INICIAR SESIÓNNicolas parou por um instante, e nos olhos dele subiu uma raiva gelada:— Letícia, você está realmente pedindo para morrer.— Eu, de qualquer jeito, já não tenho mais nada. Eu não tenho mais medo de nada!Nicolas rangeu os dentes, e a ira deixou as veias da testa dele saltadas:— O que exatamente você quer para entregar essas coisas?Suelen fixou o olhar nele:— Eu quero você. Eu quero ficar com você.— Continua sonhando.— Nicolas, eu estou falando sério! Se você aceitar ficar comigo, eu entrego tudo, cada uma daquelas coisas para você!— Você acha que eu sou idiota? — Nicolas apertou o queixo dela com a mão. — Para ser minha mulher, você acha mesmo que está à altura?Suelen encarou ele, com as lágrimas escorrendo em silêncio.— Todos esses anos, eu não tive outro homem. Eu não peço status nenhum. Mesmo que eu seja só a sua amante pelo resto da vida, eu aceito. Você mandou me tirar do país para ficar bem com a Carolina, eu engoli. Você decidiu não abrir mais a empresa que tinha promet
Nicolas soltou uma risada fria:— Você nem faz mais questão de fingir, faz?— Nicolas, você não precisa ser tão cruel comigo, precisa? — Suelen falou, e as lágrimas começaram a cair. — Naquela época, se eu não tivesse gostado de você, eu não teria sido espancada por Carolina. Ela mandou gente me bater até eu ficar em estado grave, me fez perder o útero, me condenou a nunca poder ser mãe…— Letícia, dois bilhões para comprar o seu útero já foram mais do que suficientes.Ao ouvir aquilo, Suelen começou a chorar ainda mais desesperada.— Só porque eu sou filha da empregada, o meu útero vale bem os tais dois bilhões, é isso?Suelen agarrou o tecido da própria blusa na altura do peito:— Por quê? Por que fui eu que tive que perder o útero, perder o direito de ser mãe, enquanto quem começou tudo continua vivendo solta e leve, sem pagar nada? Nicolas, eu sei que eu nasci de baixo, mas eu também sou gente. Por que eu tinha que nascer para ser o saco de pancada de Carolina?Nicolas acendeu um c
Carolina olhou para ela de lado:— Agora você até escuta o que ele fala, né.— Quando é para o seu bem, eu, claro, escuto mesmo!Carolina sorriu e não respondeu.Nessa fase, não era só ela que via a mudança de Nicolas. Todo mundo ao redor também tinha percebido.Carolina passou a mão pela própria barriga e sentiu o coração ficar doce.…Na capital do País F, eram cinco horas da manhã, no horário local.O Maybach preto parou em frente a um prédio residencial. Pelo retrovisor, Matheo olhou para o homem no banco de trás.— Sr. Nicolas, a Suelen mora nesse prédio.No banco traseiro, os traços duros de Nicolas ficaram mergulhados na penumbra. Não dava para enxergar direito a expressão dele, mas Matheo sentia a pressão pesada que ele exalava.Se não fosse porque Suelen tinha insistido em provocar, Nicolas não teria feito aquela viagem de jeito nenhum.— Liga para ela e manda descer.— Sim, senhor.Matheo pegou o celular na hora e procurou o número de Suelen.Assim que ele ligou, ela atendeu
Dois dias depois, Nicolas disse que o projeto no exterior ainda precisava que ele fosse pessoalmente.Carolina não desconfiou de nada e ainda fez questão de arrumar a mala dele com as próprias mãos.Na véspera da viagem, Nicolas se enroscou nela na cama. Ele a levou ao prazer como da outra vez, mas ele mesmo se conteve e foi direto tomar um banho frio.Os médicos já tinham explicado que, no meio da gravidez, se o corpo da mulher estivesse bem, eles até podiam ter relação, desde que tomassem alguns cuidados. Em geral, era seguro.Mas Nicolas não quis correr risco nenhum. Ele levava aquele bebê a sério demais.O som do chuveiro se prolongou por muito tempo dentro do banheiro.Carolina não tinha conseguido dormir. Talvez por saber que ele ia embarcar no dia seguinte, ela tivesse ficado com o coração apertado demais para pregar o olho. Ela permaneceu deitada, sem um pingo de sono.Quando Nicolas terminou o banho e saiu, ele encontrou Carolina ainda acordada e ficou um pouco surpreso.— Por
Uma vidinha que tinha vindo de surpresa tinha salvado o casamento por um fio de Carolina e Nicolas.Ao mesmo tempo, aquela criança também tinha resgatado a alma seca e sem esperança de Carolina.Valentina, ao ver que Carolina finalmente estava bem, tinha conseguido ficar em paz.…Lucas e Nicolas, dois antigos rivais em amor, tinham passado pelo mesmo calvário de reconquistar a própria mulher. Agora, sentados à mesma mesa, eles até conseguiam conversar tranquilamente sobre o dia a dia.Quando o assunto chegou nos filhos, Lucas comentou:— Criar filha dá muito mais trabalho, mas filha esquenta o coração de um jeito que filho homem não esquenta. A Marina e a Rosa agora são grudadas em mim. Todo dia, assim que eu chego do trabalho, as duas vêm correndo se pendurar em mim. O Noah já tá maior, começou a criar distância. Até o jeito de falar comigo já não é mais tão cheio de carinho.— Não vem bancar o exibido só porque tem duas filhas, não. — Nicolas resmungou, com um meio sorriso. — A Ros
Nicolas tinha se dedicado de verdade, ele tinha se esforçado mesmo. O problema era aquela boca dele, que continuava sendo um perigo, sempre soltando umas coisas absurdas do nada.Carolina tinha medo de que esse tipo de “educação pré-natal” acabasse influenciando o bebê. Ela morria de pavor só de imaginar que ia nascer uma versão reduzida do Nicolas.Se o bebê realmente herdasse aquele gênio explosivo de Nicolas… Carolina achava que talvez não fosse conseguir ser uma mãe tão paciente assim.Para Nicolas, por outro lado, mesmo sendo a segunda vez que ele ia ser pai, na prática tudo aquilo era novidade. Da primeira vez, ele nem soube da existência de Rowan. Ele tinha perdido toda a fase de “pai de primeira viagem”. Agora, com essa gravidez, ele queria recuperar o tempo perdido.Ainda mais porque ele tinha uma sensação forte, quase uma certeza absoluta, de que esse bebê ia ser menina. Por causa disso, toda vez que ele escolhia alguma coisa de enxoval, acabava pegando tudo cor-de-rosa.Caro