El Infierno De Asher

El Infierno De Asher

last updateÚltima atualização : 2024-02-26
Por:  Rumi BaslanCompleto
Idioma: Spanish
goodnovel18goodnovel
9.6
64 classificações. 64 avaliações
66Capítulos
59.5Kvisualizações
Ler
Adicionar à biblioteca

Compartilhar:  

Denunciar
Visão geral
Catálogo
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP

Asher Van Doren me odia, lo sé desde el primer momento en el que puso sus ojos verde esmeralda, en mí, él es un hombre cruel y millonario que tiene el mundo entero a sus pies, una vida que alguien como yo, jamás podría tener. Pero nadie se da cuenta de que eso es una máscara, porque él no es un príncipe, es un monstruo que acecha a sus presas hasta el punto en el que las rompe, un demonio que busca derribarme, destruirme, hacerme caer en la ruina de su infierno. La mejor decisión es alejarme de él, desaparecer de su radar, pero de nuevo, la vida no es amable conmigo, porque cuando me entero de que es el socio mayoritario del hospital Reverie Gold, mismo en el que trabajo como cirujana pasante, conozco lo que es el verdadero caos de un dictador brutal. Ahora no solo busca que pague por haber humillado a su hermosa prometida, sino, que le rinda pleitesía. Nuestros caminos colisionan cuando el máximo jerarca del imperio Van Doren, me escoge como candidata para ser su esposa, algo que solo lo impulsa para acabar conmigo, convirtiendo lo que inicio como un juego, en una guerra de poder. —Ser mía no es un laberinto con salida, Holly. —Tienes prometida. —Tenerla o no, eso no quita el hecho de que mi jodido nombre esté tatuado en cada rincón de tu piel.

Ver mais

Capítulo 1

Episodio 1

Rio de Janeiro | Brasil

Voltei ao Morro do Coiote para enterrar o que restava da minha mãe e, de alguma forma, recuperar o pedaço de mim que os anos de guerra tinham engolido, mas o ar quente e o cheiro de pólvora velha me lembraram, já no primeiro passo fora do Galeão, que a favela não perdoa quem foge e depois ousa regressar com cicatrizes e segredos.

A mochila militar pesava no ombro esquerdo como se ainda carregasse o fuzil e o rádio de combate. O corpo, aos trinta e oito, continuava acostumado ao peso de coletes, munição e a tensão constante de quem passou anos esperando o próximo tiro. O calor úmido do Rio me acertou no rosto assim que saí do terminal. Maresia, diesel, suor e fritura de comida de rua invadiram os pulmões e, por um segundo, me senti outra vez com dezoito anos, a mesma idade em que tinha subido aquela ladeira pela última vez com uma mala de plástico e o coração em pedaços. Dezoito anos depois eu voltava mais alto, mais marcado, com o cabelo raspado e fios brancos precoces, a pele morena clara cortada por cicatrizes que o sol do deserto e o frio das montanhas tinham deixado, e os olhos verdes que ninguém no Coiote nunca esqueceu.

Peguei o Uber e mandei o motorista seguir direto pro morro. Ele me olhou pelo retrovisor com a cara de quem já viu de tudo.

— Tem certeza, irmão? O Coiote tá brabo hoje. Tiroteio ontem de novo, os cria tão agitados.

— Não te preocupa. Eu sei exatamente onde estou me enfiando.

A voz saiu rouca, baixa, a mesma que usava para dar ordens em inglês no meio da poeira afegã. Ele ainda tentou falar mais, mas eu já tinha fechado a cara. As cicatrizes no rosto e o corpo tatuado de símbolos que só quem viveu o inferno reconhece faziam o resto do trabalho. O carro subiu as ruas estreitas. Casas grudadas umas nas outras, fios elétricos enrolados como cobras nos postes, crianças descalças correndo entre poças de esgoto, mulheres gritando de janela pra janela. O grave de um funk pesado batia no peito como um segundo coração. Era familiar e ao mesmo tempo distante, como se eu fosse um fantasma voltando pra assombrar o próprio passado.

Desci no início da subida principal e continuei a pé. O sol queimava, mas nada comparável ao deserto que eu tinha atravessado com a mesma mochila nas costas. O Morro do Coiote estava igual ao que eu lembrava, só que pior. As vielas apertadas, o cheiro de esgoto aberto misturado com maconha e churrasco de laje, o lixo acumulado nas esquinas, as pichações de facção que agora eu não sabia mais distinguir. Um grupo de moleques parou de jogar bola para me encarar.

— Eita, quem é esse maluco aí?

Ignorei. Passo firme, ombros retos, queixo baixo. O treinamento militar não sai do corpo. Eu, quase um metro e noventa, alto demais para aqueles becos, dava pinta de gringo, de forasteiro, de alguém que não pertencia mais. Uma senhora na janela fez o sinal da cruz quando me viu passar. Eu baixei a cabeça e segui. Não estava ali para causar confusão. Pelo menos era o que eu queria acreditar.

