FAZER LOGINAsher Van Doren me odia, lo sé desde el primer momento en el que puso sus ojos verde esmeralda, en mí, él es un hombre cruel y millonario que tiene el mundo entero a sus pies, una vida que alguien como yo, jamás podría tener. Pero nadie se da cuenta de que eso es una máscara, porque él no es un príncipe, es un monstruo que acecha a sus presas hasta el punto en el que las rompe, un demonio que busca derribarme, destruirme, hacerme caer en la ruina de su infierno. La mejor decisión es alejarme de él, desaparecer de su radar, pero de nuevo, la vida no es amable conmigo, porque cuando me entero de que es el socio mayoritario del hospital Reverie Gold, mismo en el que trabajo como cirujana pasante, conozco lo que es el verdadero caos de un dictador brutal. Ahora no solo busca que pague por haber humillado a su hermosa prometida, sino, que le rinda pleitesía. Nuestros caminos colisionan cuando el máximo jerarca del imperio Van Doren, me escoge como candidata para ser su esposa, algo que solo lo impulsa para acabar conmigo, convirtiendo lo que inicio como un juego, en una guerra de poder. —Ser mía no es un laberinto con salida, Holly. —Tienes prometida. —Tenerla o no, eso no quita el hecho de que mi jodido nombre esté tatuado en cada rincón de tu piel.
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Voltei ao Morro do Coiote para enterrar o que restava da minha mãe e, de alguma forma, recuperar o pedaço de mim que os anos de guerra tinham engolido, mas o ar quente e o cheiro de pólvora velha me lembraram, já no primeiro passo fora do Galeão, que a favela não perdoa quem foge e depois ousa regressar com cicatrizes e segredos. A mochila militar pesava no ombro esquerdo como se ainda carregasse o fuzil e o rádio de combate. O corpo, aos trinta e oito, continuava acostumado ao peso de coletes, munição e a tensão constante de quem passou anos esperando o próximo tiro. O calor úmido do Rio me acertou no rosto assim que saí do terminal. Maresia, diesel, suor e fritura de comida de rua invadiram os pulmões e, por um segundo, me senti outra vez com dezoito anos, a mesma idade em que tinha subido aquela ladeira pela última vez com uma mala de plástico e o coração em pedaços. Dezoito anos depois eu voltava mais alto, mais marcado, com o cabelo raspado e fios brancos precoces, a pele morena clara cortada por cicatrizes que o sol do deserto e o frio das montanhas tinham deixado, e os olhos verdes que ninguém no Coiote nunca esqueceu. Peguei o Uber e mandei o motorista seguir direto pro morro. Ele me olhou pelo retrovisor com a cara de quem já viu de tudo. — Tem certeza, irmão? O Coiote tá brabo hoje. Tiroteio ontem de novo, os cria tão agitados. — Não te preocupa. Eu sei exatamente onde estou me enfiando. A voz saiu rouca, baixa, a mesma que usava para dar ordens em inglês no meio da poeira afegã. Ele ainda tentou falar mais, mas eu já tinha fechado a cara. As cicatrizes no rosto e o corpo tatuado de símbolos que só quem viveu o inferno reconhece faziam o resto do trabalho. O carro subiu as ruas estreitas. Casas grudadas umas nas outras, fios elétricos enrolados como cobras nos postes, crianças descalças correndo entre poças de esgoto, mulheres gritando de janela pra janela. O grave de um funk pesado batia no peito como um segundo coração. Era familiar e ao mesmo tempo distante, como se eu fosse um fantasma voltando pra assombrar o próprio passado. Desci no início da subida principal e continuei a pé. O sol queimava, mas nada comparável ao deserto que eu tinha atravessado com a mesma mochila nas costas. O Morro do Coiote estava igual ao que eu lembrava, só que pior. As vielas apertadas, o cheiro de esgoto aberto misturado com maconha e churrasco de laje, o lixo acumulado nas esquinas, as pichações