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Capítulo 3

Penulis: Shirley
Quando voltei, o jogo de cartas havia parado.

Depois de algumas rodadas de bebida forte, o grupo de mafiosos havia abandonado completamente as aparências.

Sua natureza verdadeira, depravada, começava a se revelar.

O clima havia se transformado em um jogo de Verdade ou Desafio regado a álcool.

Era um jogo clichê, mas, impulsionado por bebidas alcoólicas fortes, sempre conseguia eliminar as inibições.

Garrafas caras e vazias estavam espalhadas pela mesa: Macallan, Royal Salute, bourbon envelhecido.

Só a bebida já custava o suficiente para me comprar um apartamento no subsolo das favelas.

Maeve estava claramente bêbada.

Suas bochechas estavam coradas, seu corpo praticamente colado ao de Declan, e seus olhos estavam turvos e febris.

Ela era o centro absoluto das atenções naquela noite, e a maior vencedora do cassino.

Seu casamento iminente com Declan, uma união estratégica que a tornaria a esposa do Don, a deixava eufórica e imprudente.

— Lá vamos nós! Próxima rodada! — murmurou o Conselheiro da família, com a língua pesada de álcool.

— Vamos ver quem é o próximo.

Uma garrafa vazia girou sobre a mesa de mármore negro polido, seu movimento produzindo um som agudo e áspero.

Todos prenderam a respiração, com os olhos fixos no gargalo da garrafa que girava.

Lentamente, ela começou a perder velocidade.

Por fim, a boca da garrafa oscilou até parar, apontando diretamente para Maeve.

— Uau! Caiu na nossa Principessa!

— Verdade ou Desafio?

Maeve riu, acenando com a mão adornada com esmalte vermelho, com os olhos vidrados.

— Verdade! Não há nada que essa dama tenha medo de dizer!

O Conselheiro esfregou as mãos, com um sorriso malicioso no rosto.

Seu olhar alternou entre Maeve e eu, claramente buscando causar problemas.

— Muito bem, então vamos perguntar algo explosivo. Maeve, para conquistar o nosso poderoso Don, qual foi a coisa mais vergonhosa que você já fez?

Quando ele terminou, um silêncio tomou conta do salão.

Todos ali eram criminosos; cada um tinha sangue nas mãos e segredos que não podia deixar escapar.

Mas era um jogo, e o objetivo era a emoção.

Declan, que estava com os olhos fechados, apenas ergueu uma pálpebra, sem se dar ao trabalho de interromper.

Na mente dele, Maeve era mimada e arrogante, mas como Principessa de uma família aliada, era incapaz de qualquer coisa realmente imperdoável.

Maeve soltou um soluço bêbado, com o olhar atravessando a multidão até se fixar em mim, parada nas sombras do canto.

Um sorriso incrivelmente cruel surgiu em seus lábios.

O álcool havia entorpecido sua razão, amplificando o ciúme e a malícia enterrados no fundo do seu coração.

— A coisa mais vergonhosa, hein…

Maeve cambaleou ao ficar de pé. Ergueu um dedo e apontou diretamente para mim, sem fazer esforço algum para disfarçar.

— Foi sete anos atrás, no dia em que Declan estava em coma depois de ser gravemente ferido em um tiroteio…

Ao ouvir “sete anos atrás”, minha mão se contraiu.

A borda da bandeja pressionou meus nós dos dedos, quase me fazendo derrubar a água com gelo.

Na cadeira principal, o corpo de Declan ficou levemente rígido.

Maeve, porém, estava empolgada, como se estivesse contando uma piada incrível.

— Declan estava inconsciente, e o celular dele estava ali, largado sobre a mesa. E adivinha só, foi nesse momento que aquela vadia, Sienna, mandou uma mensagem de socorro.

— Vocês nunca vão adivinhar o que estava escrito. Hahaha! “Declan, salve meu pai. Por favor. O resgate é de apenas cem mil… eu dou minha vida em troca.”

— Tsc, tsc, tão patético, tão lamentável.

— Eu pensei, o nosso Declan está destinado a ser um Don. Por que ele deveria ser arrastado para baixo pela filha de um simples soldado? Ele foi feito para governar o submundo da cidade ao meu lado, não para ser arrastado pela lama por lixo como ela.

— Então… — Ela fez uma pausa, os olhos ficando mais selvagens.

— Então, eu fiz um favor ao Declan e respondi por ele.

— Eu apaguei a mensagem dela. Depois imitei o jeito do Declan e respondi: “Você é um fardo. Vá morrer.”

— Hahahaha! Vocês não têm ideia de como foi engraçado. Aquela vadia realmente correu para a chuva torrencial e ficou a noite inteira do lado de fora do nosso esconderijo.

— Eu estava bem atrás da janela, observando-a ficar encharcada como um rato afogado, vendo-a cair de joelhos e chorar na lama. Foi a coisa mais satisfatória que eu já vi!

— Então, estão vendo? Eu livrei a família daquele peso morto. Sem mim, como Declan poderia ter se livrado daquele fardo? Como ele poderia estar sentado no trono hoje? Declan, você realmente deveria me agradecer…

A risada triunfante de Maeve foi interrompida por um estalo seco.
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