Saí do Coiote ainda moleque, cara cheia de espinha, coração já pesado de quem tinha visto demais cedo demais. Agora voltava outro homem. As Forças Especiais americanas me transformaram numa máquina de guerra: noites sem dormir, missões que nunca deveriam ter existido, mãos que aprenderam a matar antes de aprender a tocar o berimbau que minha mãe me deu. Nada, absolutamente nada, me preparou para o que vi quando pisei de novo naquela ladeira. O asfalto rachado, as casas subindo a favela ainda mais apertadas, como se lutassem por espaço para respirar. O som distante do funk misturado com grito de criança, latido de cachorro e ronco de moto subindo a rampa. Dentro da mochila velha — a mesma que carreguei no Afeganistão e na Síria — só o essencial: roupa limpa, passaporte, o berimbau de madeira escura que minha mãe me entregou antes de morrer e a cicatriz enorme no ombro esquerdo que ainda doía quando o tempo fechava.

Caminhei devagar pela rua principal sentindo os olhares grudarem na minha nuca. Aqui um homem da minha estatura, pele clara demais para o morro, cabelo curto com fios brancos e olhos verdes não passa despercebido. Cada passo ecoava memórias: a saída da escola, a mão da minha mãe me puxando pela ladeira, o cheiro de feijão e café que saía da nossa casa de madeira. Tudo aquilo tinha virado cinza quando ela morreu. A notícia chegou por mensagem curta, fria, de uma tia que eu mal lembrava. O funeral tinha sido rápido. Eu não consegui voltar a tempo. Agora o corpo dela já estava enterrado, mas o vazio que ela deixou ainda ardia no peito como pólvora úmida.

A Escola Municipal Professora Maria Clara ficava no mesmo lugar de sempre, no meio do morro, onde a ladeira dava uma pequena folga. Quando cheguei na frente do portão enferrujado, o peito apertou com força. O prédio estava destruído. Paredes rabiscadas com pichações de gangues, janelas quebradas, parte do telhado caído. O pátio que um dia foi pintado de verde agora era terra batida misturada com lixo e cacos de vidro. Parecia um cenário de guerra, e de certa forma era. Eu fiquei parado ali, lembrando da minha mãe me esperando na saída da aula com o sorriso cansado e a lancheira na mão, quando o primeiro tiro rasgou o ar.

Pá!

O som seco ecoou entre os prédios como um chicote. Meu corpo reagiu antes da mente: joelhos flexionados, peso deslocado para a frente, mão direita indo automaticamente para a cintura onde outrora eu carregava a pistola. O coração disparou, a visão estreito, o suor frio escorreu pela nuca. O cheiro de pólvora fresca misturou-se ao de esgoto e maconha. Alguém gritou mais acima. Uma moto acelerou. Eu fiquei imóvel por dois segundos que pareceram minutos, sentindo o metal imaginário sob os dedos e a adrenalina queimando nas veias como nos velhos tempos.

Não estava mais em zona de conflito.

Ou estava?

A pergunta ficou presa na garganta enquanto eu ouvia o segundo tiro e sentia o joelho direito tremer contra o asfalto quente.

Expandir
Próximo capítulo
Baixar

Último capítulo

Mais capítulos

Para os leitores

Bienvenido a Goodnovel mundo de ficción. Si te gusta esta novela, o eres un idealista con la esperanza de explorar un mundo perfecto y convertirte en un autor de novelas originales en online para aumentar los ingresos, puedes unirte a nuestra familia para leer o crear varios tipos de libros, como la novela romántica, la novela épica, la novela de hombres lobo, la novela de fantasía, la novela de historia , etc. Si eres un lector, puedes selecionar las novelas de alta calidad aquí. Si eres un autor, puedes insipirarte para crear obras más brillantes, además, tus obras en nuestra plataforma llamarán más la atención y ganarán más los lectores.


Classificações

10
94%(60)
9
0%(0)
8
2%(1)
7
0%(0)
6
2%(1)
5
0%(0)
4
2%(1)
3
0%(0)
2
2%(1)
1
0%(0)
9.6 / 10.0
64 classificações · 64 avaliações
Escrever uma avaliação

avaliaçõesMais

Elizabeth Estrada Saldaña
Elizabeth Estrada Saldaña
Que lastima que Klio ya no va a escribir, de ahi que no hubo 2o libro. Ahora aparece otro nombre
2025-08-03 23:38:27
0
1
Pame Arauz
Pame Arauz
sería una la lastima que no hagan la segunda parte
2024-06-28 07:48:54
4
0
By Gianni
By Gianni
hace ya 5 meses que espero la segunda parte ,la escritora le contesto a alguien ?.
2024-06-13 08:12:50
3
4
CmyChvez4
CmyChvez4
Hola, podrías decirme como se va a llamar la segunda parte si ya la has empezado a subir?
2024-05-10 06:14:18
3
1
Maritza Vazper
Maritza Vazper
La historia esta muy interesante, pero es una verdadera lastima que no haya segunda parte, hacen que los lectores se sientan decepcionados, nos dejan picadas con la historia. Por favor suban la segunda oarye y que sea la última y no sea una historia tan extensa.
2024-04-28 11:42:56
0
0
66 Capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status