de facção que agora eu não sabia mais distinguir. Um grupo de moleques parou de jogar bola para me encarar. — Eita, quem é esse maluco aí? Ignorei. Passo firme, ombros retos, queixo baixo. O treinamento militar não sai do corpo. Eu, quase um metro e noventa, alto demais para aqueles becos, dava pinta de gringo, de forasteiro, de alguém que não pertencia mais. Uma senhora na janela fez o sinal da cruz quando me viu passar. Eu baixei a cabeça e segui. Não estava ali para causar confusão. Pelo menos era o que eu queria acreditar. Saí do Coiote ainda moleque, cara cheia de espinha, coração já pesado de quem tinha visto demais cedo demais. Agora voltava outro homem. As Forças Especiais americanas me transformaram numa máquina de guerra: noites sem dormir, missões que nunca deveriam ter existido, mãos que aprenderam a matar antes de aprender a tocar o berimbau que minha mãe me deu. Nada, absolutamente nada, me preparou para o que vi quando pisei de novo naquela ladeira. O asfalto rachado, as casas subindo a favela ainda mais apertadas, como se lutassem por espaço para respirar. O som distante do funk misturado com grito de criança, latido de cachorro e ronco de moto subindo a rampa. Dentro da mochila velha — a mesma que carreguei no Afeganistão e na Síria — só o essencial: roupa limpa, passaporte, o berimbau de madeira escura que minha mãe me entregou antes de morrer e a cicatriz enorme no ombro esquerdo que ainda doía quando o tempo fechava. Caminhei devagar pela rua principal sentindo os olhares grudarem na minha nuca. Aqui um homem da minha estatura, pele clara demais para o morro, cabelo curto com fios brancos e olhos verdes não passa despercebido. Cada passo ecoava memórias: a saída da escola, a mão da minha mãe me puxando pela ladeira, o cheiro de feijão e café que saía da nossa casa de madeira. Tudo aquilo tinha virado cinza quando ela morreu. A notícia chegou por mensagem curta, fria, de uma tia que eu mal lembrava. O funeral tinha sido rápido. Eu não consegui voltar a tempo. Agora o corpo dela já estava enterrado, mas o vazio que ela deixou ainda ardia no peito como pólvora úmida. A Escola Municipal Professora Maria Clara ficava no mesmo lugar de sempre, no meio do morro, onde a ladeira dava uma pequena folga. Quando cheguei na frente do portão enferrujado, o peito apertou com força. O prédio estava destruído. Paredes rabiscadas com pichações de gangues, janelas quebradas, parte do telhado caído. O pátio que um dia foi pintado de verde agora era terra batida misturada com lixo e cacos de vidro. Parecia um cenário de guerra, e de certa forma era. Eu fiquei parado ali, lembrando da minha mãe me esperando na saída da aula com o sorriso cansado e a lancheira na mão, quando o primeiro tiro rasgou o ar. Pá! O som seco ecoou entre os prédios como um chicote. Meu corpo reagiu antes da mente: joelhos flexionados, peso deslocado para a frente, mão direita indo automaticamente para a cintura onde outrora eu carregava a pistola. O coração disparou, a visão estreito, o suor frio escorreu pela nuca. O cheiro de pólvora fresca misturou-se ao de esgoto e maconha. Alguém gritou mais acima. Uma moto acelerou. Eu fiquei imóvel por dois segundos que pareceram minutos, sentindo o metal imaginário sob os dedos e a adrenalina queimando nas veias como nos velhos tempos. Não estava mais em zona de conflito. Ou estava? A pergunta ficou presa na garganta enquanto eu ouvia o segundo tiro e sentia o joelho direito tremer contra o asfalto quente.HOLLYFIN DE LA PRIMERA PARTEEva está en el hospital, según me dijeron en la recepción, al parecer iba caminando por una de las calles cercanas a la empresa de Asher, y alguien la arrolló, me cuesta trabajo creer que ella en verdad esté en esta situación, no tiene familia, por lo