ergueu a cabeça, pronta para falar algo, mas me antecipei antes que ela pudesse soltar uma única sílaba e estragar tudo. — Pode entrar, querida! — mudei o tom de voz instantaneamente, afinando-a para algo grotescamente doce, amoroso e romântico, abrindo os braços como se estivesse diante da mulher da minha vida. A garota parou no meio do caminho. A expressão dela foi de uma neutralidade profissional para uma confusão tão profunda que parecia que eu tinha acabado de falar com ela em aramaico arcaico. Mesmo assim, a coitada obedeceu por mero instinto corporativo, dando dois passos cautelosos para dentro da sala. — Vovó — virei-me para Olívia, apontando para a desconhecida com o sorriso mais convincente, confiante e teatral que meu rosto já tinha produzido em trinta anos de existência. — Esta é a minha noiva.— Não foi ela que disse, fui eu — intervém Anny.— Você, sua traidora? — pergunta Cristina, indignada.— Eu mesma. Fiz o que deveria ter feito a muito tempo — responde Anny, com orgulho.— Me diz? Por que você fazia isso? Achou mesmo que eu não ia descobrir? — pergunta Júlio, com a voz tensa.— Eu vou falar. Será que você não viu que a sua querida madrasta é apaixonada em você? Olha tudo que ela faz, as roupas que ela usa pra chamar a tua atenção. Eu cheguei antes, reparei — revela Xaviera, com um sorriso de desdém.— Você? Da onde você tirou essa ideia, Cristina? Você é mulher do meu pai, você roubou o lugar da minha mãe — diz Júlio, com nojo.— Não adianta negar, todo mundo sabe disso, sua cara limpa — rebate Xaviera. A Cristina ver que não consegue mais esconder.— É verdade, eu sou completamente apaixonada por você. Olha tudo que eu faço pra te agradar, e você como essa daí. O seu pai já está velho pra mim. Olha pra mim, uma mulher de verdade — confessa Cristina, com um olhar dese
Suas mãos passam pelo meu corpo todo. Então ele parte o beijo.— Vamos antes que eu faça aqui mesmo — diz ele, com a voz rouca.— Melhor a gente ir — respondo, rindo.Ele se levantar e me ajudar a levantar. Pego os patins e então entramos no carro. Ele dá a partida.— Vamos pra minha casa — diz ele.— Não, me deixa na casa da Stella, eu não quero ver a Cristina — peço, sentindo um arrepio só de pensar.— Mas eu quero ver a Cristina. Agora ela me paga, e a gente vai pra minha casa — afirma ele, com um sorriso de vingança.Ele sai com o carro, a gente vai conversando. Uma mão dele vai no volante, a outra na minha coxa. Se fosse outra pessoa, eu tava incomodada, mas é ele, me sinto tão à vontade. Com ele, o mundo se torna um lugar mais leve. Seus gestos, suas palavras, sua presença... tudo me acalma e me faz esquecer dos problemas, mesmo que só por um tempo. É um bálsamo para a alma.Ele fala o como foi o dia dele, e eu ouço com atenção cada palavra que ele diz. Ele diz que o celular de
— Outra coisa: para de se sentir inferior as outras pessoas, porque você tem seu valor. E pra mim, você é a mulher menina mais linda do mundo, e não te troco e nem deixa ninguém me tomar. A partir de hoje você vai começar a se abrir comigo e dizer tudo que está te incomodando, ok? — pergunta ele.— Ok — respondo, sentindo um calor no peito.— Acabou estágio com aquele veterinário — decreta ele, com um sorriso de canto.— Acabou — concordo, rindo.Ele me abraça, e eu sinto que finalmente, depois de tanta tempestade, a paz estava começando a chegar.— Sobre isso... — começo, mas ele me corta.— Não precisa explicar, te conheço, meu amor. Na hora que me mandaram a foto, eu fiquei extremamente bravo e xinguei os piores palavrões. Depois me enviaram a segunda foto, vir você com a mão na nuca, vir que estava desconfortável com a situação. Respirei aliviado, sei que nunca faria uma coisa dessas. Mas eu te arrumo outro estágio, mais pra lá você não volta — declara Júlio, com a voz firme.— Vo
— Por que nunca me disse que ela te atormentava? Por que nunca me fala as coisas, Jéssica? Eu descobri pela Anny que me disse dagorinha. Por que tudo que diz respeito a você eu tenho saber pelos outros? — pergunta ele, com a voz embargada.— Por que eu não quero ser um problema pra ninguém, um peso, um encosto. Por favor, vai embora, me deixa eu no meu mundo — imploro.— Me desculpa, Jéssica, mas eu me recuso ir embora. Eu cheguei foi pra ficar. Poxa, Jéssica, isso que eu me irrito. Você sabe quanto tempo eu venho tentando me aproximar de você? Quando eu consigo aí da tenho que ficar nisso. Jéssica, eu sou o seu namorado, futuro marido. Entre a gente não deve ter segredo. Eu me esforço tanto pra te fazer feliz — desabafa ele.— Eu sei, é que eu sou toda errada, toda imperfeita — respondo, com a voz baixa.Ele senta do meu ladinho.— Saber, seu jeitinho errado, essa suas imperfeições que você tanto falar me fizeram eu te amar. E eu te amei sem você saber. E o engraçado quando eu pensei
O Júlio simplesmente abaixa a saia do vestido.— Não tinha uma roupa maior não? — pergunta ele, com a voz tensa.— É o uniforme — respondo.— Belo uniforme, está mostrando tudo — rebate ele, com ciúmes.— Moça, está bem mesmo? — pergunta o rapaz.— Sim — respondo.— Então moça, é quem meu amigo queria seu contato — diz o rapaz.— Palhaçada mesmo — resmunga Júlio.— E aí, moça, vai dá? — insiste o rapaz.— Não, vai dá é porra! — explode Júlio, irritado.— Eu preciso trabalhar, estão a me chamar — digo, tentando sair. O Júlio segura no meu braço de forma leve.— Nós precisamos ter uma conversa séria. Não aceito não como resposta. Vai fechar às 23 horas, eu vou esperar — diz ele, com a voz firme.— Tá bom — respondo, sem ter escolha.A Anny e Xaviera vêm ver o que está acontecendo.— Aí, Júlio, para de besta. Essa menina de faz de Santa só pra te enganar, você não viu a foto com o veterinário hoje? — ataca Cristina.— Isso é mentira — respondo, sentindo as lágrimas nos olhos.— Como é e
A gente pega as coisas e saímos de casa. A gente vai até o carro do irmão da Anny, botamos as coisas no porta-malas. Entramos no carro e saímos. A Anny vai dirigindo.Finalmente, depois de um certo trajeto, chegamos na lanchonete. Descemos do carro, tiramos as coisas do porta-malas e entramos. A lanchonete do irmão da Anny começou recentemente, ainda não tem funcionários. Ele tem um emprego como gerente de banco e ainda não se organizou, e Anny ajudá ele. Está tudo por fazer.— Meninas, mão na massa — diz Xaviera.— Bora trabalhar — diz Anny.Começamos pela limpeza. Varremos o chão e, depois, passamos pano. Limpamos as mesas, os balcões e as organizamos. Depois de certo tempo, limpamos e arrumamos tudo. Ficou perfeito.Então os cozinheiros e seus ajudantes chegam.— Boa tarde, meninas — cumprimenta Laert.— Boa tarde — respondemos.— Limpamos a cozinha, tá um brinco. Dá o andamento que às 18 horas vamos abrir — diz Anny.— Claro, patroinha — responde Laert.— Deixa de ideia — rebate A







