Masuk— Sr. Gilberto. — Tatiane o cumprimentou.Gilberto abriu um sorriso.— Evelynn, quanto tempo. Você está ainda mais bonita.Tatiane respondeu com naturalidade:— O senhor também continua muito elegante, Sr. Gilberto.Mal acabou de falar, sentiu uma mão pousar em sua cintura.Tatiane ficou imóvel por um instante. Ergueu os olhos para Henrique, e o sorriso discreto em seu olhar desapareceu.— Elogiando outro homem na minha frente desse jeito... Quer me deixar com ciúme?A voz dele era baixa, quase tranquila, mas a possessividade estava ali, clara demais para ser ignorada. A mão em sua cintura se firmou um pouco mais.Tatiane sustentou seu olhar com calma, encarando aqueles olhos escuros, profundos, difíceis de decifrar.Gilberto soltou uma risada baixa.— Evelynn só disse a verdade. Mas confesso que é a primeira vez que vejo esse aí com ciúme. Já valeu a noite.A última frase foi dirigida a André e aos outros.André comentou, divertido:— Pelo visto, daqui para a frente vamos ter bastante
Alguns dias depois.Henrique finalmente entrou de férias e levou Tatiane e Bia à mansão da família Machado. Naquele dia, André, Wellington e os demais também estavam por lá.No estacionamento.— Bia!Antônio e Gustavo correram na direção dela.Assim que viram Henrique e Tatiane, os dois cumprimentaram com educação:— Tio Henrique. Tia Tati.No jantar da família Barbosa, Henrique já havia apresentado Tatiane a eles.Bia, por sua vez, fizera questão de apresentar a mãe a Gustavo e Antônio. Os dois até tinham estranhado o fato de a mãe dela só aparecer agora, mas Bia gostava tanto de Tatiane que, para eles, a lógica era simples: se Bia gostava, eles também tinham que gostar.No começo, ao verem que a tia Tati quase não conversava com a bisavó, o bisavô e os outros adultos, os meninos pensaram que talvez ela fosse meio distante. Depois, porém, descobriram que ela era gentil. E, além disso, tinha lhes dado presentes bem generosos.Ao ouvir as crianças chamando-a daquele jeito, Tatiane senti
— Cristiano também anda ocupado. Assim, ela não fica em casa sem ter o que fazer. Já devo receber alta em alguns dias, e não quero minha irmã aprontando pela casa enquanto eu tento descansar.— Você fala da sua irmã como se ela ainda fosse criança. — Comentou Belmira.Ao ouvir o nome de Cristiano, Belmira não demonstrou surpresa. Pelo visto, já sabia de alguma coisa.— Para mim, ela e a Ceci são iguais. — Respondeu Leandro.Belmira sorriu.— Então, como irmão mais velho, é bom você se preparar para sustentá-la pelo resto da vida.— Mesmo que eu quisesse, duvido que ela aceitasse.Tatiane ficou ao lado, ouvindo em silêncio a conversa entre mãe e filho.Com uma mãe tão doce e acolhedora, Leandro e Noemi eram, de fato, pessoas muito felizes.— Ah, Tati.Tatiane saiu dos próprios pensamentos e olhou para Leandro.— O que foi?— Tenho um documento vindo do exterior que preciso que você analise. Daqui a pouco envio para o seu e-mail.— Claro. Sem problema.Enquanto comia, Belmira elogiou vár
Ao voltar para casa, Tatiane foi até a cozinha preparar uma sopa para Roberto melhorar da bebida. Depois a levou para a sala e serviu uma tigela para ele.Cristiano estava ao telefone. Pelo tom da conversa, devia ser Noemi.Quando ele desligou, Tatiane perguntou:— Irmão, quando vocês entram de férias?— Este ano acho que não vai dar para parar antes. Talvez só na véspera do Ano-Novo. — Respondeu Cristiano.Por causa daquele contrato de meta, eles haviam fechado vários projetos ao longo daquele período. Embora agora também tivessem o contrato com Henrique, as parcerias acertadas antes ainda precisavam ser concluídas.Tatiane assentiu.— E você, Beto?— Mais ou menos a mesma coisa. Em março, vamos lançar um jogo para celular. Ele já está quase entrando em fase de testes, então talvez eu ainda precise trabalhar durante o feriado de Ano-Novo. — Respondeu Roberto.— Então vocês estão bem ocupados mesmo.Cristiano olhou para ela.— Tati, agora que você está de férias, já pensou em fazer alg
O tom de Tatiane estava mais sério do que antes, firme o bastante para não deixar margem a discussão.Henrique a encarou com aqueles olhos escuros.Depois de alguns segundos em silêncio, disse com suavidade:— Está bem. Vou fazer como você quer.A concessão repentina pegou Tatiane desprevenida. Mesmo assim, ela não sabia se ele realmente havia levado suas palavras a sério ou se apenas estava concordando para encerrar o assunto.— Se não tem mais nada, vou voltar.Enquanto falava, estendeu a mão para abrir a porta.Henrique segurou sua mão outra vez.Tatiane virou o rosto.No instante seguinte, ele passou o braço por trás dela, inclinou-se e a puxou para o colo de uma só vez.Tatiane se assustou.— Henrique, o que você está fazendo?Ele a acomodou sobre as próprias pernas. Diante do susto dela, continuava calmo, até tranquilo demais. Seus braços a prenderam contra o peito. No rosto bonito, havia um sorriso contido; na voz baixa e rouca, uma sensualidade perigosa.— Só quero te abraçar u
Sob a luz do poste, os dois continuaram abraçados. As sombras deles se estendiam pelo chão, parecendo, de longe, as de um casal apaixonado.Uma rajada fria passou por eles.Henrique soltou Tatiane e envolveu seus ombros com um braço.— Está frio aqui fora. Vamos ficar um pouco no carro.Quando ele abriu a porta de trás, Tatiane viu um buquê de rosas sobre o assento.— Entre.Tatiane entrou.Henrique fechou a porta e entrou pelo outro lado. O aquecedor estava ligado, deixando o interior do carro agradável. Em seguida, ele acionou a divisória central, isolando completamente o espaço. Do lado de fora, ninguém conseguiria ver o que acontecia ali dentro.O perfume das rosas tomava conta do carro.Henrique tirou uma pequena caixa de joias do bolso do sobretudo, abriu-a e a entregou a Tatiane.— Gostou?Tatiane baixou os olhos.Era um par de alianças com diamantes. Pelo acabamento e pelo desenho das peças, dava para perceber que não eram joias comuns.Mas, diante daquelas alianças, seu coraçã







