Mag-log inSe Henrique era casado ou não, se Bia tinha nascido dentro ou fora de um casamento, só a família Barbosa e a família Carvalho sabiam ao certo.Enquanto eles não tornassem nada público, ninguém de fora teria coragem de investigar a fundo.Henrique desviou levemente os olhos para Gilberto. Um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios finos.— Tá com inveja?Gilberto riu.— Tô mesmo! Mas, falando sério... Como é que alguém como você conseguiu ter uma anjinha tão fofa quanto a Bia?Ele realmente não conseguia entender.Henrique era o tipo de homem que não entregava sentimentos verdadeiros a ninguém. Frio, implacável, quase sem coração.André lançou um olhar na direção de Tatiane, que já havia se afastado levando Bia pela mão, e comentou:— Nem precisa perguntar. A Bia com certeza puxou a mãe: doce e bondosa. Se tivesse puxado a esse aí, coitada.Gilberto ficou ainda mais curioso.— André, então me conta... Quem é, afinal, a mãe da Bia?Era óbvio que Henrique não amava a mãe de Bia.
Hoje, no mercado financeiro, não havia quem não conhecesse o nome de Evelynn. Só que o que mais alimentava os comentários não era apenas sua fama, e sim sua beleza e seu porte. Diziam que, pessoalmente, ela era tão deslumbrante que parecia ter saído de um sonho. Até Karine, conhecida como a grande beleza de Porto Nobre, ficava alguns pontos abaixo diante dela.Por isso, a curiosidade ao redor dela só crescia.Afinal, que tipo de mulher era essa Evelynn?Tatiane sorriu com educação, sem parecer afetada pelo elogio.— O senhor é gentil, mas está exagerando.O homem deu um passo à frente e se apresentou por conta própria:— Gilberto Machado. É um prazer finalmente conhecê-la, senhorita Evelynn.A família Machado também estava entre as mais poderosas da elite de Nova Aurora.Tatiane assentiu de leve.— Senhor Gilberto.Gilberto perguntou em tom de brincadeira, embora houvesse uma seriedade disfarçada por trás:— Será que a senhorita Evelynn já tem namorado?André entrou na conversa:— Gil
O aniversário de dez anos de Lílian foi comemorado na mansão particular da família Carvalho.Como a queridinha da casa, ela ganhou de André e Isadora uma festa sem economia: um bolo avaliado em milhões, esculpido no formato de um castelo, arranjos luxuosos com flores raras trazidas do exterior de avião e uma decoração digna de conto de fadas.Quando as portas duplas, em estilo europeu, se abriram devagar e Lílian apareceu usando um vestido de princesa feito sob medida, os olhos de André e Isadora se encheram de um carinho que eles nem tentavam disfarçar.Ela entrou dançando até o palco, linda, radiante, cheia de confiança.Na plateia, os convidados começaram a erguer os celulares para gravar.Apoiada em Henrique, Bia comentou, toda animada:— A Lili tá tão linda.Henrique a segurava no colo.Quando a música terminou, Lílian fez uma reverência elegante para os convidados.André e Isadora subiram ao palco, seguraram as mãos da filha e cantaram juntos uma música em homenagem a ela. Quando
A voz de Henrique saiu baixa e fria.— Ela não tem capacidade para isso. Quanto ao divórcio, vocês não precisam se preocupar. Eu sei o que estou fazendo.— Papai.Bia, de repente, voltou correndo para a sala.Lorena e Alexandre não tocaram mais no assunto.A menina se jogou nos braços do pai.— Papai, liga para a mamãe e pede pra ela vir jantar hoje na casa do bisa, tá?Henrique acariciou a cabecinha da filha.— Outro dia, tudo bem? Hoje à noite o papai tem coisas para resolver.Bia fez um biquinho.— Mas a tia Evelyn só vai ser mãe da Bia por uma semana…A voz de Henrique suavizou.— Então você pode pedir para ela aumentar esse prazo.Bia pareceu preocupada.— Será que a tia Evelyn vai aceitar? Ela não vai achar que a Bia dá muito trabalho?— Não vai.Ao ouvir aquilo do pai, Bia finalmente se tranquilizou.— Então hoje à noite eu vou perguntar pra tia Evelyn.— Tá bom.Tatiane passou o dia inteiro pensando.No fim, decidiu viajar para o exterior. Aproveitaria também para resolver os a
Ao meio-dia, Patrícia foi visitar Leandro.Os três almoçaram juntos. Tatiane e Patrícia não ficaram por muito tempo e, pouco depois, deixaram o hospital.Tatiane voltou para casa.Quando o carro chegou à entrada da mansão da família Oliveira, uma Maserati branca veio na direção contrária.No mesmo instante, Eliane, sentada no banco de trás da Maserati, viu Tatiane ao volante do carro à frente. Sua expressão continuou serena.Tatiane entrou em casa.Assim que chegou, viu Marcos sentado sozinho no sofá. Mônica e o bebê não estavam ali.— Pai.Marcos voltou a si, conteve a emoção e se virou para ela.— Tati, você voltou.Tatiane se aproximou.— Cadê a mamãe e o pequeno?— Sua mãe está lá em cima, fazendo o bebê dormir. Você veio hoje… E a Bia?— A Bia foi para a casa da Lorena.Marcos assentiu de leve.— Tati, vem sentar aqui.Tatiane se sentou ao lado dele no sofá.— Pai, aconteceu alguma coisa?Marcos olhou para ela com seriedade, escolhendo as palavras com cuidado.— Tati… Vcê já penso
Henrique entrou no saguão.Logo à frente, viu duas pessoas entrando pela porta principal.Tatiane mordia distraída um morango com chocolate no palito, enquanto Leandro levava na mão a sacolinha de doces que ela tinha comprado. O gosto não agradou muito. Depois da primeira mordida, ela já desanimou.Leandro pediu para provar.Tatiane estendeu o palito, achando que ele fosse pegar o morango com a mão. Mas Leandro apenas inclinou a cabeça e deu uma mordida direto no doce.No instante em que ele se abaixou, os dois ficaram perto demais.Tatiane se surpreendeu por um segundo.Leandro, como se não tivesse percebido nada de estranho, mastigou devagar e baixou os olhos para ela. Havia um sorriso discreto no olhar.— Até que está bom. Se você não quiser mais, me dá. Assim não desperdiça.Tatiane voltou a si e sorriu.— Melhor não, professor. Sua gastrite ainda não melhorou. Uma mordidinha já foi o bastante.— Então tá.Enquanto conversavam e seguiam em frente, notaram alguém parado mais adiante







