ログインAo ouvir aquilo, Henrique ficou imediatamente mais frio, embora mantivesse a voz carinhosa.— E você acha que a mamãe gostou do presente que o tio Leandro deu para ela?Bia pensou por alguns segundos.— Não sei. Papai, o tio Leandro gosta da mamãe, não gosta?— Você ainda é criança, Bia. Não precisa ficar pensando nessas coisas. O papai vai voltar logo.— Quando você voltar, vai se casar com a mamãe?Bia ainda não havia desistido do sonho de ser daminha de honra e usar um vestido bem bonito.— Vou.A resposta de Henrique veio cheia de ternura.— Que bom.Bia sorriu. Desde que o pai e a mãe se casassem, para ela, todo o resto se resolveria.Pai e filha conversaram por mais alguns minutos. No fim, a própria Bia encerrou a ligação para não atrapalhar o trabalho dele.Assim que baixou o celular, Henrique perdeu toda a suavidade que demonstrara durante a conversa. Seu rosto endureceu.O aparelho vibrou outra vez.Era Felipe.— Alô.Felipe percebeu de imediato que havia algo errado.— Os rum
Iracema se aproximou da cama e parou diante dela. Ao notar o abatimento de Tatiane e o quanto ela havia emagrecido, adotou um tom carregado de falsa preocupação.— Evelynn, o que você está sentindo?Tatiane a encarou com frieza.— Saia daqui.Iracema não demonstrou a menor intenção de ir embora.— Você está grávida?— Isso não é da sua conta. Vou dizer uma última vez: saia daqui.Um sorriso frio surgiu nos lábios de Iracema.— O filho é do Henrique, não é? Você está aqui, sozinha, grávida e tomando soro, enquanto ele reata com Karine no exterior. Sinceramente, Evelynn, por mais que esteja sempre cercada de gente, não deixa de ser uma pessoa bastante digna de pena.Ela fez uma breve pausa antes de completar:— Talvez você simplesmente não tenha sorte na vida.Tatiane não pretendia desperdiçar energia discutindo com ela.Pegou o celular e ligou para Tomás.Ele a esperava no estacionamento do hospital. Como era homem, não seria apropriado acompanhá-la durante o atendimento nem permanecer
— Mamãe, o que tem aí dentro?Bia apontou para a sacola, curiosa.— Nada demais.Tatiane mudou de assunto e começou a conversar com a filha sobre outras coisas.Na manhã seguinte, Noemi voltou para Nova Aurora com Ceci e Leandro.Pouco depois, Tatiane recebeu uma mensagem dele:[Cuide-se. Se acontecer qualquer coisa, lembre-se de me ligar.]Tatiane respondeu:[Está bem. Pode deixar.]Nos dias seguintes, sempre que o trabalho estava mais tranquilo, ela levava Bia para a empresa.Os sintomas da gravidez, porém, começaram a se intensificar. Seu apetite piorara muito. Neide se esforçava para preparar refeições leves, sem cheiro forte nem nada que pudesse causar enjoo, mas Tatiane mal conseguia comer. E, quando conseguia, acabava vomitando logo depois.Até nos fins de semana, raramente tinha disposição para levar Bia para passear.— Mamãe, o que você tem? Está doente?Bia já havia percebido que, nos últimos dias, a mãe andava sempre cansada e sem energia.— A mamãe está bem, meu amor. Não p
Leandro havia reservado uma mesa em um restaurante e pedido uma sala exclusiva para os dois.Assim que se acomodaram e fizeram os pedidos, ele pegou uma sacola de presente que já estava no local. A embalagem, cuidadosamente preparada, chamava atenção pelo acabamento elegante.Leandro colocou a sacola diante de Tatiane.Ela estendeu a mão para recebê-la.— O que é isso?— Tire da sacola e abra.Tatiane lançou um breve olhar para o homem sentado à sua frente. Em seguida, baixou os olhos e retirou a caixa.Só pela embalagem, percebeu que se tratava de uma joia.Quando abriu a tampa, encontrou um colar de pérolas. Todas eram redondas, cheias e muito bem selecionadas. Sob a iluminação da sala, exibiam um brilho suave e delicado.— Gostou?Tatiane ergueu os olhos para ele e assentiu, sorrindo.— O colar é muito bonito.— Que bom que gostou.Depois daquelas palavras, um breve silêncio se instalou entre os dois.Tatiane voltou a olhar para o colar diante dela. Sem perceber, ficou tensa. Seus d
Iracema não demonstrou qualquer reação, mas sua voz adquiriu um peso mais duro.— Evelynn, não acredito que, a esta altura, você ainda não tenha percebido o que Leandro sente por você. Você não consegue esquecer Henrique, mas também não dá uma resposta clara a Leandro e continua aceitando, como se fosse a coisa mais natural do mundo, toda a atenção que ele lhe oferece. Não acha que está mantendo os dois presos a você?No fim, a acusação veio sem disfarces.Tatiane sustentou o olhar dela e respondeu em um tom gelado:— Já que gosta tanto de se meter na vida alheia, deveria começar se perguntando se tem esse direito. Além de usar métodos baixos, o que mais você sabe fazer? Ah, claro. Também sabe representar muito bem diante de Afonso e Belmira, bancando a mulher sensata, gentil e compreensiva. Pode enganá-los, mas não engana todo mundo. Talvez esteja na hora de eu conversar com a irmã do professor e contar, em detalhes, todas as crueldades que você já cometeu.A serenidade de Iracema des
Henrique lançou um breve olhar para Karine e logo desviou o rosto, sem demonstrar o menor interesse.Diante de tamanha indiferença, ela mordeu o lábio e fechou as mãos com força.— Rick, me desculpe. Preciso pedir um favor.Henrique permaneceu em silêncio.O motorista se aproximou e parou diante dela, impedindo que avançasse.— Senhorita, por favor, afaste-se.Karine, no entanto, não estava disposta a desistir. Cada vez mais aflita, insistiu:— Rick, tem alguém me seguindo...O motorista fechou a porta do carro antes que ela pudesse continuar.— Senhorita, se não sair da frente, vou chamar a segurança.Karine ficou encarando a porta fechada, mas não tentou se aproximar de novo. Assim que ela recuou, o motorista voltou ao volante.O carro se afastou devagar, enquanto ela permanecia no mesmo lugar, acompanhando-o com uma expressão sombria.Naquela tarde, Tatiane se reuniu com os representantes de uma empresa parceira.Para sua surpresa, a equipe do outro lado era liderada por Iracema.El