que me quedo en la sala de espera sin saber qué hacer, me siento mal por ella. —Cariño.Levanto la mirada y me encuentro con Serena, viene en compañía de su esposo, Logan, quien sigo insistiendo, es un hombre tan atractivo como su hijo, de hecho, los dos lo son, son la pareja perfecta, es como ver a dos modelos que se aman. Sin contar a todas las doctoras o enfermeras que siempre intentan meterse en la cama con alguien. —¿Te encuentras bien? —me pregunta colocando su mano sobre mi frente para checar mi temperatura. —Sí, solo… —En cuanto nos dijeron que estabas en la sala de espera, vinimos, no tienes por qué estar aquí. Y de hecho tiene la razón, después de todo lo que me dijo en la boda, debería irme,
HOLLYMi corazón late frenético, lo que acabo de ver me ha dejado helada. Es que… jamás imaginé que Mason y Polly… Es decir, ¿desde cuando ellos dos tienen algo? Camino directo a mi habitación, estoy a nada de cerrar la puerta cuando alguien tira de mi brazo. —Holly.Volteo y me doy cuenta de que se trata de Mason, quien tiene el pecho subiendo y bajando debido al subidón de emociones, sus ojos parecen estar llenos de terror y no entiendo por qué. —Yo… —Holly, deja que te explique, no es lo que parece —se apresura a decir, incapaz de detener su nerviosismo. Intento soltarme de su agarre, pero es más fuerte que yo, así que no cuenta como ayuda el que sus dedos ahora se hayan convertido como en una jaula sin salida. —Mason —me remuevo inquieta sobre su agarre. —Ella y yo nunca, jamás, quiero que sepas que solo fuí a ver cómo estaba, pero ella me agarró de repente y todo sucedió tan rápido, que no me dio tiempo, simplemente no pude reaccionar a tiempo, lo juro, yo jamás me fijaría
HOLLYÉl lo sabía, todo este tiempo Asher lo sabía y nunca me dijo nada, pero eso no es lo que me importa ahora mismo, sino, el hecho de que incluso mi hermana Polly sabía de los abusos de Lionel, y jamás me protegió, nunca le puso un alto, y yo todo lo que hice en su momento fue para que no la golpeara, mientras yo la protegía, ella se protegía a sí misma. Siento que el aire me sofoca, que el mundo se me viene encima, y todo lo que puedo hacer es correr hacia la nada, hasta que un par de brazos me rodean la cintura y es como me siento libre. —No corras. Suelto un gemido lleno de dolor, mi corazón se acelera, acabo de sacrificar a mis sobrinos por mi hijo, soy una mala persona, soy una maldita mala persona. —Yo no quería, pero… —Shhh, no me debes explicaciones de lo que hiciste, a nadie, de hecho, así que tranquila —Asher me susurra al oído. Poco a poco todo vuelve a la normalidad, el aire regresa a mis pulmones, aunque la cabeza me da vueltas y las piernas se me doblan de la im
HOLLYSiempre había creído que mi boda iba a ser el evento más maravilloso de toda mi vida, que recordaría cada detalle para siempre, y es así, pero no del modo en el que lo imaginé, no en el modo en el que pensé que pasaría, Lionel no solo arruinó mi pasado, mi presente, sino, que ahora ha dejado una mancha en mi futuro, ese con el que he estado soñando estos últimos días desde que me enteré que estaba embarazada de Asher. El dolor que siento en mi pecho, hace que me ahogue, que olvide cómo es que se respira, escucho en la lejanía la risa histérica de Lionel, mientras Asher termina por subirme, sé que fue una decisión difícil para él, pero más para mí, si moría yo, moría nuestro hijo, él no lo iba a permitir, y aunque hubiera resistido más el peso de los tres, yo me estaba resbalando. En cuanto estoy en los brazos de Asher, me lanzo a llorar y sé que a su lado estoy a salvo, hay un silencio que me aterra y no me atrevo a levantar la mirada, porque sé lo que tengo que enfrentar y no


















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