로그인Henrique virou o rosto de leve e olhou para Felipe, que estava no banco do passageiro. Depois disse, sem pressa:— Ainda não chegamos a um beco sem saída. Há muito futuro pela frente.Felipe continuou olhando pelo para-brisa, fixo no carro adiante. Tinha o rosto duro, quase sem reação. Não respondeu.Henrique manteve a atenção na estrada.— No fundo, você já devia saber que isso podia acontecer. Agora que as coisas chegaram a esse ponto, encare e resolva. Ficar desse jeito não vai mudar nada.O silêncio se alongou dentro do carro. Só depois de muito tempo Felipe falou:— Às vezes, eu tenho inveja dessa sua frieza. Dessa sua capacidade de decidir tudo como se nada te atingisse. Se um dia a Bia te odiar, talvez você ainda consiga repetir essas mesmas palavras com essa calma toda.Ele soltou uma risada curta, sem humor.— Claro, você vai dizer que não gosta de hipóteses. Que tudo sempre esteve sob o seu controle. Por isso mesmo, você nunca vai entender o que eu estou sentindo agora.Henri
Ao entrar na sala, Cristiano viu Bia correndo escada acima. Ela já estava quase chegando ao patamar do segundo andar.— Bia. — Chamou ele.A menina parou na hora e olhou para trás. Ao vê-lo, disse:— Tio.Cristiano subiu em passos largos e a trouxe de volta.— O tio vai levar você e o Theo para brincar um pouco lá fora.Bia olhou para ele.— Agora há pouco, o tio Leandro subiu para procurar a mamãe.— Seu pai está com a sua mãe. Ela tem algumas coisas para resolver agora, mas a Bia não precisa se preocupar. — Respondeu Cristiano.Mesmo assim, Bia continuava aflita. Então olhou para Felipe, que estava parado ali perto, e perguntou:— Tio Fê, você também veio procurar a mamãe?Felipe fez o possível para conter as emoções. Aproximou-se, agachou-se diante dela e tentou sorrir.— Vim, sim. Preciso conversar um pouquinho com a sua mãe. A Bia pode ir brincar com o tio primeiro.A menina piscou os olhos grandes, observando-o com atenção. Sensível como era, percebeu que havia algo errado.— É u
"Felipe não me quer.Henrique também não me quer.É tudo por causa daquela vadia da Tatiane.Ela não está doente? Não está quase morrendo? Então que morra logo."— Tatiane, sua desgraçada! Morre de uma vez!Karine começou a quebrar tudo dentro do quarto, completamente fora de si.Eliane entrou e levou um susto.— Kari! O que vocês estão esperando? Segurem ela!As funcionárias avançaram às pressas e impediram Karine de continuar destruindo o que encontrava pela frente.— Saiam da minha frente!Eliane foi até ela rapidamente e tirou de sua mão o frasco de vidro que Karine segurava.— Kari, se acalme um pouco.Ao ver a filha naquele estado, tomada pela dor e pelo desespero, Eliane sentiu como se o próprio coração fosse se partir.— Kari, vai ficar tudo bem.Ela segurou o rosto da filha entre as mãos.Karine, de repente, desabou em choro. Em meio à emoção descontrolada, reclamou aos prantos:— Mãe, por que meu irmão está fazendo isso comigo? Por quê?Eliane a abraçou com força e deu leves
Depois que Tatiane saiu, Henrique deixou os talheres sobre a mesa, levantou-se e foi direto para fora.— O que você disse para a Tati? — Perguntou Cristiano.Henrique parou por um instante.— Vou levar ela e a Bia para casa primeiro.E saiu.Na sala, Bia já se preparava para subir e procurar a mãe. Ao ver o pai, disse:— Papai, a mamãe falou que está muito cansada e quer descansar, mas eu acho que ela não está bem.— Então vamos voltar para casa primeiro. Bia, espere um pouco. Vou chamar a mamãe. — Respondeu Henrique.Bia assentiu.— Tá bom.Henrique subiu até o quarto de Tatiane. Primeiro, bateu à porta.— Tatiane.Não houve resposta.Ele girou a maçaneta, mas a porta estava trancada por dentro.A testa de Henrique se contraiu. Ele foi até a babá, pegou a chave reserva e abriu a porta.Tatiane estava sentada na beira da cama, de costas para a entrada. Os braços caíam sem força ao lado do corpo. Em uma das mãos, segurava o celular.A voz de Karine saía nítida pelo alto-falante.Havia s
Tatiane virou o rosto e encarou Henrique.— Como você soube disso antes de todo mundo?Henrique respondeu com a mesma calma de sempre:— O que ainda consegue ficar escondido de mim?Ela continuou olhando para ele.— Você disse que meu pai não vai ter problema nenhum. Então vai resolver isso por ele? Vai lidar com a família Rodrigues ou pretende pagar essa dívida de doze bilhões no lugar dele?— Seu pai foi envolvido nisso de forma injusta. É claro que ninguém vai deixar que ele assuma uma dívida absurda dessas.Tatiane estreitou os olhos.— Então você vai interferir e enfrentar a família Rodrigues?Henrique não respondeu. Apenas serviu uma tigela de sopa para ela e a colocou à sua frente.— Coma primeiro. A comida vai esfriar.Tatiane soltou uma risada baixa, cheia de ironia.— Essa história não tem nada a ver com você. E quem deveria resolver isso também não é você.Henrique permaneceu em silêncio.Do lado de fora da mansão, Leandro e Felipe continuavam esperando.— Pelo ponto a que a
Felipe recebeu a notícia quase no mesmo instante em que tudo aconteceu.Ele e Henrique correram para a mansão da família Oliveira. Ao chegarem ao portão, Henrique olhou para ele e perguntou:— A Tatiane está em casa hoje. Você tem certeza de que quer entrar?Felipe estava no limite. Os dedos se fecharam com força, e a tensão em seu rosto bonito denunciava uma dor contida, pesada, quase insuportável.— Espere aqui fora por enquanto. Eu entro primeiro e vejo como está a situação. — Disse Henrique.No fim, Henrique entrou sozinho.Assim que ele passou pela porta, o celular de Felipe vibrou. Era Leandro.Heitor havia imaginado que Tatiane talvez estivesse enfrentando algum problema ligado à família Rodrigues. Depois de encerrar a ligação com ela, avisara Leandro imediatamente.Felipe atendeu.— Estou do lado de fora da mansão agora. Ainda não sei exatamente o que aconteceu. O Henrique acabou de entrar.Henrique foi direto para a sala.Tatiane discutia com os oficiais de justiça.A chegada







