LOGINLuísa acompanhou todo o processo. Mesmo depois de Eduardo ter dito que ela não voltaria a ficar inconsciente, ela não conseguia ficar tranquila.— Uma coisa tão feliz e você está chorando? — Nádia veio até seu lado e cutucou-a com o cotovelo. Comparada a Luísa, ela parecia bem mais calma.Luísa mantinha os olhos na porta da sala de exames que havia acabado de se fechar. Seu coração fervilhava com todo tipo de emoção.— São lágrimas de felicidade.— Não são lágrimas de felicidade. — Disse Nádia.Luísa virou o olhar de lado.— São de recuperar o que se tinha perdido. — Um leve sorriso curvou os lábios de Nádia.Luísa voltou a olhar para aquela porta, como se seu olhar pudesse atravessá-la e ver o que estava acontecendo lá dentro.Isso mesmo. Era recuperar o que havia sido perdido. Depois de um bom tempo.De repente, Luísa virou o rosto e olhou para Rodrigo, que vinha acompanhando tudo ao seu lado.— Daqui a pouco, você volta. Hoje à noite, vou ficar no hospital com a minha mãe.— Está tu
Naquela mesma noite, Luísa estava sentada frente a frente com Rodrigo, jantando.De repente, o celular dela tocou de forma urgente. Ao ver que era Nádia ligando, Luísa atendeu sem hesitar.— Tia Nádia.Rodrigo não sabia o que Nádia estava dizendo a Luísa. Apenas viu que, conforme a ligação se prolongava, Luísa foi parando de comer, e uma emoção intensa começou a agitar seus olhos.— A... a senhora está dizendo a verdade? — Pela primeira vez, Luísa sentiu uma onda de emoção no peito.— Por que eu mentiria sobre uma coisa dessas para você? — Nádia nem se importou com o "senhora" que ela usou. — Tenha calma e mantenha as emoções sob controle, está bem?Como Luísa poderia manter a calma?Ela largou os talheres apressadamente, pegou o celular e correu para fora.Depois de dar dois passos, voltou correndo, pegou a chave do carro e saiu novamente. O carro arrancou mais rápido do que em qualquer outro momento.Rodrigo ficou completamente confuso. Ele estava prestes a ir atrás dela quando o cel
— Como está a investigação sobre o caso do Cacá? — Ela retirou a mão da dele e perguntou. Dois dias antes, ao ouvir os colegas falarem animadamente sobre o acampamento de verão, Cacá disse que queria voltar para lá, e Rodrigo o enviou novamente.Mas ele havia dito que descobriria a verdade em três dias, e já haviam se passado vários dias sem que ele dissesse nada.— Foi apenas um conflito entre as crianças. Aquele garoto viu que o Cacá era popular e que sempre ficava em primeiro lugar nas atividades, então ficou com inveja. — Disse Rodrigo com calma.— Como ele sabia da alergia do Cacá? — Luísa questionou.A professora havia dito que alguém tinha colocado algo no copo dele que lhe causava alergia. Para colocar, a pessoa precisava saber antes. As informações sobre as restrições de cada criança estavam nas mãos do professor responsável.— Antes, na escola, alguém ofereceu um lanche ao Cacá. Quando ele recusou, comentou que era alérgico. — Explicou Rodrigo com naturalidade. — O garoto d
— Não consegue esperar nem um pouco? — A voz sarcástica de Luísa veio de dentro.— Quando terminar, venha ao escritório — Disse Rodrigo de forma direta. — Tenho algo sério para falar com você.Luísa não respondeu.Dez minutos depois, ela apareceu vestindo roupas casuais do dia a dia. O rosto, ainda levemente úmido, parecia limpo e fresco, os longos cabelos macios caindo sobre os ombros. Toda a sua aparência dava a impressão de uma mulher intocada pelo mundo.Rodrigo a observou por um bom tempo. Até Luísa falar, com a voz fria:— O que foi?— As provas de que Glauber tentou te prejudicar já foram reunidas. — Rodrigo não mencionou nada do que havia acontecido antes e mudou de assunto naturalmente. — Você pretende processá-lo ou deixá-lo continuar causando problemas com Wagner?Luísa franziu levemente a testa. Ela não entendia como o raciocínio dele podia mudar de assunto tão rápido.— Ele não causou dano real a você. Quando chegar a hora da sentença, se ele tiver uma boa atitude e uma ju
Uma simples frase despedaçou completamente o resquício de sentimento que Luísa ainda nutria por ele.Ela riu de si mesma em silêncio e caminhou até parar diante dele.— Desde que você fique obedientemente ao meu lado, qualquer coisa que quiser eu posso lhe dar. — Disse Rodrigo, puxando-a para sentar em seu colo, segurando delicadamente a mão fria dela.Luísa não disse uma palavra.Para Rodrigo, o silêncio dela não significava nada.Seu olhar pousou no rosto distante e apático dela, quase sem brilho. — Pode ser? — Enquanto uma mão deslizava em direção à sua cintura, ele perguntou.Luísa nem tinha ânimo para responder. Ela realmente tinha escolha? Sempre que não fazia o que ele queria, ele ameaçava as pessoas ao redor dela.— Se você não disser nada, vou considerar como um sim.Os dedos quentes de Rodrigo subiram lentamente por sua pele macia. Com a outra mão, ele segurou a parte de trás da cabeça dela e se inclinou para depositar um beijo em seus lábios.Os movimentos de Rodrigo eram s
— O que você ia me dizer agora há pouco? — Perguntou Bruna, virando o olhar para Luísa apenas depois de se afastarem da área da briga.— Nada. — Luísa engoliu de volta as palavras que estavam na ponta da língua. — Você não foi atingida, foi?Mesmo já tendo verificado antes, ainda se preocupava por causa da mensagem de Rodrigo.— Não, só levei um susto. — Bruna respondeu de maneira despreocupada, olhando para as pessoas que estavam sendo escoltadas para fora pelos seguranças. — Da próxima vez é melhor a gente ir direto para um camarote. Do lado de fora é animado, mas nunca se sabe quando vai aparecer algum bêbado fazendo confusão.Luísa assentiu.Ela e Bruna ficaram ali por cerca de meia hora antes de irem embora.Antes de sair, Luísa pegou o copo de limonada que não havia sido afetado pela confusão e o bebeu de uma só vez, tentando usar a acidez para abafar o temor que a mensagem de Rodrigo lhe causou.— Você... — Bruna sentiu os dentes doerem só de ver. — É realmente impiedosa.— Vamo







